domingo, 9 de agosto de 2009

Robôs infinitamente humanos.


Eliseu abriu a porta e saiu em disparada. Não havia nada melhor na vida do que a sensação de liberdade. Era gostoso brincar e se divertir.
Logo ele , que ansiou tanto por isso . O cheiro das ruas, as pessoas e o sol que nem conheçia. Havia tanto para se ver.
Ele queria viver e sentir, apesar de não ter coração e ser de lata. Ou seja , Eliseu era um robô.
Ele saiu para a rua e então pode ver. Tudo, desde paisagens a outras pessoas e os cachorros que latiam. Tudo tão bonito de se ver.
Mas dóia saber que ele não era mais um. Ele era diferente e aquela sociedade não tinha espaço para ele.
Ele sentiu uma onda de perfume e sentiu cheiro de flores. Ele reconheçia aquele odor, mas não sabia explicar o por quê. Talvez fosse programado para isso.
A moça ao seu lado, era nova como ele mas não era uma robô. Suas expressões eram reais e sua pele era macia como a de um bebê.
Ela era linda e vestia um conjunto rosa. Sorria para ele, animadamente. Ele sorriu, feliz mas depois se tocou que não era um par para ela. Ele não seria compatível a ela.
Arrependeu-se de ter fugido da Fábrica de Robôs. Lá era o seu lar, tudo muito mais fácil e compreensível.
Percebeu que os humanos sabiam como se expressar e ele não. Era uma peça metálica, privada de emoções.
Correu o mais rápido que pode. Fugiu da moça bonita e de tudo que tentou por 1 segundo alcançar. Ao mesmo tempo queria fazer parte daquilo, enquanto uma outra parte dele não queria.
Eliseu caiu e quebrou. Não aguentou tanta pressão.

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