domingo, 12 de setembro de 2010





Minha madrinha um dia desses, chegou muito séria perto de mim e perguntou: " - Por quê você comprou a biografia da Amy Winehouse?"
Completamente espantada, ri na hora na sua cara porque entendi a sua "surpresa". Ela ficou meio confusa porque eu compraria a biografia de uma mulher que apesar de mito é totalmente perdida e está muito longe de ser exemplo para alguém.
Só que eu super inofensiva, sempre amei as pessoas que não eram certinhas. Apesar da pessoa ter uma atitude merda, achava pior ainda alguém se fingir de boazinha só para servir de exemplo.
Odiava a Sandy e outras cópias. Nada me tira da cabeça de que ela deixou de ser virgem bem cedo e que na realidade era uma garota revoltada. Toda aquela pose era puro markenting.
Sempre odiei essa atitude. Sempre fui a favor de " ser você mesmo". Mesmo que fosse um merda. Melhor ser verdadeiro e não iludir alguém do que se fingir e passar uma vida inteira sendo quem você é.
Ou seja, sempre amei pessoas maluquetes. Sou a favor de gay sair do armário. Sou a favor da felicidade não importa qual seja.
De modo que comprei a biografia que me foge o nome do autor, mas que acima de tudo escolhi porque sou muito fã dela. Não sei se já contei, mas quando era pequena meu pau me ensinou a ouvir Jazz, Blues e soul. A música dela me remete a todos aqueles momentos musicais maravilhosos que passei. Meu pai me deu uma educação musical muito boa.
Além do quê, a Senhora Winehouse tem um estilão roqueiro e meio retrô que amo. Ela está longe de ser perfeita. É claro que fico triste.

5 comentários:

  1. Eu não gosto de todas as musicas dela, mas acho que ela tá certa de ser ela mesma. é isso que falta no mundo: orgulho de ser você mesmo.

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  2. Ju, miga que amo, adorei este seu post!Super sincera, autêntica, única! Não se trata de Amy - e de sim, seu talento - mas de não aceitarmos e fabricarmos rótulos! Amei vir aqui miga! Bjks ;-)

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  3. Eu não cogitaria comprar a biografia de Amy... todavia, concordo plenamente com você de que esta história de dividir o mundo em mocinhas e vilãs é a maior demagogia de nossa sociedade.
    Afinal, quem é capaz de definir os padrões politicamente corretos e aceitáveis? Como configuar essa questão de moralidade, virtude e humanidade?
    Ser você mesmo é a característica mais humana, mais sincera e menos utópica que existe...

    Belo texto... como sempre, rs.
    Beijos

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  4. Eu gosto da maioria das musicas dela, mais acho ela bem polêmica! Mais como vc disse é o talento dela que encanta!

    bjos

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  5. acho q vc foi mto feliz no seu comentario, ser uma verdade ruim é mto mais importante q ser uma mentira boa.

    um otimo fds! bjus!

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