terça-feira, 29 de junho de 2010

O Livro Proibido


Confesso. Eu li " O Doce Veneno do Escorpião" da Bruna Surfistinha e gostei. Não é um dos melhores livros que já li. Mas também não é tão ruim. Adoro livros polêmicos, já havia acontecido isso antes com os da Mayra Dias Gomes, Clarah Averbuck, A Dama das Camélias e Christiane F. Deixo bem claro que esse livro é para aqueles que tem estômago forte. O que mais me chamou a atenção, foram os depoimentos dela. Ela foi honesta, verdadeira, transparente em todo o livro. Ela se despiu e contou pedaços de sua vida que se eu fosse ela não teria coragem de contar a ninguém. Confesso também que a ideia de Bruna Surfistinha como escritora me embrulhava o estômago. Poxa, com tanto escritor bom, logo alguém fora do meio rouba a cena? Mas acontece e paciência!! E eu, que sou viciada em livros sempre achei errado criticar sem ler. Fiz isso com Machado de Assis e me arrependi. Sou viciada hoje em dia nas obras dele. Então, acho que antes de julgar você deve experimentar. Menos as drogas hein pessoal? Pode parecer clichê, mas ninguém entende mais a Bruna Surfistinha do que eu. Ela foi adotada e não conheceu seus pais verdadeiros. Bruna teve coragem de falar sobre isso, dar a cara a tapa. Coisa que eu, não me sinto preparada para falar, nem lidar. Voltando a Bruna, seus pais tinham uma boa condição financeira. Ela teve tudo. Tudo o que queria ou sonhava, bastava ela pedir que seus pais davam. Era uma criança meiga, presa pelos pais e patinho feio. Na adolescência, naquela fase rebelde, começou a fazer birra por ser sentir desprezada e por seus a prenderem tanto com medo da violência. Ah, se eles sonhassem o que se tornaria anos depois...
Passou a andar com a "Turma do Mal" e despertou para as paixões e garotos. Não há dúvidas de que ainda como "Rachel Pacheco" ela foi para o mau caminho. Ela se drogou, roubou estranhos e inclusive, os próprios pais. Só que ela fez tudo isso por pura adrenalina. Na voz dela, o perigoso tinha muito mais graça e não tinha graça pedir dinheiro e ganhar dos seus pais. Ela pos a perder um futuro brilhante.Mesmo tento feito tanta merda(ela merecia um castigo), achei que seus pais pegaram pesado. Agiram como se ela não fosse filha deles.Lembrando que a adoção sempre foi assumida e Bruna tinha irmãs mais velhas, realmente filhas de seus pais verdadeiros. Fiquei me perguntando, se tivesse sido as filhas verdadeiras que tivessem aprontado, como os pais reagiriam? Depois disso, senti pena dela. Não deve ter sido nada fácil. Naquele momento a história me arrebatou. Bruna era cheio de complexos.Ela ficou de castigo e seus pais pararam de falar com ela, sem dar dinheiro e nem um oi. Não suportando a situação, ela deixou uma carta de despedida e foi embora em rumo a única coisa que poderia fazer. Apesar de ser inteligente e ter estudado em colégios brilhantes, ela cabulou muitas aulas e nem formada era. Só lhe restou a prostituição. Com apenas 17 anos na época. A essa altura era viciada e é a parte mais chocante. Rachel Pacheco despertou a Bruna, não escondeu que sim , sentiu prazer em muitos programas. O que achei nojento. Ela também não esconde que é bissexual e a compainha de uma mulher é muito bem vinda. Podem imaginar o quanto sua vida era excitante(Em todos os sentidos né? Rs). Hoje em dia, ela é casada e sonha em fazer psicologia. Até acho que tem a ver com ela. Fiquei sabendo que a Deborah Secco vai ser o papel principalno filme da Bruna. Achei nada a ver. Apesar dela ter um histórico típico de Bruna,Deborah é tão sem sal, que o filme tão forte vai ficar fraquinho. O filme terá imagens fortes e quentíssimas. Tem que ter estômago forte. Foi interessante ler, pois conheci outro mundo. Dá-lhe Bruna*
Ela tem um blog recente, que diz que foi aonde a fama despertou e fez para cobrir os momentos de solidão. O mais recente que descobri foi esse: http://naonaopara.virgula.uol.com.br/brunasurfistinha/. Então não me venha com a brincadeirinha: Bruna Surfistinha é uma puta escritora. Engraçadinhos!!

domingo, 27 de junho de 2010

Seguidores de Jorge


Eu não abandonei o blog. Graças a deus, meu Notebook voltou. Só estou trabalhando muito e sem tempo nem de ver meus amigos. Como eu me sinto? Um burro de carga. Sei que isso acontece com todo mundo, mas não estou acostumada com essa vida. Meu trabalho fica longe de onde mora, por conta disso tenho que "viajar" para lá cedo e na volta, sempre chego na hora de ir dormir. Experimente fazer isso 4 meses sem parar. Sem ver seus amigos, sem ficar longas horas na interner e sem ouvir suas músicas preferidas? Tento não enlouquecer. Por um milagre, meu dvd voltou e assisto meus filmes do coração. Sozinha, o sofá e eu. Meu namorado não mora muito longe, mas dia de semana só por telefone. Ele também trabalha. Meu primo Gabriel de 5 anos me faz compainha. Fico imaginado até quando será assim? Tem gente que está amando tudo isso. Só que aviso aos navegantes, isso não será para sempre. Meu futuro é incerto, mas tenha certeza de que não abrirei mão dos meus amores, amor e amigos. Estou ocupada no momento, mas eles me entendem e não me abandonam. Tudo vai dar certo, as coisas vão voltar ao lugar certo. Por quê? Porque sou guerreira e não desisto nunca. Essa é a minha vida, mas tenho ciência de tudo. Não vou desistir do que é meu. Por isso, xô inveja e tudo de ruim. Isso é só o começo. Meu santo é forte e se cair, eu sei levantar.

Sou guerreiro

"Eu não vim aqui pra pedir
O que eu quero eu vou conquistar
Se agora é hora de ir
Tô na estrada, sigo em frente
Eu não penso em fugir
E nem mesmo me consolar
Tenho medos e mesmo assim
Tô na estrada, sigo em frente

Eu não vim aqui pra pedir
O que eu quero eu vou conquistar
Se agora é hora de ir
Tô na estrada, sigo em frente
Eu não penso em fugir
E nem mesmo me consolar
Tenho medos e mesmo assim
Tô na estrada, sigo em frente

Enquanto eu tiver chão sob os pés
Enquanto eu puder caminhar
Enquanto eu puder estar viva
Enquanto minha hora não chegar
Talvez eu não vença o tempo todo
E ainda posso até cair
Só quero manter minha alma forte
Erguer a cabeça e seguir

Guerreiros são guerreiros
Guerreiros são guerreiros
E fazem zigue, zigue, zá
Escravos de Jó
Escravos de Jó"

Pitty

* Me inspirei em São Jorge para escrever este Post.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia após o outro

- Hoje eu acordei meio "fracasso". Todo mundo tem um dia ruim. Não quero trabalhar, o pessoal do meu trabalho é completamente chato e sem noção. Estou chateada por causa do que aconteceu comigo. Comprei um notebook novinho, trabalhei feito uma louca, fiz hora extra e a "coisa" parou de ligar com uma semana de uso. Estou lendo muito, tentando não pensar nessas coisas. Eu + tecnologia não nos damos bem.
Ouvindo músicas e tentando não chorar, porque está novela só está começando. E quando essas coisas acontecem, atacam a minha criatividade. Oh merda...

sábado, 5 de junho de 2010

Amantes da noite

Nova York estava linda, plenamente iluminada. As pessoas andavam felizes, com o sorriso estampado no rosto. Era sábado a noite, dia de Blues. Era o final dos anos 70,negros e brancos seguiam em rumo a discoteca "Pub Night"; a casa de shows mais negra e livre possível. Sr House, o barman mais sociável da casa era quem fazia as honras. Os músicos eram as pessoas mais incríveis que alguém poderia conhecer. Sem estrelismo, pura sinceridade e uma simpatia que a estrada não permitia ocultar. Faziam parte da banda: Bob Pantera Negra; o vocalista mais bonito e com uma voz que qualquer artista pop daria dinheiro para ter. Mary Ann, a primeira voz feminina, o que tinha de talentosa, tinha de reservada e a loura Rose, que mais fazia sucesso com os homens. Loira e aspecto selvagem, era bastante sonhadora. Os três se conheceram quando batiam perna na rua procurando emprego. Todos eles tem uma história e tanto. O que eles tem em comum? Ambos sofreram e sempre correram atrás dos seus sonhos. Isso os torna tão únicos! É por isso que todo sábado a noite, o público de Pub Night faz de tudo para ter o ingresso para a melhor noite de soul e Blues. O público varia, vai desde o senhor de idade que mora ao lado da boate ao rapaz de 18 anos que foi ate lá em busca de diversão e garotas. A noite começa as 20 horas da noite, quando a casa de shows abre. O trio Poderoso, como o público os chama, só pisam no palco depois das 21:30 horas. Um hábito que Bob Pantera Negra adquiriu e não consegue largar. Antes de tocar, ele bebe e caça aquela que será a sua amante durante o mes. Sua fama de garanhão só aumenta a cada dia. Ele, inclusive, teve um romance com Rose, mas não deu certo, ele queria faze-la de escrava e Rose queria um marido e não amante. Já Mary Ann, ninguém nunca conseguiu entender o que se passa. Ela tem uma história triste, que liberta no momento em que começa a cantar...Já Rose foi criada pela avó materna. Eles são artistas, sensíveis e geniais. Mas isso não aumenta, nem diminui o peso que carregam. Bob está cansado da vida solitária que leva e mais do que nunca, dentro dele; anseia em ter uma casa, mulher e flhos. Mary Ann sofre porque fugiu da sua cidade, família e amigos por causa de seu ex-marido que a batia por conta de seu ciúme obssessivo e Rose odeia ser vista como mulher objeto pelos homens. Apesar de sua aparencia feroz, ela é uma mulher a moda antiga que sonha com filhos e uma vida estável. Todos os tres são sonhadores. Não tem como não amá-los. Suas músicas transbordam pela alma e voam pela poesia que exalam. O Blues - Soul é um vício e do clube Pub Night não há como fugir.


" Conto da Noite"

P.S: O acento circunflexo deste texto foi comido pelo notebook, obrigada!

Bem, caso tenham gostado este conto terá continuação, só depende de suas respostas.

Crônicas suburbanas




Eu cresci. Estou em um momento da minha vida de muita reflexão. Mas todas elas valem a pena. Dizem que temos que sofrer e viver esses pedaços ruins para crescer. Acredito fielmente nisso. Porém quando acordamos com juízo, parece que carregamos o mundo nas costas. Não tenho medo, essa sensação e medo das palavras "Final do mês" e "pagar contas" faz parte de adultecer...Só que não enxergo algumas coisas de antes como agora. Por exemplo, todos os dias vivo correndo para pegar o meu busão para o meu trabalho.Tenho tempo, horário. Isso é responsabilidade. Então vejo na minha frente um rapaz de camisa preta, all star, fone no ouvido e com pose de mau. Juro, mas ele não me põe medo. Esse lance de ser revoltado e querer causar, não me impressiona mais. Não é que eu acho que não se deve ser assim. Eu amo usar preto e rock e sou uma pessoa mais inofensiva que uma formiga. Acaba que aprendemos que as pessoas más do dia a dia usam roupa de cores claras, são sorridentes e parecem inofensivas. Sim, essas são as piores pessoas e tem aquelas de terno e gravata que são impossíveis e deixam o senado de cabeça para baixo. Então não me levem a mal. Só que esses adolescentes só estão passando por uma fase de auto afirmação. E eu, mais do que ninguém, amo esse momento.