sexta-feira, 25 de abril de 2014

Teoria do caos



Às vezes, tudo o que você que deseja é que as pessoas vão se ferrar. A vida não é perfeita e não somos obrigados a estar de bom humor o tempo todo.Tem vezes em que a maré negra chega e te suga em uma velocidade louca. E tudo o que você quer é se afastar de pessoas que não te acrescentam em nada. E tudo que você quer é se vingar de quem te fez tanto mal. O mais louco nisso tudo é que parece que o relógio entra em parafuso, as horas demoram a passar e os fantasmas resolvem reaparecer e te tirar do sério. E tudo que você mais quer e dizer em alto e bom som: FUCK YOU. Que os momentos ruins pelo menos tragam reflexão e faça colocar todos os sentimentos na balança. Saber diferenciar o que vale a pena ou não. Enquanto isso, mando todo muito cuidar das suas vidas e parar de encher o saco. Não sou legal em todos os minutos. Desconfie de quem é assim! Eu te odeio caos, com todas as minhas forças!

quinta-feira, 6 de março de 2014

505

"Stop and wait a sec
Oh when you look at me like that my darling
What did you expect
I probably still adore you
with your hands around my neck
Or I did last time I checked

Not shy of a spark
A knife twists at the thought
that I should fall short of the mark
Frightened by the bite though its no harsher than the bark
Middle of adventure, such a perfect place to start

I'm going back to 505
If it's a 7 hour flight or a 45 minute drive
In my imagination you're waiting lying on your side
With your hands between your thighs"
(...)
Maldita saudade que é cega e me impede de ver os muros que existem na frente.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ninguém mais lê os clássicos




Eu sou uma velha no corpo de uma jovem. Adoradora de clássicos que não dispensa um livro velho, sebo e páginas empoeiradas. Essa minha obsessão por livros antigos começou quando me apaixonei por Machado nos tempos do pré vestibular. Essa história é engraçada, porque naquela época odiava Machado sem nunca ter lido nada dele. Até que a minha professora de literatura virou para mim e disse que deveria ler. Me despi do preconceito e fui ler Dom Casmurro. E estamos juntos até hoje. Foi Machado que me fez ter certeza que queria fazer Letras. Foi amor a primeira página.

Depois dele, inúmeros outros amores surgiram e o que notei, foi que os livros contemporâneos não me fazem sentir metade do que senti com os clássicos. Mas deixo claro, sou uma grande fã da velha guarda. Sou nostálgica, saudosista e apaixonada pela década de 80. Era óbvio que se transformaria em amor. E virou.
Hoje busco nos livros atuais aquilo que senti nos clássicos. Mas aquele sentimento não vem me visitar quando leio os livros que são produzidos hoje em dia. Sempre que sinto necessidade de sentir aquilo, eu abro os clássicos e todo um mundo se abre para mim.

As pessoas já não tem o mesmo princípio, tudo se tornou fácil demais, nada demais. E eu não quero aceitar isso. Quero nadar contra a corrente, viver amores antigos e viajar no tempo para um lugar onde possa sentir essas estrelas que insistem em brilhar dentro de mim sempre que leio os clássicos. Olha Machado, o que você fez comigo!

Eu vou sempre sentir que estou na época errada. E eu amo essa sensação. Isso é definitivamente libertador.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lá vem ela





  Então, deixei de acreditar em utopias e passei a enxergar o mundo como um lugar comum. Mudei de religião e também a forma como vejo a vida. Vi nos clássicos os meus melhores amigos e aprendi que o amor também é um filme de ação. Passei a ouvir músicas hippies e assumi que a minha identidade são muitas. Quero acordar agarradinha e desejo que o mundo pare nesse instante. Parei de tomar refrigerante e prometi a mim mesma levar uma vida mais saudável. Sinto saudades das páginas viradas, mas hoje guardo com carinho esses tempos e aceito numa boa que eles passaram. Não é bom viver no passado. Tenho muitos livros para escrever e muitas teorias literárias para desvendar. Nunca um ano pareceu tão excitante. O que será que mudou? Os sonhos, as pessoas? Não, apenas eu mesma.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Home





Estou voltando para os meus livros antigos, para os meus discos arranhados, para a minha antiga rua e os amigos que nunca deixei. Estou voltando para a minha casa, onde sinto meus pés firmes no chão e mesmo assim, ainda sinto vontade de voar. Estou voltando ao que sempre fui e nunca deveria ter deixado de ser. Estou voltando para casa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Paraíso do mundo.





Havia uma casa no meio do nada e ela era linda. Não me recordo muito bem da sua localização, mas me lembro perfeitamente daquele dia. Havia tido um dia cansativo e estava triste. Às vezes, tenho aquela cruel sensação de que meu próximo, tão humano quanto eu, jamais irá me compreender. E nesse momento que recorro a música e aos livros, os meus maiores amigos. Meus maiores confidentes.
 Naquele dia, estava correndo pela estrada em direção a lugar algum. A coisa que eu menos queria era pensar. O volume da música estava um tanto alto e parecia competir com a velocidade das lágrimas que despencavam do meu rosto. Era um fim de tarde e eu me perguntava, por quê raios a vida precisa ser tão difícil?
 Várias paisagens passavam por mim e eu viajava. E era lindo de se ver, a natureza, a paisagem. É tão bom não ver pessoas durante um tempo, nem trânsito, nem cidade e ter contato com a natureza. É bom parar, diminuir o ritmo. A vida passa por mim, mas eu não passo por ela. Parece que a natureza ainda é a única que continua autêntica, não importa o que aconteça.
 O cantor berrava sob meus ouvidos e eu cantava alto junto com ele. Naquele momento, só ele me entenderia. Eu me sentia velha, fora do eixo. Eu me sentia só, mas me sentia bem. Uma solidão plenitude. Vá entender.
 Ao mesmo tempo, sentia uma tristeza e uma sensação de que não pertencia a lugar nenhum. Ainda acumulado a tudo que tinha acontecido naquela tarde e foi então que cheguei naquele lugar.
 Eu sempre fui apaixonada por crepúsculos e fins de tarde. Um momento tão simples e mágico da natureza que ficava feliz só por assistir. Freei bruscamente, pois tinha medo de que meus olhos estivessem me traindo.
 Pensei ter chegado ao paraíso. Será que eu morri? Desci do carro com cuidado para não desviar o olhar. Havia uma casa simples no meio do nada e ao redor dela, um festival de crepúsculo dos deuses. Em todos os tons e cores. Eu estava maravilhada com tudo aquilo, um espetáculo lindo demais. Ali, tudo parecia fazer sentido outra vez. Foi então que uma série de visões caiu sobre mim. E então eu vi...
 Havia uma casa simples no meio do nada e ao seu redor, uma paisagem digna dos deuses. Aquela casa era misteriosa demais e parecia guardar um segredo. As coisas mais incríveis e que ninguém imagina acontece por lá. Não era qualquer um que poderia morar ali. Apenas os iluminados. Fui tomado pela vontade súbita de me juntar aquele lugar, era tão incrivelmente belo...Foi então que eu vi. Ali, naquele lugar, acontecia as tempestades mais violentas e mais loucas que pode se imaginar. Raios, trovões e quem entrava, jamais saía. Terror? Sinistro? Talvez sim, talvez não. Mas eu acredito que não. Acredito que aquela casa guardava algo muito mágico incompreensíveis aos olhos humanos. Era iluminado, bom. Por isso, não seria qualquer um que entraria ali.
Eu queria entrar, não queria voltar. Moraria naquela casa longe de tudo feliz para sempre. Por pouco fiquei, pude sentir meus pés grudando naquele lugar. Era realmente algo mágico. Eu podia sentir a magia açoitando sobre mim. Eu sorria como nunca sorri na vida. Só que eu sabia que tinha que voltar, enfrentar meus problemas e buscar soluções. Mas não tem problema, um dia voltarei para lá e não retornarei jamais. Descobri meu paraíso no mundo, meu esconderijo, meu conto de fadas. Não vou desistir dos meus sonhos.




segunda-feira, 1 de abril de 2013

A minha história


Não existe fórmula para escrever. Ao futuro autor que procura regras e profissões que possam ajudá-lo, sinto lhe dizer que as informações que irá encontrar não vão ser as respostas oficiais e universais. Até existem muitos cursos de escritas, só que a pessoa que aqui escreve não acredita nisso.
Não acredito na escrita como algo calculada, cheia de regras, fria e técnica. Comecei a escrever por acaso, quando tinha mil coisas para dizer, ninguém me ouvia e remoía pensamentos e casos. Foi na escrita que eu me libertei, que eu me encontrei. Foi ali que despejei tudo que estava sentindo e não fui eu que escolhi a escrita. Foi a escrita quem me acolheu.
Desde pequena, eu era apaixonada por "agendas" e "diários". Eu achava que quem escrevia neles era importante e torcia muito para que meu dia de ser presenteada chegasse. Doces ilusões de uma criança! Até que a primeira agenda e meu primeiro diário surgiram e foi através deles que comecei a engatinhar na escrita.
Além de ser apaixonada pela escrita desde criança, eu era apaixonada por histórias e na época do BOOM do senhor dos anéis, escrevi a minha primeira história fantástica que se perdeu e foi escrita na minha antiga máquina de escrever que infelizmente foi doada. Esse é um dos arrependimentos da minha vida. Apesar de não ter mais os originais, a história ainda se mantém viva em minha mente. Nós nunca esquecemos nossas primeiras experiências inesquecíveis!
Só que foi na adolescência mesmo que meu contato com a escrita foi mais intenso e revelador. Sim, foi ali que nasceram os primeiros textos, as primeiras crônicas e poesias. O mundo não me compreendia, não tinha ninguém para me ouvir, sem me julgar e foi escrevendo que eu vomitei as minhas feridas e cicatrizei em textos. Quando nada fazia sentido, virou um hábito escrever.
Foi então que percebi a necessidade que eu tinha em escrever. Eu tão jovem, tinha fome de escrever e que não era saciada.Me nomearam escritora e eu não esperava. Eu descobri meio ao acaso que queria ser escritora.
Depois veio o pré - vestibular onde descobri Machado e Clarice. O momento em que escolhi letras acreditando infantilmente que seria essencial para a minha carreira de escritora. E não é, se querem saber.
Como disse no início do texto, não há fórmula para escrever e não sei sinceramente como isso acontece. Acredito que algumas pessoas possuem esse dom e conseguem desenvolvê-lo ao longo da vida. O mundo te influencia, tudo faz sentido e é na escrita que o escritor se sente completo. Muitos podem escrever, mas poucos são escritores.




Meus companheiros de aventura, meus maiores tesouros que morro de ciúmes