domingo, 29 de agosto de 2010

Uma canção autentica


Só quero um pouquinho de descanso. Sei que queria muito agito, mas necessito também de alguma calmaria. Assistir filme na TV e dar valor as pequenas coisas da vida. Ficar ao lado do homem que amo vendo desenho animado e contar casos para uma amiga minha. Tudo isso parece coisas bem distantes de mim. Ouvir Kate Nash, ser um pouco normal e sair à noite como qualquer outra pessoa. Não ser zumbi e não chegar em casa com a sensação de que não tenho tempo. O tempo escorre pelas mãos, não sei o que é trocar confidências com alguma amiga há um tempo e todo mundo parece super interessado em se ver. Marcar que é bom nada. Eu cansei. Pó isso, estou dando abertura para que essas novas pessoas entrem na minha vida. Conversem e me levem para um mundo desconhecido que eu não conheça. Quero poder dançar, trocar idéias e também desabafar. Afinal, é isso que amigos fazem. Apesar de me sentir meio perdida, estou tentando me encontrar. Ou melhor, estou recuperando os pedaços que valem à pena. Aquela Juliana avisei, ela não vai mais voltar.
Deixe de lado, todas as convicções. Ouça música livremente e pegue um livro de Pablo Neruda para ler. Assista “O fabuloso destino de Amelie Poulain” e compre um disco de Kaiser Chiefs. Só assim, vai entender do que estou falando.
Descobri que gosto de mudar, mas sem alterar a minha essência. Nunca fui mente fraca e não é agora que serei. Serviu de carapuça? Que bom para você. Porque a minha intenção é ser feliz sendo apenas eu mesma. Esse jeito contraditório e pelo avesso.
Me encontre na canção Foundations de Kate Nash, só assim vai compreender. Eu não gosto de me perder e muito menos me rotular.

sábado, 28 de agosto de 2010

Móvel

Acordar quando ainda está escuro. Levantar-se, pegar ônibus cheio, estudar e ir trabalhar. Chegar em casa quando ainda está escuro e acordar para mais um dia cheio. Tem sido assim nos cinco dias da semana. Tento não explodir e muito menos enlouquecer. Parece que o mundo se abriu para mim ou então eu me abri para o mundo.
Ir para a faculdade que escolhi é um sonho. Mas imaginem a nossa reação, ao descobrir que tudo que sabíamos não tem nada a ver. Que na realidade, não sabemos nada e que temos muito que aprender. Imaginem ver, sua nova professora te colocando na parede e você tendo que responder uma pergunta e descobrir que seu conceito sobre escrita é completamente deturpado e que você não sabe nada!
Procuro me encontrar, mas todas as portas que abri estão fechadas. Meus amigos não são mais os mesmos. Não os reconheço e tudo parece ter mudado. Para quem não tinha nada para fazer, até que esses dias têm sido bem agitados.
Descubro que uma das minhas amigas está grávida. São muitas informações e procuro a mim mesma nesta confusão. Nem eu mesma me encontro.
Tento entender o que aconteceu. Mudo o cabelo e meu jeito de vestir. Mas aquela velha Juliana ameaça nunca mais voltar:
- Juliana, aonde você está?
Ela não responde. Alguém a raptou.. Agora pertence ao passado.
Tudo está mudando muito rápido.
Só estou deixando tudo acontecer..


Sem grana, meio perdida mas com muita certeza. Sim, eu era aquela de verde com sorrisão no rosto.

domingo, 22 de agosto de 2010

Diário de uma caloura




Então a semana de Trote passou. Chegou bem rápido e foi mágico. Fiquei nervosa, com frio na barriga, tive que faltar o trabalho mas fiquei imensamente feliz. O meu trote teve um gosto de liberdade que ninguém tem ideia. Mesmo que fique toda atarefada com horários, grana para passagem e tudo mais. Valeu a pena, ou melhor vale. Mesmo que amanhã tenha que acordar as cinco da manhã s sofra com o transito. Estou indo em busca do que tanto amo. Tenho aula de espanhol e tenho inúmeras apostilas para tirar cópia e livros para comprar. Mas estou feliz.Até fiz amizades.Eu precisava. Não vou sumir do blog, mas se por acaso eu demorar para postar vai ser porque estarie fazendo alguma redação sobre Machado de Assis ou estudando grego genérico. Mas sempre estarei aqui. Não vou sumir. Bem, tenho que dormir. Quem sou eu na foto?
Quem adivinha, ganha um doce!

domingo, 15 de agosto de 2010

* Um caminho para um sonho*


A vida é um círculo. Somos todos marinetes dependentes e viciados neste círculo. Mas há um momento em que simplesmente percebemos que é hora de recolher e cada um seguir o seu caminho. O caminho para seguir nossos sonhos, não é nem um pouco fácil. É o caminho mais tortuoso, mas sacrificante e o que requer inteligência e dedicação. Temos que nos entregar, batalhar e aprender com ele, depois de tanto ralar os joelhos para finalmente conseguirmos avançar o degrau que tanto queríamos. Mesmo assim, quando conseguimos, sabemos que ainda há um grande espaço a correr. E que este espaço exige tudo o que sobrou de nós. Difícil? Talvez. Caso fosse fácil demais, não teria tanta graça. De repente, faz parte do plano de Deus, que as coisas sejam assim. Mas quem somos nós para reclamar? Isso tudo talvez sejam lições que tenhamos que passar. Faz parte da vida. E no final, quem ganha são os grandes. Os grandes de sede, de fome, esperança, sonhos e as boas pessoas. E aqueles que foram maus, na maioria se rendem buscando um caminho mais iluminado. É muito bom abraçar um sonho. O meu só está começando. Estou cheia de garra, vontade e muita sede de abraçar tudo de uma vez só. O estudo, os livros, as lições e experiências. Que venha a minha faculdade de Letras. Estou esperando de braços bem abertos.
Amanhã é o meu primeiro dia de aula. Estou com um turbilhão de emoções dentro de mim. Pensando em mil coisas e com muitas dúvidas.
Meus colegas de turma irão participar do trote, mas eu assumi responsabilidades de uma adulta e não posso. Em parte eu entendo e outra não.
Isso é um ritual que todo jovem tem que passar, para se divertir e mostrar que sim, ele passou. Só que eu já envelheci uns dez anos e não tenho ninguém para arcar com minhas despesas.Ou seja, não posso faltar ao trabalho. As roupas que compro, minhas dívidas e tudo que preciso só depende de mim.
Muitos jovens não precisam de preocupar porque tem os pais. Mas eu não. Tenho só a mim. Às vezes, ter responsabilidade demais me confude. Mas esse é o meu caminho.
No final de semana, posto as notícias e tudo sobre a minha semana como caloura na UFRJ.

sábado, 14 de agosto de 2010

A vida tem dessas coisas...


“A vida tem dessas coisas
Olha só nós dois aqui
Presos no elevador numa noite sem dormir”

A vida tem dessas coisas, Ritchie




Eu e minha colega de trabalho Pam, enveredamos em uma conversa um tanto polêmica e madura. Ela estava me contando sobre a noite anterior, na qual havia ido à formatura de uma das suas melhores amigas. Ela me contou que essa amizade tinha dez anos e que elas já tinham até parado de se falar. Mas isso em nada diminuiu o laço que havia entre as duas. Foi quando me recordei de uma das amizades que tenho.
Eu e V somos duas pessoas completamente diferentes. Ela é toda estranha e bobinha, enquanto eu sou mais esperta e mais compreensível. Essa amizade já tem vinte anos. Ela já passou por tudo: por épocas boas, ruins e muitas brigas. Já bati nela, ela já falou mal de mim na frente dos meus amigos e eu vivia achando que aquilo não era amizade. Um belo dia, em um dos dias mais difíceis da minha vida: lá estava ela. Ela não pensou duas vezes, veio ao meu encontro e estava ali a minha espera. Quando a vi, não tive dúvidas da sua amizade.
Eu havia ligado para ela. Só que antes de ligar para V, pensei em ligar para uma outra amiga. Pensei que “a outra amiga” fosse ao meu encontro ou se importar comigo. Só que tive medo da resposta dela e não liguei. Estranhamente, essa amiga que não liguei foi uma das poucas pessoas que soube do que aconteceu. Ela nem ao menos me ligou para ver se estava tudo bem e até hoje não me fez nenhuma pergunta sobre o que aconteceu. Já a V, que achava que não fosse minha amiga, foi ao meu encontro tendo uma festa marcada. Ela não pensou duas vezes. Ainda por cima, depois da festa, V ainda passou na minha casa com seu namorado figuraça para me animar.
Aquilo calou a minha boca e me fez mudar a minha concepção de amizade. Ser amigo não é só ficar ao lado a pessoa nos momentos felizes. Ser amigo nos bons momentos é fácil. Ser amigo é também estar presente na dor, na tristeza e dificuldades. Isso fez mudar a minha opinião sobre a outra amiga.
Essa amiga mudou completamente, não é a mesma que conheci. Ela era como eu, curtia os mesmos programas e mesmas opiniões sobre diversas coisas. “A outra amiga” diz que não tem tempo, nem tem como se encontrar comigo. Mas com os seus outros amigos, já foi a diversos lugares. Sim, me senti posta de lado e preferiria a versão antiga da minha amiga. Acho que ela pirou por ser tão diferente dos que andavam com ela.
Por exemplo, lá no meu trabalho sou umas das poucas pessoas diferentes. As pessoas de lá se amarram em ir a boates, pagodes, beber até cair e fazer sexo com estranhos. Não pense que sou puritana, mas esse comportamento “vazio” não faz o meu estilo. Legal, não estou falando mal. Isso só faz parte da personalidade e gostos deles. Mas não do meu. Sou o tipo de pessoa que se amarra em ir a shows de bandas, covers, barzinhos, lanchonetes, museus, teatros e cinemas. Não pense que o povo não me criticou. Elas fizeram cara feira para tudo que disse que gosto.
Mas quem disse que grilei? Não, essa sou. Isso faz parte de mim. Não ligo para o que eles pensam ou deixam de falar. Mas pelo visto, minha amiga não gostou de ser fazer papel de bobinha ou tem vergonha do que era.
Já estou acostumada com isso, ela só está no mesmo caminho de outras amizades que tive. É triste, mas acontece.
Já me falaram que poderia escrever um livro sobre as minhas amizades, porque as histórias mal fadadas que tenho dariam belos capítulos. Tudo isso que aconteceu, teve um lado bom e ruim. O lado ruim é que nossa amizade talvez, não seja a mesma coisa nunca mais. O lado bom é que me fortaleceu. Me fez ver que não temos que nos apoiar e contar com nossos amigos, mas sim contar com nós mesmos.
Sim, até doeu. Mas parto de princípio de que a decepção não mata. Ela ensina. Eu sei que nada será como antes. Mas sei que serei sempre eu mesma. Autêntica e original. Posso mudar o jeito de me vestir e andar, mas as minhas origens e meu jeito de pensar vão estar embutidos dentro de mim.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vamos ser riot girl como Lily




Eu sempre me identifiquei com essas cantoras polêmicas. Diariamente, deixo as pessoas de cabelo em pé. Elas acham que pelo simples fato de você ter cara de anjinho e se vestir que nem uma menina romântica, isso signifique que você é "boazinha". Por trás dessa aparência amigável, existe uma menina terrível que adora aprontar.
Por conta disso, sempre admirei Lily Allen. Suas músicas são tranquilas e suas letras para lá de irônicas. Eu amo isso. Lily tem uma trajetória um tanto contraditória. Teve problemas na escola e não é o tipo de celebridade a ser seguida.
Mas eu não gosto de celebridades boazinhas. Elas tem que ser humanas, ser acessível a erros. Lily bebe, se apaixona, briga com a família, faz as pazes, se deixa fotografar nua, fala mal de outras celebridades e fica grávida(!).
Sim, até mesmo Lily finalmente caiu na cilada da vida. Estou feliz por ela. Agora ela começa uma outra fase em sua vida. Como mulher e mãe. Ela está grávida de três meses e seus fãs como eu, estão eufóricos. Uma pena pois nem tão cedo, vamos assistí-la nos palcos.
Mas eu amo sua reverência e seu jeito único de ser.

Ouvindo o quê? Minha baixinha
Lily Allen - It's Not Me, It's You

sábado, 7 de agosto de 2010

No Mundo dos Sonhos

Os sonhos sempre representaram um assunto muito decorrente na literatura. Esse fim de semana estréia o filme “A origem” de Christopher Nolan, o mesmo diretor do Batman, o Retorno. Que se diga de passagem que é um dos melhores filmes de 2008. O filme protagonizado por Leonardo Dicaprio e no elenco ainda tem Ellen Page, Michael Caine e Gordon - Levitt (o maravilhoso Tom de 500 dias com ela e Dez coisas que eu odeio você). Confesso que quando vi o thriller no cinema não me empolguei muito, mas depois lendo matérias sobre o filme fiquei vidrada. Este filme vem sendo comparado a matrix, mas a estória em si é muito boa.
No filme, Leonardo Dicaprio é um ladrão de sonhos. O post em si não é sobre o filme, mas sobre em si à idéia. Sonhos sempre foram assuntos que as pessoas se encantaram e se tornaram obcecadas.
Me lembro quando tinha cinco anos, minha Tia Maria tinha um livro intitulado de “Revelações de sonho”, a capa era vermelha e tinha um desenho de um rosto. Dentro da mente, havia algo como o céu. Todo o conteúdo era voltado para os significados de sonhos. Foi ali, pela primeira vez, que ouvi falar que sonhar com cabelo, unhas e dentes caídos significava que alguém iria morrer. Foi ali também que descobri que quando você sonhava com morte significava mais tempo de vida e saúde a determinada pessoa.
Sonhos nunca fizeram muito a cabeça. Sou o tipo de pessoa que nunca fui presenteada com bons sonhos. Meus sonhos não têm pés nem cabeça, meio que como aquele filme “A beleza americana”. Eu acabo acordando revoltada, pois acordo exausta e o conteúdo do sonho em si não é nada bom. São cenas soltas e imagens sem sentido. Como eu e algum restaurante e conversando com pessoas que nem falo. Também tem os pesadelos que são os piores em minha opinião, eles mais pesados e não são leves feitos os sonhos. Acordo no meio da noite, não consigo mais dormir e aquelas imagens ficam martelando em sua cabeça feito pagode ruim.
Os últimos sonhos que tive foram completamente sem noção. Em um deles, sonhei que estava flertando com Caio Castro, o ex- galã de malhação. O estranho que nem ao menos sou fã dele, só o acho bonito e um dia desses comentei com uma amiga de trabalho que ele estava muito bonito no papel que fazia. Minha psicóloga falou uma vez que às vezes acordados ficamos meio obsessivos com algumas idéias e podemos acabar sonhando com ela, como se estivesse descontando ou descarregando feito um aparelho eletrônico. Já o outro sonho que tive, estava em uma casa diferente e um cara que mal falo do trabalho me obrigou a ficar trancafiada com ele. Esta pessoa ainda arrancou um beijo de mim. Completamente sem noção, porque além dele não fazer o meu tipo, tenho namorado e nem ao menos nos falamos. A única coisa que percebi nele desde a primeira vez que o vi, é que ele se parece demais com um cara que conheci há um tempo. A semelhança física me assusta.
Teve algumas vezes em que fui brindada com sonhos bons e inesquecíveis. Mas esses eu conto nos dedos das mãos e fiz questão de registrar em meu diário/agenda. Eu me lembro nitidamente dos três. O primeiro que tive, foi com o Daniel Radcliffe. Sonhei que ele vinha ao Brasil, aparecia em um shopping muito badalado aqui no Rio e eu o conhecia. Eu que sou Pottermaníaca acordei nas nuvens naquele dia. O outro foi com Hugh Jackman, mas conhecido como Wolverine ou Logan dos X-man. Talvez vocês não saibam, mas além dele ser um dos meus atores preferidos, ele é uma espécie de meu galã preferido. Algo como as garotas de hoje em dia enxergam no Fiuk ou Luan Santana. Voltando ao sonho, sonhei que o conhecia e tinha um romance com ele (não riam). Aquele sonho foi real demais e às vezes me pergunto se não, será um dia realidade.
O terceiro sonho bom é o mais recente. E não contei a quase ninguém. Por medo da inveja ou de alguém estragar as minhas esperanças. Mas aqui no blog, todo mundo sabe das minhas vontades e sonhos. E não tem porque esconder isso de vocês. Não é nenhum segredo. Neste terceiro sonho, estava em uma sala muito alta e bem larga. Havia livros por todos os cantos e muitas estantes. Meu coração bateu forte naquele minuto que entrei. Tinha uma cadeira e mesa de madeira, eu me sentei e um homem todo de preto, vestido de trajes sociais, moreno e de barba feita tinha um papel e uma caneta na mão. O papel era uma espécie de documento. Eu estava vestida de, sobretudo rosa e meia listrada preto e branco. O tal homem me convidou a assinar um contrato para assinar o meu livro e disse que seria um grande sucesso, porque estava sendo muito requisitada. Eu fiz questão de guardar cada detalhe daquele sonho. Eu vivo com ele na minha mente desde então.
E odiei ter acordado. Se continuasse, teria muito mais detalhes.
Já ouvi dizer em algum lugar que sonhos podem acontecer. Como se fosse uma espécie de clarividência. Só que nunca gostei de sonhar. Tenho históricos ruins. Sonho acordada
e sempre que vou dormir rezo antes (sou religiosa) e peço que me livre tanto dos sonhos e dos pesadelos. E assim consigo dormir bem durante a noite.
De qualquer forma, sonhos em si parecem bem fortes. Quem não conhece a história de Stephenie Meyer? A mesma confidenciou que o enredo de crepúsculo surgiu em uma noite de Junho que chovia muito e que não conseguia dormir. Ela disse que sonhou com um garoto muito pálido e muito bonito em uma sala dizendo a uma outra adolescente comum que não suportava ficar perto dela, pois sentia vontade de matá-la devido ao apelo e aroma de seu sangue.
Outra escritora que também tem uma história parecida é L.J Smith. Autora da série de Diários de Vampiro, ela confidenciou que tanto essa série e outros livros surgiram de seus pesadelos mais nítidos.
Bem, se Leonardo Dicpario é ladrão de sonhos e se isso realmente existisse. Stephenie, L.J Smith e uma penca de escritores estariam ferradas com ele. No filme, ele rouba sonhos para se dar bem. Se isso realmente existisse, viraria moda.
Não gosto de pensar na idéia de que sonhos podem virar realidade, por conta das cenas sem pé nem cabeça. Porém, por outro lado, seria realmente imperdível e saboroso. Meu grande sonho se realizaria e ainda teria uma chance com o Wolverine? Muito bom não?!



Que fique claro, alguns sonhos são melhores não realizar.



Di, meu amor. Caso esteja lendo o blog, fique tranqüilo. Isso tudo são apenas sonhos. A realidade é outra coisa e é ela quem conta. Te Amo!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Meus super amigos




Hoje eu acordei saudosista. Tem dias que a gente acorda desse jeito, ouvindo músicas que não escutava mais e lendo cartas antigas que só possuem sentido para nós mesmos.
Sinto saudades dos meus amigos. Muitos. Quem tem amigos de verdade sabe do que estou falando.
Tenho amigos preciosos que infelizmente o meu horário de trabalho não me permite ver sempre. Eles ficaram de férias e eu nem os vi. Ninguém imagina o quanto estou insatisfeita e me sentindo uma péssima amiga.
O pior disso tudo, é que sinto muita falta mesmo. Acontece que sou uma pessoa muito difícil de fazer amigos, além der ser muito tímida também sou muito desconfiada. Nem no meu próprio trabalho fiz amigos.
Eu entrei para trabalhar concentrada em não fazer amigos. E não me arrependo. A "maioria" das pessoas que trabalham comigo são pessoas completamente entediantes. São jovens que poderiam estar estudando, para tentar melhorar de vida. Ao invés disso, só pensam em sair na noite, curtir, sexo e bebidas. Isso me entedia completamente. Sinto- me como se estivesse dentro de uma bóia prestes a afundar. Eu ando sozinha por lá e quando estou acompanhada de alguém, são de senhoras que trabalham comigo. Não me compreendam mal. Mas talvez eu seja, bem amadurecida diante daquelas crianças.
Eu tenho amigos de todos os tipos: desde os nerds até mesmo piriguetes. Mas as minhas amigas "piriguetes" são pessoas honestas que não escondem que são realmente piranhas. Eu sempre admirei a capacidade das pessoas de serem quem ela são, sem precisar fingir ser uma coisa para papai e mamãe.
Com os meus amigos, a gente conversa sobre filme, livro, música, seriados, conselhos e dores. Alguns amigos meus são da igreja e um deles quer ser pastor, a outra é bióloga e o outro quer ser engenheiro-comediante. E eu os amo de qualquer jeito. Eles fazem parte da minha vida. Dividimos opiniões, gostamos das mesmas cores e fomos criados bem parecidos. Esses são os meus amigos.
Ter que aturar pessoas que não tem nada a ver comigo é dose.
Sinto muita falta dos momentos maravilhosos e alegres, regados a rock, literatura e amizade. Eu não me esqueci de vocês.
Saudades de 2008*


"É bom desconfiar dos bom elementos"

Céu

domingo, 1 de agosto de 2010

Momento Indie

- Mais um final de semana se despede. Adoraria que amanhã fosse o dia da minha folga novamente. Não quero trabalhar, ou melhor, estou completamente desmotivada. Além de odiar o meu emprego de telemarketing; a rotina é estressante, não fiz amigos e minha nova Supervisora é chata, atrapalhada e pega no meu pé.
Queria trabalhar com algo que realmente amo. Sei que trabalhar como escritor no momento é algo muito inalcançável, pois é uma profissão que não lhe dá remuneração imediata. Mas gostaria de trabalhar como jornalista, crítica. Alguma coisa no meio literário.
Às vezes me pego sonhando com essas coisas. Será que algum dia realmente irei conseguir? Só Deus tem essas respostas.
Meu horário na faculdade já foi disponibilizado. Eu já tinha certeza de 75 % da grade, mas quase desmaiei quando descobri que terei aula de Teoria Literária à tarde.
O plano inicial seria trabalhar e estudar. E tudo leva a crer que toda sexta feira vou chegar atrasada. Não me entendam mal. Não posso ficar sem as aulas e nem o trabalho. Sei que ficar chegando atrasada não é legal. Mas também sei que se fizer isso, meu emprego não será eterno. Não tenho outra escolha. Isso é o que tenho em minhas mãos.

Minha banda do momento é Arcade Fire. Comecei a ouvir por acaso porque não fazia muita fé neles não. Mas depois que passei a ouvir Indie Rock e folk, passei a me soltar e não ser exigente demais. O Arcade tem uma fama de caipiras. Mas isso nem tem nada a ver. Nunca vi caipiras tão estilosos e com um rock sentimentalismo cabeça. Parece ter saído do filma “500 dias com ela”. Amo músicas desse tipo. Meio alternativo, meio retrô.
É, eu sei. Digamos que dentro de mim existem mil Julianas. Essa Juliana que falo no momento é aquela que é doida por filmes como “Juno”, “Encontros e Desencontros” de Sophia Coppola,” O brilho eterno de uma mente sem lembranças” com Kate Winslet e Jim Carrey,” Um beijo Roubado (o melhor) com Norah Jones e Jude Law,” O fabuloso destino de Amelie Poulain” e” Curtindo a vida adoidado”. Esse lado mais despojado que ouve Malu Magalhães, Kings of Leon, Blood Red Shoes, The Bravery, Little Joy, The Strokes e The Moldy Peache. Essa Juliana que anda de tênis, casaco de xadrez e curte paisagens distorcidas.


Saudades de você Alê, esse papo de Indie Rock tem a nossa cara né?
Minha amiga blogueira!
Quando não estiver ocupada com seus bichinhos, me procure. Muita saudade!
http://ale-pequenascoisas.blogspot.com