domingo, 19 de dezembro de 2010

O lado sombrio e roqueiro da Princesa do pop.



Um dos meus piores defeitos é dizer que odeio alguma coisa e que NUNCA irei compartilhar daquela determinada coisa. Foi assim com Machado de Assis, Sussurro, samba (...)
O engraçado é que no alto da minha rebeldia de adolescente revoltado e contestador, dizia que odiava Britney Spears, berrava aos quatro ventos que não cantava nada e ainda rabiscava todas as revistas que a loirinha de Lousiana era capa.
O que o tempo fez comigo! Na época que lançou “Blackout”, antes de ouvir, comentei com uma amiga minha que o disco deveria ser de péssima qualidade. Nessa mesma época, comecei a mudar o meu gosto musical e foi aí que me encantei pelo disco e as músicas. Com o tempo, fui voltando a gostar de Britney – que me esqueci de dizer, aos doze anos ouvia, antes de ser rocker – e quando vi, voltei a ser fã dela como cantora. Voltei a ser fã, porque o gênero “pop” sempre foi o meu fraco. Eu escuto, danço, leio tudo sobre pop desde que me entendo por gente . Então, mesmo roqueira as coisas não mudaram muito sob esse aspecto. Uma vez pop, sempre pop.
O que faz mudar a minha opinião? O disco “Blackout” que para mim é o melhor da sua carreira. Ele é um dos meus preferidos, porque a Britney daquele disco está longe de ser a “queridinha da América”. Ela é sim uma mulher revoltada, com declarações polêmicas, mau comportamento e muita sensualidade. Foi à fase “bad” de Britney, que mostrou que é imperfeita, não é certinha e sim uma pessoa normal como qualquer outra.
No halloween deste ano, resolvi me dar de presente o cd “Blackout” e simplesmente amei. O disco é bom do início ao fim. Não tem baladas românticas, o que é melhor ainda. Britney não é cantora de baladas, ela tem que cantar músicas mais dançantes e agitadas! No disco, Britney é sarcástica, sussurra, canta sensualmente mesmo que as letras não queriam dizer muita coisa. O disco é bem sombrio, trash, freak e quando ouvi nem parece ser o disco da ex- menininha da Disney. Na mesma hora, entendi porque até Marilyn Manson se rendeu a Brit, ele fez cover de uma das canções do disco. O disco tem um lado meio rocker, estranho e parece ser uma longa noite de halloween.
Para quem gosta de surpresas boas, se divertir e não tem preconceitos vale à pena ouvir. Foi a partir desse disco, que Britney mudou o seu jeito de ser, de cantar. Ela deixou de lado a antiga pose de santa e assumiu ser uma mulher fatal, mãe, divorciada, dependente química e muito louca. Quem poder, confira o encarte do cd. As fotos são de uma arte impecável e Britney “encarna” bem o papel. Espero ter deixado vocês com água na boca.
Destaques para as faixas menos conhecidas como : “heaven on earth”, “get naked( i got a plan), “freakshow”, “ooh ooh baby “, “hot as ice”, “ toy soldier”, “perfect lover”, “why should I be sad”. Ou seja, todas as faixas são boas!
Para quem não sabe, esse é o disco das canções maravilhosas e minhas preferidas como: “gimme more”, “piece of me”, “radar” e “break the ice”.
Todas elas funcionam como ótimas músicas para dançar na noite, sigam o meu conselho =P
Ah, como eu amo essa minha garota. Britney continua sim, sendo a Princesinha do pop. A coroa é dela e ninguém tira.