quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balanço 2011


Sei que todos estão esperando mais um capítulo da história O Desafio. Informo que a partir da semana que vem postarei normalmente, mas agora preciso muito postar este texto que visa fazer um balanço da minha vida em 2011.
E claro, não podia faltar vocês! ;D
Mais um ano chega ao fim, vejo correntes no facebook e outros sites passando a seguinte mensagem "Que 2012 seja diferente". Sim, honestamente também espero, só que mais do que nunca, espero que eu mude também.
Se tivesse que resumir 2011 em uma palavra eu diria: diferente.
Fiz planos, sonhei, amei, sofri, caí, levantei e aprendi muito. Amadureci, caminhei, chorei, fiz novos amigos, desfiz amigos, fui demitida,estudei, larguei uma matéria, pude viver um sonho e agora começo uma nova etapa na minha vida.
Em 2011 aconteceu tudo que não esperava. Digamos que o poder de muitas coisas saiu da minha mão, eu não queria, mas assim foi feito.
Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo outro vez. Apesar de ter não ter as rédeas de muita coisa em minhas mãos, aprendi que era assim que deveria ser.
Ao mesmo tempo em que 2011 foi muito bom, também foi muito ruim. Perdi um amigo de infância que se foi e sei que está em um lugar muito bom olhando por mim e por todos que o amam. Me decepcionei com pessoas que não esperava e cometi erros, mas também erraram muito comigo. Eu aprendi que amigos vem e vão, mas que a gente pode SIM ser feliz sozinho e ser independente. Comecei o projeto "Novos Escritores" que estava engavetado há anos e em 2012 ele virá cheio de novidades!
Aprendi a me amar em primeiro lugar e pensar em mim antes de todo mundo. Pensei em desistir do sonho de escritora, mas vocês, o blog e meus amigos me mostraram que este é o meu sonho e não posso desistir. Eu nasci pra isso e ponto final.
No momento escrevo o meu livro que espero terminar no início em 2012. Ele é um dos meus sonhos e sei que terminá-lo, vai ser uma das maiores realizações da minha vida *_*
Então desejo a todos vocês um BIG 2012 com muita paz e saúde. Cheio de realizações, felicidades, sorrisos, planos e MUITOS sonhos. Parece clichê, mas sonhar nunca é demais. E realizá-los e melhor ainda!
Muito amor, muita literatura, muito rosa enfim, vamos desejar todas as coisas boas do mundo, porque merecemos!
E obrigada a cada um de vocês. A cada dia fico mais feliz, por ver tanta gente comentando, seguindo e se identificando. O Momento Lala mudou muito, ficou de uma forma que eu não esperava, tomou rumos que não imaginava e isso me deixa mais contente. É bom ter surpresas. E 2012 ele voltará a todo vapor.
Sem esquecer que aprendi que nem sempre fazer planos dá certo, é bom de vez em quando ser surpreendida!
Feliz 2012 galera!

E semana que vem, Anne estará de volta ;D

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"A escuridão dos sonhos" - Parte II do O Desafio


Anne acordou. Teve a sensação de ter tido um sonho estranho.
- Que bizarro! Até parecia verdade - ela disse abrindo os olhos. Se sentia cansada e fez seu ritual comum como os de todas as manhãs. Se levantou e foi até o banheiro. Se olhou no espelho e gritou.
- Meu deus, não é possível. Não é mesmo! - disse nervosa.
Se olhou e constatou que ainda estava com o vestido emprestado de Nancy e a maquiagem. Então a noite passada não tinha sido apenas um sonho.
Imediatamente, ela ligou para Nancy:
- Nancy?
- Até que enfim! Pode me explicar, por que não honrou seu juramento? Agora vai ter que fazer todas as minhas provas até o fim do ano. Tô com mais raiva de você, porque fui até aí e você não me esperou.
Anne mal conseguia respirar, suas mãos tremiam e tinha medo de contar a amiga.
- Espere aí, eu fiquei te esperando até tarde e você não apareceu. O que aconteceu? Você pode me explicar?
- Eu falei! Te mandei uma mensagem. Você recebeu né? Então, tive que enrolar meus coroas que queriam tirar o atraso deles como pais ontem à noite. Cheguei atrasada e você não estava me esperando. Como eu já esperava, a mocinha estava no décimo sono.
Ela nem ligava que Nancy tirasse uma, ou várias com a cara dela. Só queria saber se a amiga notou alguma coisa diferente ou estranho igual ao que ela viu.
- Que horas você veio?
- Quase uma hora - ela riu. - Eu já sabia que isso ia acontecer.
Anne encarava incrédula o telefone.
- Será que fiquei maluca? - ela se perguntou.
- Então, pronta? Não se esqueça temos uma provinha hoje.
- Tudo bem, vou me arrumar.
- Se arrumar? Anne Jonnes, o que diabos está acontecendo com a senhorita? Faltam meia hora para estarmos linda e bela na aula, estou indo já pra aí.
- Okay, vou me arrumar rápido. - desligou na cara da amiga e correu em disparada para o banho.
Ela colocou um jeans folgado e penteou os cabelos. Não era o seu melhor dia. Seus pais já tinham ido trabalhar, ela pegou uma torrada e comeu a caminho da escola.
- Até que enfim a senhorita chegou, vamos chegar atrasada para a aula - Nancy falou.
- Todo mundo tem um dia ruim, Nancy. - ela comentou ao chegar no ponto de encontro de sempre entre ela e a amiga.
- Aconteceu algo, quer desabafar?
Por alguns minutos, pensou em dizer. Por fim decidiu que não.

- Estou com sono, é só isso.

Naquele dia não estudou, não arrumou a casa. Ficou o dia inteiro na internet procurando algo que pudesse saciar as perguntas dentro da sua cabeça. Por fim achou que estivesse ficando maluca. Começou a escurecer e ficou com medo.
Ouviu um barulho na porta, mas eram só os seus pais chegando do trabalho:

- Boa noite querida filha.
- Boa noite mãe.
- E então filha, como seu dia?
- Ótimo pai. – torceu para ele não desvendar seu sorriso amarelo.

Eles jantaram juntos e nada aconteceu. Seus pais estavam tranquilos e não pareciam ter presenciado nada.

- Então não foram eles que me buscaram lá fora.

Ela sentiu medo e não sabia se chorava ou ria por isso. Se ela contasse algo a eles, concerteza tomaria uma dura daquelas.

Decidiu dormir. Se sentia cansada e caiu no sono muito rápido. E assim que fechou os olhos, foi tomada por uma escuridão.

Anne estava andando na floresta ao lado da sua casa. Ela parecia ter saído da cama no meio da noite, usava suas roupas de dormir. Estava descalça e seus pés tocavam o chão. Era noite e só se ouvia barulhos de animais. Muitos uivos e seu coração disparou.

De novo

Ouviu passos, esmagar das folhas, uma ventania forte. Se virou e então o viu caminhando em sua frente.

Era um homem. Ele não era muito alto e usava roupas escuras. Devia ser só alguns anos mais velho que ela. Não se podia ver o rosto dele, mas ele estava com um sobretudo que impedia de analisá-lo.

Ele olhou para ela e então Anne pode ver os olhos mais escuros que já viu na vida.

Então ela acordou. Seu relógio começou a apitar. Era duas da madrugada. Se sentou na cama, suada e com medo. Ela ficou assim o resto da noite, acordada sem entender. E assim este mesmo sonho se repetiu durante sete noites.
Seus amigos começaram a notar as olheiras e o modo como Anne se comportava. Diziam que algo parecia ter tirado a energia dela.

Um dia, sem ter mais o que argumentar, contou uma parte do segredo a Nancy, quando ela perguntou o que estava acontecendo.

- Estou tendo pesadelos e eles têm tirado o meu sono.

- Vou falar com a minha mãe. Ela conhece um chá tiro e queda que pode resolver isso.

A mãe de Nancy conhecia todas as ervas e receitas para curar todos os males que se possa imaginar.

- Obrigada amiga.

Durantes esses dias, Anne pesquisava na internet e nada. Nenhuma informação, afinal ela nem sabia ao menos o que procurar. Ficava acordada, sentada em sua janela olhando a noite. Não foi mais perturbada por nenhum barulho, mas em compensação em seus sonhos...

O homem dos olhos negros vinha lhe visitar todo dia. Ele lhe dava medo e no sonho da sétima noite, ele partiu pra cima dela. Ela gritou e acordou.

No dia seguinte no café da manhã, sua mãe lhe falou:

- Minha filha, você está tão abatida!

- São as provas mãe que me deixam assim. – ela contou.

- Minha filha, fique tranquila! É inteligente e conseguirá passar – comentou seu pai.

Ela foi para a escola e tratou de passar maquiagem para esconder o aspecto vampiresco que se encontrava. Era um dia de sol, perfeito para um piquenique.

- Quer saber? Danem-se provas, danem-se esses sonhos malditos! Eu preciso é de uma farra com os meus amigos.

Encontrou a amiga, que notou logo o seu ar mais alegre.

- Ah, essa é a minha Anne. – ela comemorou.

- Hoje a noite é nossa então? – falou Anne depois das duas marcarem uma saída entre amigos.

- Mas é claro – comentou Nancy – Com direito a saídas com os amigos. – elas riram.

Quando chegaram ao colégio levaram um susto. Ele parecia ter sido tomado pelo caos. As garotas estavam ofegantes e muito animadas.

- O que houve? Quantas mulheres animadas! Que diabos está acontecendo!!!

- M-E-N-I-N-A-S, vocês não tem ideia do que aconteceu! – comentou Mel, a amiga mais popular que elas tinham naquele colégio.

- Chegou um aluno novo!

- Idaí? Por isso estão todas fazendo esse alarde? – Nancy, a outsider perguntou.

- Mas não é um garoto qualquer. – os olhos de Mel estavam maliciosos.

Um grupinho de garotas abriu espaço de boca aberta. Anne, Nancy e Mel olharam para ver o que era.

Ele caminhou na frente de todas sem se importar com o olhar. Ele parecia nem perceber. Estava de cabeça baixa e usava roupas pretas. Levantou a cabeça e seu olhar caiu em direção a Anne.

- Não, não pode ser meu deus!

Era ele. O homem dos olhos negros dos seus sonhos.





Inspiração: http://www.youtube.com/watch?v=gFp7q-IJqno&ob=av2e

e http://www.youtube.com/watch?v=wPBbMbKSZrQ&ob=av2e

domingo, 11 de dezembro de 2011

O desafio - Parte I


Tenho feelling para fantasia?


Anne sempre fora uma jovem muito criativa. Sua família dizia que sua mente dava asas para a sua imaginação. Era uma menina que cresceu cercada de livros e morava em uma cidade muito pequena, daquelas que todos se conheciam, todos acompanharam seu crescimento e seus vizinhos sabiam coisas sobre a sua vida que ela mesma sequer sabia.
Era nesse ritmo que ela vivia e sonhava em um dia fugir dali. Ela morava em Londonville e por lá não havia shopping, boate ou qualquer coisa da moda. Tinha um mercado, uma escola, um cinema e um sebo. E muitas livrarias, pelo menos alguma coisa salvava aquele lugar.
Foi assim que ela passou grande parte de sua vida. Fazia piqueniques com sua melhor amiga, Nancy e lia seus livros da Jane Austen. Anne era doida para viver uma trama daquele tipo, como via nos livros, mas sabia que a vida real era um tanto entediante.
Ela estava no segundo grau e sabia que estava longe de ser o tipo de algum garoto. Ela gostava de livros, gatos e ouvia bandas que ninguém conhecia. Ah, minto, ela ouvia Radiohead, banda que todo menino nerd diz prazer em conhecer.
Então, ela não era o tipo que os garotos buscavam. Apesar de ser alta, ser tão branca quanto à branca de neve e ter cabelos tão claros que justificavam seu apelido "russa" que ganhou quando entrou no colégio e nunca mais perdeu. Mesmo assim, ela estava mais para o tipo “amiga” do que querida.
Ela não odiava sua vida, só queria algo que mexesse com ela. Só que parecia muito difícil. Cansada de todos e da rotina lerda de uma cidade pequena, Annie até namorou o seu melhor amigo Peter que se mudou havia um ano. Com isso, a amizade que tinha, morreu e se transformou em amor. Com a mudança, os sentimentos evaporaram e não restou nada. Desde então, ela estava solteira.
Sua amiga Nancy que era bem mais doidinha que ela, dava força para ela se rebelar. Ela era uma garota muito solta, no alto dos seus dezesseis anos, tinha o cabelo pintado de preto, gótica e curtia baladas. Ela dizia que Anne era careta.
- Ah, sou mesmo, Nancy. Sou muito retrô para esse mundão.
E Anne não se sentia culpada por isso. Não mesmo. Seus pais sempre lhe diziam que ela deveria ser quem realmente era. Então ela seguia daquele jeito, as pessoas aceitando ou não.
Era só mais uma terça feira de Dezembro. A neve tomava conta do lugar e Anne tinha terminado uma prova de matemática que não tinha dúvidas de ter tomado bomba.
- Ah, eu não sei pra quê inventaram a matemática. Sério, para que? Eu gosto de ler, não vou precisar de contas.
- Não vai precisa? O que você pretende mesmo ser? - Nancy zombou.
Ela dizia que seria administradora, mas isso era quase impossível para alguém que não sabia nem lidar com a bagunça do seu quarto e não tinha a menor aptidão para números.
- Ih, não sei. De repente sigo com a sua banda que você vai cair na estrada.
- Até parece! Na primeira parada, você vai cair fora e voltar para papai e mamãe! - comentou Nancy aos risos.
- Como é que é? - Anne jogou sua mochila na amiga que tentou desviar aos risos. - Esse lance de me zoar de careta já tá ficando chato.
- Aé? Então eu te desafio a sair comigo para uma festa que vai ter hoje.
- Fechado.
- Eu ainda não disse o horário, Miss Anne. Será meia noite – Anne arregalou os olhos. - E você vai escondido dos seus pais. Afinal, não tem a menor graça ir com a permissão deles. Fechado? - Nancy estendeu a mão. - Quem perder a aposta, faz a prova do outro pelo resto do semestre.
- Mas...
- É pegar ou largar Anne. Hoje a meia noite, uma festa com vários roqueiros malucos. Que tal?
Ela pensou em desistir, afinal isso não era justo com seus pais. Só que estava cansada de ver todo mundo falando o quanto a sua vida era entediante e o quanto ela era careta. Ela queria mostrar para todo mundo que não era nada daquilo que pensavam.
- Fechado - ela estendeu a mão.
- Passo às onze e meia na sua janela. Janta cedo e diz para os seus pais que está cansada da prova.
- Mas e amanhã, como iremos para a escola?
- A gente chega em cima da hora, você entra pela janela e saí. Simples assim.
Nancy definitivamente tinha um jeito muito louco de levar a vida.
- Tudo bem. - ela cumprimentou - Aceito o desafio, agora tenho que ir para a casa estudar para a prova de amanhã.
Nancy caiu na gargalhada e disse:
- É, Anne. Você não tem jeito mesmo não!
Até que Anne conseguiu enganar os pais direitinho. Ela se sentiu culpada, mas preferiu manter o acordo, nem era por causa da prova, afinal ela nem sabia colar direito, mas sim porque se sentia atraída a cumprir o desafio.
Nancy havia mandando uma mensagem dizendo para Anne esperá-la fora de casa. Anne morava ao lado da Floresta da cidade. Aquilo nunca lhe incomodou muito. Afinal, nunca fora de sair à noite. Mas pensando bem, a floresta de Londonville tinha um aspecto assustador aquela hora.
A lua estava cheia, sua rua infelizmente não era muito iluminada, Anne morava na parte mais afastada da cidade e podia ouvir o som de alguns animais. Por algum motivo inexplicável, sentiu medo, um arrepio lhe tomou conta.
- Seria bom que Nancy chegasse logo - ela falou para si mesma.
Lá dentro, seus pais dormiam profundamente. Enquanto sua filha estava indefesa lá fora com bichos que poderiam fazer algo a ela. Com medo, ela nem sentiu o seu celular tremer com a mensagem de Nancy.
- Hey, vou me atrasar! Estou enrolando meus velhos. Tudo bem se eu demorar meia hora, ILOVEYOU <3
Anne ficou com raiva, estava ali há alguns minutos enquanto esperava por ela, que não iria chegar tão cedo. Resolveu voltar para a cama e que se dane o desafio, pensou. Se virou e tocou na janela para entrar, foi então que percebeu que estava lá fora, presa e trancafiada, havia esquecido a chave lá dentro.
É, sem dúvidas não tenho inclinação para malandragem – ela pensou, se odiando por isso.
Como ela iria explicar isso aos pais? Estava toda arrumada, com um mini vestido que Nancy lhe emprestou que nem sabe dizer como teve coragem de pôr. Eles saberiam na hora que ela estava mentindo e tomaria um sermão, isso senão ficasse de castigo. Ela não queria correr aquele risco. Pensou em ir até a casa de alguém, mas estava escuro e deserto por ali.
- Ah, posso esperar aqui mesmo. Não deve acontecer nada, estou tecnicamente na minha casa.
Engano seu. Ela estava indo para a varanda, quando ouviu passos. Havia alguém ali por perto. Os passos por ora diminuíam e aumentavam. Ela se escondeu atrás da cadeira de balanço. Os passos foram ficando cada vez mais pertos e um lobo uivou. O que quer que fosse estava ali ao seu lado.
E então ela desmaiou.

Inspiração: http://www.youtube.com/watch?v=DIE9U5nPzB0

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nostalgia ♥



Andei sumida por alguns dias, mas foi por um bom motivo. Viajei para um lugar que é um verdadeiro paraíso e que me fez relembrar de tantas coisas que estavam adormecidas. Tinha a estrada, uma paisagem linda com pinheiros e animais de todos os tipos, o rock rolando solto no meu celular e uma saudade tão apertada no peito que me consumiu durante a viagem, tanto na ida quanto na volta.
Talvez vocês leitores não saibam, mas a aspirante a escritora que vos fala já foi um dia, uma adolescente rebelde, do tipo que usava coturno e só andava de preto. Naquela época, só o rock'n roll, Harry Potter e filmes alternativos faziam a minha cabeça.
Eu fui tão feliz!
Parece que foi ontem que eu tinha onze anos e passava as festas de fim de ano em Cabo Frio com toda a minha família e fui convidada pela minha madrinha e primos para ir ao cinema assistir um tal de Harry Potter que meu primo era viciado e comia os livros, segundo a minha tia.
Me lembro de ter perguntado a várias amigas que fiz em CB se o filme era bom, elas disseram que sim e que o ator era bonitinho. Eu não estava muito afim de ir, mas decidi aceitar o convite.
A sala estava lotada e chegamos com a sessão já iniciada. Minha prima Clara que na época só tinha seis anos, teve que ficar no meu colo. Eu lembro que tinha muitas crianças no cinema e eu esperava o filme começar.
- Tomara que seja bom! - eu pensei
E logo na primeira cena, eu me vi boquiaberta, com olhos brilhando e coração disparado. Eu nunca tinha sentido tanta vontade de assistir um filme como aquele.
Eu saí do cinema anestesiada, pois tinha sido a primeira história que tinha traduzido tudo o que mais gostava: o mundo dos bruxos e fiquei triste também pelo fim do filme, até que meu primo - que era a cara do Harry naquela época- me disse que o filme tinha livro, que na verdade era uma saga e tinha quatro livros (até em 2001).
-Eu preciso comprar - eu falei.
Sendo que desde pequena eu gostava de livros, minha tia lia para mim as histórias de princesa antes de dormir e eu gostava de ler os livros extra classes antes da professora mandar ler para provas e trabalhos.
Só que nenhum livro antes tinha me conquistado tanto quanto aquele. Eu não tinha visto, mas minha madrinha ouviu o que eu tinha dito e no mês seguinte me deu de aniversário. Eu nunca amei tanto um livro!
Eu acordava pela manhã, arrumava a minha cama e o meu quarto. Ouvia música e partia para o mundo de Harry Potter. Naquela época, eu era uma roqueira rebelde de bandana, louca por shows e cheia de atitude.
Era verão, mas precisamente Janeiro e estava de férias. Pegava a cadeira de praia da minha avó e ficava lendo as aventuras do menino de óculos com cicatriz até o sol se pôr. Eu olhava para o céu que estava uma mistura de roxo, laranja e rosa por conta do crepúsculo da lua e imaginava que o céu que eu via era o mesmo que Hogwarts.
Completamente viciada, ganhei da amiga de uma tia outras continuações. Virei Pottermaníaca, com direito a folhas de fichário, figurinha, pôster e cortes de jornais.
Eu nunca tinha amado tanto uma história, nunca tinha me identificado tanto com os personagens, o mundo e as lições de moral! Eu a defendia com unhas e dentes entre aqueles que zombavam e sonhava como qualquer outro fã, um dia entrar em Hogwarts. Então, quando eu colocava o pé na estrada para viajar com a minha família e via todo aquele visual de tirar o fôlego imaginava como Hogwarts deveria ser. Com o livro a tiracolo e rocks no meu disckman (é, eu sou daquela época), eu viajava e ficava imaginando cada cena, cada cenário, o mundo de Harry Potter.
Eu assisti todos os filmes, amei, odiei, torci, falei mal. Esperei a cartinha de Hogwarts, chorei quando alguns personagens morreram. Eu fui muito feliz com Harry Potter!
Aos vinte um anos, ver o final deixou uma vazio tão grande dentro de mim! Me senti sozinha e quando assisti a última cena de Harry Potter chorei feito um bebê. As pessoas me olhavam estranho e eu chorando aos prantos.
Eu pensava: " - E agora, o que vai ser a minha vida sem Harry Potter?"
Harry Potter foi a minha adolescência, acompanhou dez anos da minha vida, acompanhou as minhas desilusões, amores, tristezas e alegrias. Sonhei diversas vezes com o Daniel Radcliffe e J.K Rowling.
Então ver a estrada novamente é como reencontrar um velho amigo. Uma parte minha tão encantadora que eu pensei que o mundo tinha destruído.
Aquela roqueira revolucionária, tão sonhadora, cheia de ideias e planos que vivia com música ao fundo, trocava cartas com as minhas amigas, ficava até tarde andando e arrumando confusões com os amigos no condomínio em Cabo Frio nas férias.
E eu sinto tanta falta dessa parte de mim, e fico tão feliz em saber que ela não morreu. Que ela esteve todo esse tempo aqui, adormecida.
E sim, ela pode coexistir com o meu novo eu, há espaço para todos. É são elas que me fizeram ser quem sou hoje. Uma estudante de Letras que sonha em ser escritora. Essa é a minha vida, essa é a minha história.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ela está na caixa



Um conto que começou na Letras e terminou na Letras

Ela assistia a tudo através de uma caixa de papelão. Ela não sabia o que era ter amigos, nunca tinha matado aula, nunca havia sentido o toque carinhoso do seu namorado em seu corpo e não conhecia o gosto amargo de uma ressaca depois de uma noite regada a bebidas.
Ela não sabia o que era viver. Suas experiências eram limitadas, quase nulas. Dentro da caixa, ela não consegue se movimentar. O papelão impressa seu corpo e o machuca, mal consegue respirar e vê a vida passar sem expressar nenhuma reação, sem ao menos aproveitar.
Ela inveja os outros, todos aqueles que são diferentes dela, porque nunca conseguiu ser assim. Ela quer ser igual a mim: feliz, amorosa, estilosa, carinhosa, cheia de cor, amada e com muito amor para dar. Só que alguém explica para ela, por favor que não dá. Anti-social é o seu nome do meio, vive apenas para o seu namorado e as gírias que a garota da caixa usa são as que a minha avó fala.
Ela nunca saiu a noite, é neurótica, insegura, virgem e mente como se respirasse. Ela está perdida, não sabe o que fazer da vida e se comporta feito uma criança, por oras fazendo voz de bebê.
A garota da caixa não é bonita, nem sensual, é apagada e reprimida. Confesso que já tive pena da garota da caixa, mas ela é do tipo que se faz de vítima, pobre e coitada quando está errada. E este é o pior tipo! Ela gosta de arrastar correntes e mesmo quando alguém não gosta dela, a garota quer forçar a gostar! Isso seria normal para alguém que tem dez anos, mas não para alguém que está com vinte e um.
Deve ser difícil saber o que quer quando não se têm opções! Dentro da caixa, ela não consegue conhecer o mundo, as pessoas, os amores e a vida.
Ela quer ser como eu, tentando me imitar até nas pequenas coisas, mas isso ela nunca vai conseguir. De pessoas assim, eu quero distância! Xô, pessoas hipócritas!


P.S: Todos aqueles que se interessaram pelo site "Novos Escritores" e estejam dispostos a participar do Projeto como escritor tendo comprometimento e responsabilidade com o site, devem enviar um e-mail o quanto antes para novosescritores@novosescritores.com.br onde encontrará mais informações!

Outra novidade é que agora o blog tem uma página no facebook, como eu não sei usar HTML, eu copiei e colei. Então não deixem de curtir a nossa página por lá! Beijos

http://www.facebook.com/pages/Momento-Lala/286396531394464

(Pretendo disponibilizar todos os links por aqui, mas por enquanto estou sem tempo e sem alguém para fazer isso para mim, Thanks!)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um sonho, um projeto



Hoje o post é diferente, vou contar a vocês um dos sonhos que recentemente se iniciou. Ele é um dos mistérios que alimentei durante alguns anos aqui no blog. E eu fico super feliz de poder agora dividir isso com vocês! O sonho não está totalmente realizado, mas só de saber que já está no começo me dá mais gás para trabalhar. E claro, irei precisar da ajuda de vocês para continuar *_*
Há alguns anos, eu e meu namorado Djan Skwara em uma conversa analisando o cenário literário brasileiro percebemos que infelizmente um autor inciante não encontra muito espaço para divulgar e publicar o seu trabalho. Com isso, vemos que a literatura brasileira só se reconhece o antigo, não há espaço para o novo!
Foi através desse pensamento que tivemos a ideia de construir um site onde pudéssemos dar espaço para esses novos escritores, seria um lugar onde eles poderiam divulgar a sua obra, seus links pessoais e vender seus livros. Não esquecendo também das pessoas que gostariam de escrever um livro e não sabem por ondem começar. Então nós temos um propósito, ajudar as pessoas a publicarem seus livros e divulgar seus trabalhos. O site engloba muitas coisas como dicas de livros, dicas de gramática e de como formular uma boa redação. Há um espaço para quem quer ser escritor e é leitor. Um espaço destinado também para discussões e resenhas de livros, eventos literários como noites de autógrafo, feiras literárias e entrevistas com os autores. E assim nasceu o site

http://www.novosescritores.com

Gostaríamos de dicas que vocês caros leitores gostariam de ver no site. E claro, curtam a nossa página no facebook e também por lá podem responder esta enquete

www.facebook.com/pages/Novos-Escritores/173165846109748?v=info#info_edit_sections

e nos sigam no twitter

twitter.com/#!/twitnescritores

Por enquanto, apenas a logo está no ar, mais logo logo teremos mais notícias e informações que tenho certeza de que irão gostar!

Caso queiram encaminhar um e-mail com dicas, informações para o site é só enviar para julianaskwara@novosescritores.com e novosescritores@novosescritores.com.

A participação de vocês é muito importante e estou esperando seus comentários! Desde já, Muito Obrigada. *_*

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ele



Para o meu amor

Ele chegou sem fazer muito barulho, só me observando de longe e perguntando sobre mim para os meus amigos. Me encarou mais de duas vezes e pensei: - Opa, aí tem!
Ele invadiu a minha vida, não pediu licença e eu concedi permissão para entrar, depois de várias tentativas. Eu pensei que ele fosse desistir depois de tanto te enrolar, mas não. Ele continuou firme e forte esperando por mim. Também, ele é uma das pessoas mais irresistíveis que já conheci! É difícil dizer não para ele!
Nós nunca ficamos sem assunto, e quando o mundo inteiro pode me achar tímida, eu tagarelo sem parar sobre tudo com ele: a vida, meus sonhos, como foi meu dia, as músicas que ficam na minha cabeça e o biscoito que ando desejando.
É engraçado que ele sabe exatamente o que amo e odeio. Quando acontece alguma coisa que não tenha gostado, ele nem espera eu falar nada, já pergunta logo:
- O que houve, por que está com essa cara?
Isso é tão típico dele.
E quando eu gosto de algo, antes de eu falar, ele se adianta e se estica, coloca nas minhas mãos e diz: - Eu sei que você vai gostar, é a sua cara. E aí eu respondo: - Mas como você sabe? Daí, você me responde com uma piscadela e um sorriso de iluminar o mundo.
Gosto de te vê-lo acordar, seus olhos que já são tão pequenos, ficam mais estreitos e amassados e é tão bonito de se ver. Gosto de te vê-lo falar sobre as placas mães que tem que comprar, o computador mais que fodástico com o que ele sonha e o PS3 que ele não para de falar e claro, sobre Legião Urbana que é sua banda preferida. Eu nunca me canso de ouvir. Ao contrário, espero os minutos para pode ouvir ele contar tudo isso, nem que seja repetidamente.
Gosto quando ele me deixa livre pra escolher o que quero e quando digo que não sei, ele responde:
- Aaaah, não sei não tem!
E me faz rir! E a cada dia, um sentimento mais gostoso vai surgindo. É amor, paixão, companheirismo, solidariedade e encanto.
As pessoas nas ruas passam por nós e olham para a gente sem acreditar. Como pode aqueles dois serem tão felizes? Será que eles são assim o tempo todo? É possível viver assim?
Ué, mesmo com as adversidades e os problemas, o amor ainda é maior que tudo. E quando você se apaixona, se deixa permitir, aprende a aproveitar, não tem nada a temer, não tem medo, nem insegurança. Quando é pra valer mesmo, o que Deus une, o homem não separa.
E a gente nem liga com o que os outros vão pensar, o que importa é o que sentimos. Se estamos bem, felizes, nos dando bem e fazendo um ao outro feliz. Isso é maior que tudo.
Eu acho que ele fica sexy de preto, fica sexy quando fica com raiva e com cara de mau e também fica sexy quando canta Cristo e Oxalá do O Rappa que a banda que a gente tanto ama, "Se eu me salvei, se eu me salvei. Foi pela fé, minha fé minha cultura, minha fé. Minha fé é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé.". Ele fica simplesmente sexy cantando isso.
É ele quem me faz respirar aceleradamente, me deixa com frio na barriga e que me faz sorrir tanto.
É engraçado como ele se encaixa perfeitamente na minha vida. Cada coisa que ele faz, o modo tão carinhoso e amoroso que me trata. Não tem ideia do quanto me agrada, me deixa feliz e orgulhosa! O sorriso estampado em seu rosto mesmo quando está chovendo ou quando acordo de mau humor. Lá está ele de braços abertos tão disposto a me fazer feliz. Quando não dá vontade de fazer mais nada e acho que o tédio vai me consumir, eis que surge ele e diz: - Mas eu faço valer a pena.
Só de falar isso, consegue ganhar o meu dia.
Ele consegue me ouvir falar sobre os meus sonhos, meus livros, meu mundo e se mostra tão interessado! E eu sei o quanto está ralando para que possamos realizar os nossos sonhos. E eu só tenho a agradecer, porque ELE mesmo depois de seis anos, ainda continua comigo como se estivéssemos com um mês de namoro.
E fico pensando o quanto sou sortuda em ter você aqui. Vem logo sexta feira e traz logo o meu amor só para mim.
Porque é só com ele que consigo sentir essa coisa mágica que insiste em viver dentro de mim. Obrigada por me fazer feliz. Eu te amo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Distante ou perto


‎" Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupada, com a vida eu tô muito bem. "

Caio Fernando Abreu Fellings ♥



Todas as pessoas que conheço sempre dizem a mesma coisa, eu tenho tanta história para contar sobre o relacionamento entre as pessoas que dariam um livro. Mesmo assim, não caberiam tudo o que eu tenho para contar. São tantas coisas boas e ruins que vi, que me pergunto como ainda acredito no ser humano e na palavra amizade.
Só que independentemente disso, tudo o que passei me fez ser quem eu sou hoje. Como uma grande amiga minha disse, a gente aprende a contar consigo mesma. E as dores, nos fazem ficar mais fortes e diferenciar o que é importante do descartável.
Eu sempre fui uma pessoa que aparentava ser um tanto quieta, mas na realidade o que eu preciso é de alguém que me faça me soltar e me deixe ser quem eu sou. Eu preciso sentir que a pessoa quer muito me conhecer, que esteja interessada no que eu gosto e no que me faz rir e também nas coisas que me incomodam a ponto de me fazer chorar. Acredito que para ser amigo é necessário ter equilíbrio, estar ali nos momentos bons e comemorar juntos, ter um ombro amigo nos momentos ruins e que seja paciente e compreensivo.
E de verdade, esse tipo de amizade está cada vez mais raro. Porque na maioria, o que mais se vê, são pessoas que você acredita serem seus amigos e quando você menos espera, elas mostram que não é nada daquilo que você pensou que fosse.
Eu já me acostumei com isso, por conta de quantas vezes isso já se passou comigo. Parece que todas essas que descobri não serem meus amigos, passam pelo mesmo ciclo: primeiro rola aquela identificação, as coisas em comum, o apoio, etc e tal. Depois parece que acontece alguma coisa, se distanciam e seu amigo (a) se volta para outras pessoas e simplesmente deixar de pensar em você, não te liga, te evita e some. Eu já fui trocada por baladas, pessoas solteiras, amigos de faculdade, namorada (o) e igreja.
Confesso, de início doeu muito. Mas daí, eu pensei. Por que cargas d'água eu devo dar atenção a alguém que simplesmente não pensa em mim, quando eu mais preciso some e só da às caras em festas, nos bons momentos? Pra quê?
Foi aí que eu me toquei, afastei de sentimentos que não me faziam bem e fiz meu coração se remendar. Me virei para quem realmente importa, amigos que sempre estiveram do meu lado, mesmo quando eu estava chata, de TPM, reclamando de outras pessoas e tagarelando sem parar daquela música ou livro que não saí da minha cabeça.
Descobri que meus amigos de verdade são aqueles que não se cansam de saber sobre mim, riem comigo, conversamos altas horas no msn e quando eu estou triste, não vejo saída, sem nem ao menos eu falar nada, simplesmente conseguem traduzir o que estou sentindo. E sabe, isso é muito mágico. Meus amigos falam a verdade, mesmo que eu não esteja disposta a ouvir, porque têm que ser muito amigo para dizer a verdade, mesmo que seja aquela que não te faz feliz. Um amigo NÃO pode ficar te iludindo, principalmente quando quer algo que não te faz feliz, te faz mal e não te merece. O que ele pode fazer é te apoiar, mesmo que você tome um rumo que ele não goste, mas de maneira alguma ele pode te incentivar a continuar batendo com a cabeça na porta. É isso que algumas pessoas não conseguem entender. E desculpa, mas eu não sou o tipo de pessoa que irá falar coisas só para agradar. Prefiro a verdade, por mais que seja amarga. O amigo te ajuda a encarar o real.
Seus amigos de verdade - tenho certeza disso - não têm venda nos olhos, às vezes falam como seus pais, conversam altas horas sempre com um assunto que parece nunca se esgotar, sempre acertam quando você entra em uma furada e para eles, não existe dia ruim independentemente de chover ou fazer sol.
Meus amigos não se escondem atrás de livros, músicas ou filmes. Não são interesseiros, são chatos de vez em quando, a gente briga e são os melhores do mundo em me fazer feliz. Descobri que eles são poucos e bons, lêem meu blog para ver como estou, me dão liberdade para ser amiga de quem eu quiser, não me recriminam e nem sentem ciúme obsessivo. Eles sempre dão um jeito de aparecer e saber como eu estou. Podemos não passar todos os dias juntos, mas isso não impede de ele querer saber como eu estou e se fazer presente de alguma forma.
Foi por isso, que me afastei de muita coisa e pessoas que não me faziam bem. Acho que quando começa a não dar certo, é sinal de que é hora de se afastar. Quando a gente percebe que não há aquela reciprocidade, não existe aquele sentimento gostoso é hora de virar as costas e deixar aquele que não é seu amigo (a) se voltar para o namorado (a), os amigos de baladas e os interesseiros. Porque esse tipo de amizade não é para sempre, um dia acaba. E quando acabar, ele vai te procurar, você vai estar longe, feliz, vivendo a sua vida com quem realmente interessa. E irá valer à pena.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por quê não o amor?



Durante a minha vida toda, eu sempre pensei que fosse uma pessoa realista e completamente desapegada ao amor. Claro que sempre tive amor com a minha família, amigos e meus animais de estimação. Mas nunca pensei em levar o amor a sério, em uma relação. Sempre imaginei que isso estava muito longe de mim. Eu achava que não iria cair nessa, que nunca me apaixonaria e muito menos iria namorar.
Eu queria ser aquela solteira convicta que estaria em todas as festas, seria a primeira a entrar e a última a sair das baladas. Que andaria com as amigas para lá e para cá, conheceria muitos caras e seria aquele tipo de pessoa inatingível.
Até que eu conheci uma pessoa, mas não alguém comum. Alguém que mexeu com a minha estrutura e falou coisas que jamais tinham me dito. Ele era sonhador, gentil, um cavalheiro. Tínhamos algumas coisas em comum, mas de resto éramos pessoas completamente diferentes. Poderia dizer que ele era a água e eu o vinho.
Depois que ele entrou na minha vida, tudo mudou. As minhas convicções, as minhas teorias de felicidade e aprendi como funciona um relacionamento.
É claro que cada um deve fazer aquilo que quer. Já cheguei à conclusão de que algumas pessoas funcionam bem em romances e outras não. Eu achava que não daria certo, mas quem disse que não aprendi diretinho?
E sabe, eu me vejo muito feliz. Essa coisa de ter alguém que te ame de verdade do jeito que você é, que saiba o que se passa em você sem nem ao menos você dizer o que está sentindo. Sentir só apenas em ouvir a sua voz. Uma pessoa que te conheça como a palma da mão, manual de instruções para ela não existe. Isso não tem preço.
É simplesmente mágico, é algo gostoso. É como cócegas que sentimos dentro da gente, elas têm gosto de algodão doce, arco íris, alegria, dias ensolarados e de morango e borboletas no estômago.
Ter aquela sensação de que é amado é uma das melhores do mundo. Ser feliz nunca é demais, apesar de que sinto que existem pessoas que simplesmente têm vergonha de serem felizes. Parece que é um defeito do ser humano, quando algo está muito bom começar a desconfiar ou então não deixar ficar tudo bem. Tem que ter algo para estragar, um erro. E eu quero combater isso, não existe nenhum problema em ser feliz o tempo todo. É claro, quase nunca conseguimos. Todos nós temos problemas, e sempre vai ser assim. Mas não custa nada, por mais que seja grande o que nos incomoda, termos bom humor e saber lidar com aquilo da melhor maneira possível. Já que foi comprovado de que ser uma pessoa positiva pode nos ajudar, isso nos leva para a frente e nos aprendemos como saber lidar com o que sofremos de um jeito que possa nos salvar.
Eu não quero ver problemas em ser feliz o tempo todo. Deus quer que sejamos felizes, e ao fazer isso só estamos devolvendo aquilo que ele tanto nos quis dar. As coisas, algumas vezes podem não dar certo, mas é como naquela música, que não me lembro muito bem de quem é: se ainda não deu certo foi porque não chegou no final.
E que sejamos felizes, dando espaço para o amor, a verdadeira amizade, aquilo que nos levita e purifica a alma. Porque não há nada melhor do que essa sensação de felicidade que transborda pelo peito.

sábado, 22 de outubro de 2011

Paraíso



Quando ela era apenas uma garota
Ela tinha expectativas com o mundo
Mas isso voou além de seu alcance
Então ela fugiu em seu sono

E sonhou com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Toda vez que ela fechava os olhos

Ooohh

Quando ela era apenas uma garota
Ela tinha expectativas com o mundo
Mas isso voou além de seu alcance
E balas foram pegas com seus dentes

A vida continua
Fica tão pesada
A roda corrompe a borboleta
Cada lágrima, uma cachoeira
Na noite, na noite da tempestade
Ela fechou os olhos
Na noite
Na noite da tempestade
Ela voou para longe

E sonhou com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ela sonhou com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

Ainda deitada debaixo do céu tempestuoso
Ela disse oh-oh-oh-oh-oh-oh
Eu sei que o sol está pronto para nascer

Isso poderia ser o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Isso poderia ser o para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ooohh, oohh ...



Um dia eu sonhei e saiu este texto, um dos meus preferidos

Depois de algumas tempestades no Rio de Janeiro e tardes nubladas, aqui estou eu com os pés no chão, mais firmes e fortes do que nunca. Foram necessários muitas lágrimas, muita dor para poder entender tudo que passei até agora. Só que não sou nem a primeira e nem a última a passar por isso. Já dizia um ditado Budista: "Para crescer, é necessário sofrer" . Eu mudei, cresci e cheguei e conclusão de que aquela que fui, vai sempre viver dentro de mim. Só que mais do que nunca, eu precisava muito de uma mudança na minha vida. Mudanças são bem vindas, principalmente aquelas que trazem tanta coisa boa para a nossa vida. Não é que o meu eu antigo esteja errado, não. Eu só precisava me adaptar, foi aí que surgiu o meu novo eu. Muito mais disposto e renovado. Quase uma outra pessoa. E eu consegui.
E neste momento, mais do que nunca os meus sonhos estão vivos dentro de mim - afinal são eles que me movem e fazem cada fibra do meu ser se eletrizar de felicidade- o intercâmbio para a Califórnia, escrever um livro, plantar uma árvore e formar uma família. Agora, mais do que nunca, vou correr atrás dos meus sonhos e ainda tem tanta coisa que quero aprender - tem o surf, a faculdade de moda e aquela vontade de voltar a ser modelo.
E um dia irei encontrar alguém que curte as mesmas coisas e tenha um espírito livre como eu. Um dia. Alguém que não me ache louca, porque quero assistir um pôr do sol na praia. Alguém que quando eu convide para um piquenique, apenas responda que sim. Alguém que seja completamente distante de convenções e esteja muito mais próximo das sensações.
Alguém que ame as pequenas coisas da vida, que ria de mim, que entenda por eu chorar com uma facilidade imensa e ser tão emotiva. Alguém que viva o momento, porque sabe que o que me importa é o agora.
Sim, podes me achar uma grande aventureira. Só que eu sei disso e essa é a minha natureza, não posso mudar isso. É engraçado que logo agora fechando um ciclo na minha vida, eu tenha descoberto qual a tatuagem que irei fazer. É simplesmente a minha cara, o que eu tanto busco: a liberdade.
Só que eu acordei e descobri que tudo não passava de um sonho. Mas por que não levá-lo para a vida real? Agora o que me resta é seguir em frente com o melhor sorriso no rosto.


Coldplay - Paradise

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A encantadora *


Há muito tempo em um reino muito distante, uma princesa era desejada por todos da corte. Ela além de linda, era bondosa e muito aplicada. Desde que nasceu era prometida há um príncipe que nunca tinha visto. O que ninguém esperava, era que a Princesa tão conhecida pelo seu comportamento submisso fosse muito contra isso. Podemos dizer, que ela era uma jovem um tanto moderna para a sua época, seus costumes e seu reino.
Um dia, um caçador chegou ao reino. Ele era diferente dos homens da região. Era um forasteiro, tinha olhos negros como os de um lobo, tinha um corpo musculoso e olhos que faziam queimar. Era selvagem, desencanado e charmoso. E a partir do momento em que pôs os pés no Reino, não tardou para que todas as mulheres ficassem de olho nele.
Todas queriam saber quem ele era, de onde veio e se estava comprometido com alguém. O tal caçador era um homem de poucas palavras, muitos olhares e bastante mistério. Não bastasse isso, poderia ser considerado um tanto "bad boy" para aquela época.
Passou - se um tempo, ele procurou trabalho e conheceu um ferreiro. Que lhe ofereceu emprego e estadia. Foram poucas palavras e ficaram amigos. O tal ferreiro era um homem de meia idade, casado e com filhos. Era o único para quem ele contou tudo sobre a sua vida.
Enquanto isso, a princesa estava um tanto entediada no Reino. Não havia muito coisa a se fazer, o tal príncipe vivia mandando cartas para ela. A princesa no entanto não sentia nada por ele e preferia estar na rua com a população que sempre tinha boas histórias para contar.
Ela não sabia exatamente o que se passava com ela, mas sentia falta de um romance que tirasse o seu fôlego e lhe deixasse nas alturas. Não precisava ser perfeito, bastava apenas ser completo.
Um dia, o caçador um tanto cansado de lhe empurrarem mulheres contou a sua história de amor para o seu amigo ferreiro. Ele havia se comprometido a uma mulher, que infelizmente havia partido e lhe deixado sozinho. Fora por isso, que ele foi embora do lugar que veio. Queria se afastar das memórias, já havia se passado tanto tempo e sofria muito com tudo que tinha se passado.
Então, um belo dia, uma feliz coincidência do destino fez com que eles - o caçador e o ferreiro - fossem realizar trabalhos para o rei em seu castelo. Ele pagaria bem e os rapazes estavam bastante empolgados.
Eles partiram bem cedo, fazia um dia bem bonito, com um pôr de sol incrível e a princesa desde que acordou, não conseguia parar quieta. As Governantas e as criadas estranhavam o seu jeito, mas cansada de perguntas, ela fora andar pelo jardim.
Era cerca do meia dia, e só restava o caçador e o ferreiro cuidando do jardim. A Princesa não sabia que havia homens trabalhando por lá e eles nem imaginavam que ela estava tão perto. Então o olhar da Princesa encontrou o do caçador, e o mundo não era o mesmo depois disso.
Amor, paixão, desejo, cobiça. Eram tantos sentimentos que os dois ficaram um tempo se encarando, até que foram interrompidos pelo Ferreiro.
- O que é homem, o que se passa contigo?
Ele se virou, viu a princesa e ficou um tanto intrigado com aquela cena:
- Bom dia Princesa!
- Bom dia! - e rapidamente, ela partiu completamente perdida e um tanto confusa.
Eles foram embora, mas o caçador mal ouvia o que o ferreiro dizia. A princesa em seus aposentos não conseguia se esquecer daquele olhar tão intrigante que tomou conta de suas visões.
- Está tudo bem princesa? está um tanto quieta!
- Estou ótima Julieta. - ela respondeu a criada.
Ela encostou na janela e imaginou quem seria ele, de onde viria e se era casado ou não. Ela já tinha conhecido muitos príncipes, mas nenhum homem como aquele.
Na primeira noite, a princesa e o caçador não conseguiam dormir direito e comer. Tão anciosos e mordidos pelo bicho do amor.
Então, algumas semanas depois, eles tiveram que voltar para fazer o serviço. O sorriso estava estampado no rosto do lindo caçador.
A princesa ouviu dizer que ele retornaria, colocou o seu melhor vestido e correu para fora.
E assim que se viram, queriam esconder a felicidade de um do outro, mas já era impossível evitar, pois o coração de ambos parecia se romper.
De início não se falaram, eles se encaravam muito. Ela não entendia aquele modo dele de ser. Tão bruto, tão selvagem. tão obscuro, tão sombrio. E ele não consegia entender como uma princesa tão refinada, tão requisitada e linda havia visto nele, mas a atração era inevitável.
Eles não conseguiram acabar o trabalho no jardim e teriam que retornar depois. Um dia, o ferreiro não pode ir, ele foi só e espiou a princesa no jardim. Eles ficavam se encarando um tempo. A princesa parecia gostar e ficava um tanto receosa.
- O que você tem caçador?
- Por que princesa?
- Não consigo tirar os olhos de você desde que vi. Já conheci tantos homens, mas nenhum como você.
- E eu não consigo parar de pensar em você. - Ele se aproximou dela e disse - Tens os olhos mais lindos que já vi, estou rendido a você.
Ela sorriu, de um jeito tão carinhoso e irresistível que o caçador não resistiu e beijou a princesa. Ela sem ligar para os outros, retribuíu. Seu coração irradiou, queimou, brilhou. Não havia sentido nada assim antes, apesar de ser um tanto moderna.
Depois de alguns dias, eles continuavam a se encontrar. Para todo mundo de fora, eles não se conheciam. Mas para quem notasse os olhares que rolavam de um para o outro, diria que havia muito mais em jogo.
Então um dia, a Princesa ficou sabendo que o príncipe chegaria para anunciar o maldito casamento. Sem pensar duas vezes, ela ofereceu ao caçador uma fuga para bem longe, pois o romance entre eles nunca seria aceito pelo seus pais e a corte.
Uma madrugada antes, ela escreveu uma carta e arrumou suas coisas. No dia seguinte, ela fugiu com o caçador e se entregou ao amor sem pensar duas vezes. E os dois foram felizes para sempre.

* O título foi inspirado em uma personagem do livro "O herdeiro guerreiro" que conta a história de um mundo mágico dividido por ordens que são dominadas por leis assinadas por Magos. Entre os outros povos mágicos se destacam os guerreiros e encantadores. Estes últimos são caracterizados por serem dotados de uma beleza esplêndida e possuírem uma presença forte capaz de hipnotizar. Sendo eles, os meus preferidos, que mais me identifico e para quem fiz esta pequena homenagem. Este conto também foi inspirado no livro "Sussurro" de Becca Fitzpatric, um dos meus livros preferidos.


Para ler ouvindo:

iConcerts - Pixies - Where Is My Mind (live)

sábado, 15 de outubro de 2011

Dois pássaros livres




Um conto perdido no fundo do meu computador

Quando você se foi, eu era outra pessoa.
Eu usava preto, era anti social, ouvia rock trash e não sorria. Tanta coisa mudou desde que você partiu. Fiquei sabendo por amigos comuns que a sua vida também é outra, normal, afinal já se passaram alguns anos desde que nos vimos pela última vez.
Agora eu uso batom vermelho, salto alto, sou a simpatia em pessoa, falo alto, tenho lugar cativo nas baladas, uso vestidos floridos tomara que caia e bebo. Ouço reggae e aquelas bandinhas que odiava. Descobri os surfistas, minha estação preferida é o verão, gosto de samba e sol. Quem diria né?
Talvez eu só precisasse passar por algumas coisas na vida para me descobrir. Hoje eu só quero viver o agora, aproveitar cada segundo.
Arrisco a dizer que tem ódio de mim, mas não é a minha culpa se a sua namorada te largou depois que descobriu que tínhamos um caso. Você acha que fui quem destruiu os seus planos, mas está enganado.
Não é a minha culpa se você não apagou as mensagens que mandei para o seu celular e ela viu, não é minha culpa que tenha salvado o histórico do msn e ela tenha lido. Quem marcou bobeira foi você.
O mais louco disso tudo é que nunca te quis pra mim. Sempre soube separar o que vivemos como uma grande e bela aventura, uma paixão daquelas de tirar o fôlego. Então não é a minha culpa se você confundiu tudo. Eu nunca pedi para você largar aquela que daria uma perfeita esposa e você se dizia apaixonado. Eu sempre soube que você era sinal de encrenca, por isso não me permiti apaixonar.
Eu sei, não mandamos no coração, mas sabe eu me permiti apenas a viver o momento contigo. Quando você dizia que tinha que ir vê-la, atendia ao telefone longe de mim ou desmarcava para ficar com ela, eu nunca reclamei, sempre soube que seria assim.
Aliás, eu sempre achei que vocês faziam um belo par. É engraçado dizer, mas torcia por vocês e lamentei muito quando acabou.
Se me sinto culpada? Não, não mesmo. Quem me procurou foi você. Desde o dia em que nos conhecemos, eu vi que você não conseguia tirar os olhos de mim. Eu tentei não me deixar cair e quando descobri que você tinha namorada, fiquei ainda mais chocada.
Só que depois pensei, eu não queria nada sério, só precisava viver uma aventura e você me caiu como uma luva.
Eu me obriguei a não sentir a sua falta e nem gostar de você. Era arriscado demais e em tão pouco tempo juntos, você começou a deixar a sua namorada de lado. Viajava sem motivo e sem ela, se distanciou, ignorou. Eu chamei a sua atenção, “- Olha, não é assim que se faz. Você irá perdê-la". E não deu outra né?
Hoje em dia, ela está bem, casada com um italiano, eles têm um filho lindo e ela é minha amiga. É sim, você leu isso mesmo. Engraçado como a vida é?!
Me lembro como se fosse hoje, tudo o que vivemos ficou gravado na minha mente. Assim que ela viu as mensagens, ela ligou para o meu número. Como eu não sabia quem era, atendi:
- Alô? Você é a Vivian?
- Oi, sou eu sim. Quem é?
- É você que está tendo um caso com o meu namorado?
- O quê?
- Com o Caio?
- Ah, eu sou amiga dele.
- Vi bem pelas mensagens que é amiga dele!
- Sou sim.
- Me fala, o que você tem com ele?
- Acho melhor perguntar para ele. Não sou eu quem irá te dizer isso. - e desliguei. Ela insistiu, mas não a atendi. Não seria eu quem lhe diria a verdade, seria você.
Depois disso, nos afastamos. Você achando que eu tinha posto tudo a perder e eu tratei de acabar com tudo, não fui eu a culpada.
Quem quis namorar comigo e largá-la, foi você. Eu nunca te pedi isso, eu sabia meu lugar e te encarava apenas como uma aventura. Foi você quem pôs tudo a perder.
Logo depois, fiquei sabendo que ela te perdoou. Ao invés de você aproveitar a segunda chance, não, você a desperdiçou. Foi aí que você acabou de vez com o namoro. Você parou de conquistá-la, estava distante e frio. Ela se cansou e acabou. Me disseram que foi por causa de mim, com quem queria estar.
Alguns anos depois, ela me parou na rua. Ela tinha descoberto tudo sobre mim, ela sabia quem eu era, onde morava e como me achar. Só que ao invés de me destratar, ela logo disse:
- Muito bom te conhecer, o que você e Caio fizeram comigo foi horrível, mas aprendi muito com isso. Você me livrou de uma! Ele não era nada daquilo que eu pensava!
Contei a ela que lamentava, que apesar de tudo torcia por vocês e achava que seria um caso e nada mais. Ela não me destratou e nem me olhou feio. Depois de muita conversa e esclarecimento, nos tornamos amigas, de verdade. Hoje ela está feliz e sou madrinha do filho dela.
O laço entre nós é muito forte e todas às vezes que ela me ouve falar, ela diz a mesma coisa:
- Como pode! Você é a versão masculina dele. São tão parecidos, tem o mesmo gosto, a mesma opinião e o mesmo estilo de vida. Não é a toa que tiveram um caso.
E todos os nossos amigos dizem isso, isso me faz rir. Eu sempre senti isso, que você era a única pessoa que me compreendia por completo. Temos o espírito livre e a fome de viver. Era uma sintonia perfeita e o que mais sinto falta é das conversas que tínhamos. Era tanto em comum. Eu tinha a sensação de que você era a única pessoa no mundo que me entendia. Nós somos dois pássaros livres.
Agora eu estou com uma pessoa que me faz feliz como nunca imaginei. Mas caso, se um dia não der certo e eu estiver sozinha, torço muito para que um dia nos encontremos em qualquer esquina, num acaso daqueles de deixar os joelhos tremendo.
E quem sabe, deixar o destino tomar as rédeas para ver o que acontece. E sabe, não vejo a hora de te ver.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A kilômetros daqui



Frágil - você tem tanta vontade chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. (...) Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parada atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

Caio Fernando Abreu



O que fazer quando sente necessidade de viajar, conhecer outro lugar, respirar outros ares e ver o pôr do sol sob outro ângulo, outra visão?
Um lugar onde ninguém te conheça e tudo sobre você seja novidade. Onde ninguém te rotule e ninguém saiba quem é você.
Para onde você for, as pessoas vão querer saber tudo sobre a sua vida: onde estudou, como são os seus pais, que música gosta e qual a sua comida favorita. Onde ninguém saiba por onde andou, onde esteve e o que fez. E que possas esquecer tudo o que foi vivido. Simplesmente dar um tempo.
Você vai gostar de contar tudo de novo, sem medo de ser analisada ou julgada. Lá, poderá se animar com as pessoas, os lugares, as músicas. Começar tudo outra vez. Ter a possibilidade de viver uma vida diferente. Poderá conhecer novas pessoas e curtir cada momento e fazer tudo diferente.
Um lugar onde poderá ser feliz novamente e descansar daquilo que chama de lar. Apagar o que não lhe faz bem, esquecer quem te fez mal e pensar em coisas que possa te levar para frente. Ter a vontade de fazer planos e poder sonhar outra vez. Não se lembrar de brigas e do que te incomoda. Se afastar deste mundo por um tempo, sentir falta também faz bem.
Irá tirar fotos, fazer amizades para a vida toda, experimentar comidas diferentes, viver aventuras inesquecíveis e quando tiver que voltar, vai querer ficar, a partida vai doer, mas terá que voltar e a saudade irá escolher teu peito como morada.
Um lugar onde só tenha lembranças boas e não tenha vergonha do que viveu. E tudo o que viver, terá valido a pena.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sem armadura



Abre os teus armários eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços castos
Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais

Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.


Casa pré - fabricada = Los Hermanos.


Me deixa ir.
Aqui de cara limpa, peito aberto, sem palavras falsas e mais sincera do que nunca, te digo: eu preciso seguir em frente, conhecer novos lugares e pessoas que me façam pensar em outras coisas.
Tenho que virar a página, sair dessa minha prisão que é você. Experimentar aquilo que ainda não tive a curiosidade de ter.
Acontece que, depois de tudo o que passamos, eu mudei muito. Não sei se foi para pior ou melhor, mas eu me tornei meu porto seguro. Eu sou o essencial, aprendi a ser tudo para mim, ocupei o primeiro lugar.
Você me magoou tanto, me machucou de uma forma que aquela outra parte de mim morreu. E era uma parte que eu gostava tanto, me fazia tão feliz. Queria que aquela menina tão idealista voltasse outra vez. Mas ela não volta.
E desde que você se foi e voltou, aprendi a me tornar uma pessoa mais fria e vazia, mais resistente e egoísta. Encontrei consolo em algumas doses de cerveja e músicas completamente ruins. Não sei se isso é bom ou ruim, mas essa é uma parte minha que existe e nem tem como evitar. Essa parte é cheia de si, superficial, realista e só quer saber de usar pessoas. E essa parte me dá medo, porque não sou assim. Pelo menos não era.
Apenas você me conhece melhor do que ninguém. Sabe de cor os livros que mais gosto, as músicas favoritas e filmes prediletos. Para você, não preciso mentir. Ou melhor, não tenho como. Você sabe quando falo a verdade e quando estou omitindo. Eu sou um livro aberto, transparente. Só você me lê como eu sou, conhece os meus defeitos e minhas qualidades. Sabe o porquê das minhas bochechas ficarem vermelhas e o que o meu olhar inquisitivo quer dizer. Não é preciso tradução, nossos olhares se entendem e o resto, a gente deixa para a química resolver.
Sabe, tenho medo de me entregar e me envolver, de deixar meu coração frágil em tuas mãos e me ferir de novo. Porque se você se for novamente, nunca mais irei acreditar em ninguém. Muito menos no amor, que foi só por causa de você que passei a acreditar.
E tenho medo e uma insegurança, parece que elas andam juntas e fazem questão de me torturar. Uma parte de mim quer viver, se permitir deixar levar e continuar sem olhar para trás. E uma outra parte, está tão presa ao passado e sofre tanto com os possíveis “e se”. Mas ninguém vive de se, é isso o que tento me convencer. Abro os meus olhos pra não deixar a minha felicidade passar.
Só que foi com você que conheci a felicidade. Se não tivesse entrado na minha vida, não sei exatamente te responder aonde estaria agora. Podem ser tantas respostas e nenhuma delas me interessa. Você me transformou em uma daquelas pessoas que um dia, disse que nunca seria. Uma pessoa feliz, com um sorriso estampado no rosto, com roupas que disse nunca usar, ouvindo músicas que odiava e sonhando em formar uma família como naqueles comercias de margarina. E posso te confessar, você me faz uma mulher muito feliz. Why?
Porque você me ensinou a ser feliz, me ensinou a me entregar. Conheci uma vida que nunca me permiti sonhar. E quando meu coração estava sob o seu domínio, me deixou. Sozinha, distante e infeliz.
E aprendi tanto durante esse tempo. Minha vida se divide em antes e depois disso. Por uma parte, foi horrível. Eu me vi infeliz, com medo e desistindo de todos os meus sonhos, porque todos eles me lembravam você. E por outro lado, foi revigorante. Eu vivi coisas que ao seu lado não podia, aprendi a me olhar no espelho de verdade e te encarar como apenas um simples mortal. Eu duvidei de você, como podia eu amar tanto alguém, que me fazia tanto sofrer. E a dúvida, me fez ter certeza do que queria. E descobri ser você. E acima de tudo, aprendi a parar de me preocupar com o ontem e com o amanhã. Passei a dar um valor absurdo para o agora. Passei a ter uma fome incrível de viver o momento, sentir e aproveitar tudo o que tenho direito, afinal só se vive uma vez. Você acha que já não te amo como antes, se isso for verdade é apenas conseqüência dos teus erros. Tu me conhece bem e sabe o quanto sou medrosa e como estou receosa. Conhece os sentimentos que moram no meu coração.
Nós nos damos tão bem. Nossos sonhos se completam, a nossa química e sintonia vão além dos beijos. O nosso amor é mais que completo, é exato.
Ainda há o medo de me entregar por completo, sofrer de novo e ver o rosto das pessoas dizendo " - Não disse? " e às vezes penso no que daria se eu pulasse do barco agora. Só que para mim, não vale a pena cair no mar. Posso conhecer outros homens, sentir outros abraços e beijar outras bocas. Mas com todos eles, estarei pensando em você. Em como me faz sentir feliz, apaixonada, flutuando, sonhando e desejando.
Com todos os outros, não vai chegar aos pés do que senti com você. Um amor como o nosso só se vive uma vez. E eu sei que não vou encontrar ninguém como você, Deus quando te fez jogou a forma fora. Eu posso até chegar perto, mas não existe ninguém no mundo como você. E olha, que já conheci tantas pessoas antes de te ter só para mim.
Eu nunca havia amado desse jeito e o medo de te perder vai sempre existir, só espero passar por cima disso. E depois de todas essas tempestades, nossos dias são tão cheios de arco - íris, digno de pinturas em quadros. Só quero você o tanto você quer a mim. É, acho que vale a pena. Então, eu te entrego o meu coração, mas faz favor de cuidá-lo e tratá-lo bem?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Encontros e desencontros


Este conto foi escrito em 2008, fiz algumas revisões, mas preferi manter algumas coisas. É bom saber o quanto mudamos.



Caminhei ansiosa pelo apartamento.
Começara a me vestir há mais ou menos duas horas. Tantos planos que se foram feio fumaça.
Me libertei de tudo, do mundo só para estar com ele. Essa noite seria nossa, a noite dos dias dos namorados. Já namorávamos havia três anos, mas só agora, na nossa terceira data juntos é que comemoraríamos. Tudo porque meu avô faz aniversário neste dia e nessa data estava sempre com a família. Este ano seria diferente. Iríamos fazer um programa, no auge da nossa liberdade conquistada.
Em cima da hora tudo mudou. Mudaram o horário dele e ele me falou que não sabia como seria o dia dos namorados. Só um dia antes ele me avisou que talvez não rolasse.
Aquilo me desanimou, me desmontou. Eu havia feito tantos planos. Economizei uma grana, comprei seu presente, sonhei tanto com isso e para a minha primeira grande surpresa foi para os ares (ele sempre descobria as surpresas que programava, era o dom dele).
Me sentei na cadeira de balanço da sala e desabei loucamente. As lágrimas derretiam sob os meus olhos vermelhos e martelava a minha cabeça. Me sentia fracassada.
Estava pronta há uma hora e nenhuma ligação. Mandei mensagens e nem ao menos me respondeu. Ele devia estar bem, enquanto eu estava lá com raiva dele.
Fazia um frio enorme. Enrolei o pé com edredom que peguei no quarto. Meias não bastavam. Eu corri e lutei por ele - pensei- enquanto ele, nada...
Qualquer pessoa fria e calculista me olharia e diria:
-“ Trabalho é trabalho, não se pode fazer nada! ”
-“ Você tem que entender! ”
Mas ele não é casado com o seu trabalho. Foi a mim que ele escolheu não é?!
Lá fora, havia o frio e namorados nas filas das pizzarias, cinemas e teatros esbanjando seus amores. Enquanto eu esperava alguém que não chegava.
Me levantei e olhei pela janela. Ruas iluminadas e agitadas. Eu sozinha. Liguei a TV e a MTV passava a programação dos dias dos namorados. Doeu, chorei novamente sem fim.
Fui para a cozinha, na esperança de comer algo, mas não estava com fome. Minha cabeça só pensava na pizza apaixonada que não comeria esta noite. Nossa comida preferida.
Eu não iria mais ligar para ele. Orgulho é algo que gente tem e foi feito para usar. Queria ligar para alguma amiga. Podia ser a Ana que está solteira ou a Luísa que começou a namorar. Mas a vergonha me impedia, não queria que minhas amigas me tratassem como coitadinha.
Mais um dia dos namorados passando em casa e nem ao menos comemorando o aniversário do meu avô.

sábado, 1 de outubro de 2011

Um brinde à vida

"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra"


Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930
© Graña Drummond

A minha história só está começando *_* ♥



Moses - Coldplay

sábado, 24 de setembro de 2011

A princesa da Torre mais alta


Durante muito tempo fiquei presa. Até que um dia, um homem de olhos pequenos me libertou da torre mais alta – que era o lugar onde morava. Desde então, minha vida mudou.
Eu morava naquela torre, onde era impossível fugir. Eu tinha medo de sair e cair feio, pois a queda seria muito alta.
Lá era mantida refém por bruxas más e feiticeiros ruins. Era proibida de sonhar, desejar e ser quem eu sou. Nem sabia o que era liberdade, mas ela vivia nos meus pensamentos. Tudo o que eu gostava era considerado ruim e eu era a piada daquele lugar, segundo eles. Estava acostumada a ser considerada alguém que não prestava.
Eu morava com pessoas sofridas, tristes e que gostavam de acabar com a esperança na vida das pessoas. E todos os dias quando acordava e via o pôr do sol da pequena abertura da minha torre, sonhava em conhecer o mundo, ir embora dali e nunca mais voltar.
Um dia, em uma noite um tanto quente, estava sozinha na minha torre e vivia imaginando em como o mundo era. E de repente, lá fora começou a ventar muito forte, a ponto de me assustar. E quando vi, lá estava ele me encarando com seus olhos tão pequenos, mas libertadores.
Ele usava uma capa preta e uma máscara de mesma cor. Ele sorriu para mim e disse que iria me tirar dali. Ele abriu mais a abertura da minha torre e pude olhar lá fora. Havia uma floresta imensa ao meu redor, linda e de tirar o fôlego.
E eu ali, presa. Isolada do mundo, da vida e das alegrias e assim que meus olhos bateram nos deles, eu senti vontade de amar, sonhar, sorrir e viver sem pensar no depois. Eu queria me entregar por completo.
Ele se apresentou e disse seu nome e eu fiz a mesma coisa. Ele estendeu a mão e perguntou se eu gostaria de ir com ele, viver aventuras pelo mundo em busca da felicidade.
Sem pensar duas vezes, eu puxei a sua mão e aceitei. Nossos olhos se encontraram e rimos. Ele me abraçou e disse que estava muito tempo me procurando.
“– É um alívio te encontrar”.
Emocionada, sorri. Ele me olhou no fundo dos olhos e me beijou. Uma sensação completamente infinita irradiou de mim.
“– Vamos?”
“– É claro, eu não via à hora disso acontecer.”
Então partimos. Agora eu estava livre para conhecer o mundo. Todas as suas belezas e feiúras. Agora eu podia desfrutar dos sonhos, da vida, do amor, das alegrias sem ninguém para me atrapalhar. A noite estava linda e se ser livre era sentir essa intensa sensação de felicidade, eu vou querer ser assim para sempre.


Autoria: Juliana Dee Skwara


- Para ler ouvindo:

Stop Me (International Version) do Mark Ronson, música ORIGINAL do The Smiths.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

What You Want

Por Evanescence







O que você quiser

Faça o que, o que você quiser
Se você tiver um sonho
Faça o que, o que você quiser
Até não querer mais (lembre-se de quem você é)

Faça o que, o que você quiser
O seu mundo está desabando sobre você (ainda não acabou)
Levante-se e encare o desconhecido
Você tem que lembrar quem você realmente é

Todo coração
Nas minhas mãos
São como um pálido reflexo

Olá, olá, lembra de mim?
Sou tudo que você não pode controlar
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de acreditar
Que podemos nos libertar

Faça o que, o que você quiser
Você não precisa desistir da sua vida (ainda não acabou)
Faça o que, o que você quiser
Até encontrar o que procura
(você deve lembrar quem você realmente é)

Mas toda hora
Que passa
Grita dizendo que eu fracassei

Olá, olá, lembra de mim?
Sou tudo que você não pode controlar
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de acreditar

Olá, olá, lembra de mim?
Sou tudo que você não pode controlar
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de acreditar

Ainda há tempo
Feche os olhos
Só o amor pode guiá-lo para casa
Derrube as paredes e liberte as nossas almas
Até cairmos, para sempre iremos...
Cair, cair, cair, cair

Olá, olá, sou só eu
Contaminando tudo que você ama
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de acreditar

Olá, olá, lembra de mim?
Sou tudo que você não pode controlar
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de aprender a perdoar

Olá, olá, lembra de mim?
Sou tudo que você não pode controlar
Em algum lugar além da dor
Deve haver uma forma de acreditar
Que podemos nos libertar

Lembre-se de quem você realmente é
Faça o que, o que você quiser




Sabe quando você procura uma música que traduza o que você sente, sonha, busca e que vive dentro de você e não consegue se expressar? Eu descobri essa nova música do Evanescence que é uma das minhas bandas preferidas desde sempre e me emocionou bastante. Talvez seja por conta do período que estou passando, de retomar tudo aquilo que deixei de acreditar. O que posso dizer é que a letra dessa música foi um tapa na minha cara. O novo cd do Evan está absurdamente perfeito e me arrisco a dizer que é o melhor. O clip, como visto, também ficou muito bom. Espero que essa música toque vocês, como me tocou. Fazia tempos que não tinha esse sensação gostosa dentro do peito ao ouvir uma canção. E posso dizer que não sou mais a mesma depois disso.
Apreciem, enlouqueçam, sonhem e sejam!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

Semana Que Vem

Por Pitty




- Essa é uma das minhas músicas favoritas e diz tanta coisa sobre mim. Me acompanha desde pirralha e traduz bem o estilo de vida que levo. Sou Pittymaníaca e sinto muita falta daquela época. Eu era mais resistente nas minhas quedas e tinha mais garra em meus sonhos. Eu preciso continuar a seguir e acreditar naquilo que tanto quero ♥


Obrigada Pitty por ajudar a encontrar o meu caminho. Eu te amo, minha diva!






Amanhã eu vou revelar
Depois eu penso em aprender
Daqui a uns dias eu vou dizer
O que me faz querer gritar

No mês que vem tudo vai melhorar
Só mais alguns anos e o mundo vai mudar
Ainda temos tempo até tudo explodir
Quem sabe quanto vai durar

Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar
Pra depois, o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar

A partir de amanhã eu vou discutir
Da próxima vez eu vou questionar
Na segunda eu começo a agir
Só mais duas horas pra eu decidir

Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar
Pra depois, o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar

Esse pode ser o último dia de nossas vidas
última chance de fazer tudo ter valido a pena
Diga sempre tudo que precisa dizer
Arrisque mais, pra não se arrepender
Nós não temos todo o tempo do mundo
E esse mundo já faz muito tempo
O futuro é o presente e o presente já passou
O futuro é o presente e o presente já passou

Nada pra depois, não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar
Pra depois, o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar
Nada pra depois, não deixe o tempo passar,
Não deixe nada pra semana que vem,
Porque semana que vem pode nem chegar
Pra depois o tempo passar,
Não deixe nada pra semana que vem,
Porque semana que vem pode nem chegar!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Eternamente


Ela agora estava sozinha.
Já tinham se passado muitos meses desde que se tornou tão só. Só de lembrar sentia uma dor aguda dentro do peito.
Tentava ignorar tudo ao seu redor, mas não tinha como. Nada seria como antes. A vida não tinha o mesmo sentido para ela agora. Olhava o pôr do sol, casais sorrindo e sentia inveja. Se isolava do mundo ao observar situações de felicidade.
As pessoas lhe olhavam com pena, como se quisessem pegá-la no colo e acalentá-la. Era tudo o que queria, e por mais que sofresse não dava o braço a torcer.
Só que faltavam sorrisos e não estava enganando ninguém. Agora ela era imensamente infeliz.
Antes fosse um término de namoro ou uma nota baixa. Só que isso não tinha volta, era irreversível.
Lá se foram seis meses que ele havia partido, e dito que retornaria. Nunca se sentiu tão sozinha, pois tinha a sensação de que ele era o único que a conhecia melhor que ninguém. Ele sabia quando estava feliz, quando estava mentindo, quem era seus ídolos preferidos e comida que lhe agradava mais. Ela não precisava dizer nada na frente dele, pois ele conseguia decifrá-la. Tantos os seus defeitos quanto as suas qualidades, ele sabia de có.
E ela sentia muita falta dele, por inteiro. Desde o sorriso, o olhar, a voz, o cheiro e o toque da mão dele na dela. Ela dava tudo no mundo para senti-lo por apenas cinco minutos.
E já fazia muito tempo em que ele partira sem dizer adeus. Ela o esperou e ele nunca mais voltou.
Justamente agora que ele havia encontrado uma oferta de emprego melhor e depois de tanto tempo juntos podiam pensar em casamento.
Seus pais lhe colocaram na terapia. Todo dia, o terapeuta perguntava : “- Como se sente?”
E ela não respondia, por que o que iria responder?
Ela era jovem, feliz, tinha tudo pela frente. Sonhos e planos. Então um belo dia, seu namorado com quem estava marcando casamento morreu em um acidente de carro. Como acha que ela se sentia?
A dor era a sua mais nova melhor amiga. Suas amigas lhe faziam companhia, mas era como se ninguém estivesse ao seu lado. Não ouvia, não falava e quase não comia.
Ela ia aos lugares que eles iam e a noite esperava ele chegar. Acreditava de que alguma forma, pelo outro lado, ele poderia dar boa noite.
Era estranho, por mais que tentasse aceitar a morte dele, não conseguia. Ela vivia como se ele estivesse longe, não se comunicasse e fosse voltar. Indiretamente todos os dias esperava. Ligava para o celular dele e olhava as fotos. Ela sentia como se fosse dele e o amaria eternamente. Era uma viúva.
E ela se olhava no espelho, mas não via nada. Porque na realidade, ela também tinha morrido para a vida.
E vivia um dia após o outro de forma mecânica como um robô. Ela havia perdido a sensibilidade da vida. Pobre menina, tão jovem e tão cheia de dores da vida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu



Por Pato Fu


Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Quando acontece um grande amor
assim como você e eu
o tempo passa por nós dois
não lembro o que aconteceu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Mas nem por isso vou ficar
a questionar os erros meus
Você precisa procurar
Achar o que você perdeu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim



- É uma música que tem me inspirado para escrever meus livros e além disso, passa a mensagem de algo que sempre quis. Alguém pra dividir tudo o que eu sou. Espero que gostem, pois esta música tem rendido muitos capítulos e novidades que espero poder compartilhar futuramente com vocês!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amor de carnaval


Um conto baseado em uma história real


Fevereiro, o mês dos amores e dos desencontros entre namorados. Parecia o momento perfeito, não para ela que não curtia este tipo de diversão. Preferia os shows de rock, à noite e bebidas alcoólicas com seus amigos.
Foi de má vontade e forçada, só tinha quinze anos e toda a sua família iria viajar para fora do Rio. Havia combinado de viajar com uma amiga para poder ter alguém com quem sair e conversar – ela sabia como seria enlouquecedor aquele carnaval - mas a sua amiga desmarcou uma hora antes de viajarem. Enfurecida, desligou o celular para não falar com a tal "mui amiga". Seu humor estava péssimo.
Para a sua família, ela era a ovelha negra desgarrada e anti - social. Então não ligava muito do que pensavam dela. A opinião dos outros nunca lhe afetou.
Só que na realidade não era nada disso. No fundo ela era apenas uma menina quase mulher que queria conhecer o mundo e só estava meio perdida.
Ela só queria curtir a noite com os seus amigos e desejava que fossem momentos inesquecíveis. Também queria alguém para compartilhar a beleza daqueles dias e amenizar a solidão daquelas noites.
Durante a viagem, sua família enchendo o saco como sempre, cantando músicas sem noção. Enquanto ela ouvia Pearl Jam bem alto em seu fone.
Ela via árvores e campos, mas nada da cidade chegar.
Até que chegou. Ela era o oposto aquilo tudo. A cidade era ensolarada, alegre e contagiante. Um verdadeiro paraíso particular. Ela era sombria, calada e odiava ser do tipo “oba oba”.
Chegaram na casa na vila em que passariam as férias e ao descer do carro, alguma coisa mudou.
Estava cheio, fazia sol e as pessoas desfilavam por aí em um dia lindo como aquele. Ela usava um vestido preto e fazia questão de não parecer muito simpática.
Foi ajudar seu pai com as malas e notou que todos olhavam para ela. Inclusive, um cara. Ele a encarava. Muito. Ele era o oposto dela: tipo bonitão, sarado, moreno, sorridente, feliz e confortável. “Idiota”, ela pensou ao passar por ele.
Muitos dias se passaram, ela ia emburrada para a praia, parques de diversões e restaurantes. Às vezes ficava trancafiada quando não queria encarar um trio elétrico tocando axé ou então andava sozinha pela praia com Smiths no seu fone.
Um dia voltou mais cedo para a vila e encontrou uma menina sentada na praça. Usava uma blusa rosa e pulseiras como a dela. Ela se sentou e as duas ficaram se encarando um tempo, procurando motivos e coisas para conversar. Até que a outra se apresentou e uma amizade nasceu entre elas. Tinham tanto em comum, ídolos, músicas, filmes e personalidade. Esta lhe apresentou outros, inclusive ele. De quem mantinha distância.
Conversa vai, conversa vem. Muitas coisas ditas. O início de uma amizade entre eles. Eram cinco caras e duas mulheres, uma florzinha, outra com ares de Lara Croft.
Eram risadas, sorvetes, Pitty, System Of a Down, Linkin Park, Cigarros, madrugada, fugida de carros e olhares.
Até que um dia, ela percebeu que ele a olhou diferente. Viu algo nos olhos deles que não soube descrever. Sentiu medo, mas também teve uma sensação muito boa. De aconchego, amor e desejo. E ela sabia que ele também sentia.
Ele sorriu para ela e ela não tinha como não retribuir.
Alguns dias se passaram, as saídas dele para outros lugares a incomodava. E ela nada dizia. Até que um dia, depois de uma longa partida de War, só sobraram os dois. Não deixou de reparar a ironia. Foram deixados sozinhos pelos seus amigos.
Começaram a conversar e o entrosamento era evidente. Os dois nervosos, super atrapalhados e mal sabiam o que fazer. Quando menos pensaram, se beijaram. Um sorriso veio no final.
E foram muitos dias assim. Ela sorria de um jeito que nunca sorriu, conheceu sentimentos e sensações que nunca havia sentido. Gozou da liberdade de uma vida sem frescura.
Era um novo eu que ela tinha encontrado. Talvez não novo, apenas desconhecido.
E com o novo eu dele, se encaixava perfeitamente. Ambos eram de aquário, ele um dia e um ano antes dela. Riram da tremenda coincidência.
Ao lado dele, ela foi muito feliz. E não tinham vergonha alguma de expor o que sentiam um pelo outro na frente de outras pessoas.
Até que as férias acabaram. Eles se despediram e sentiram vontade de falar algo.
“– Fica vai” ou então” – Quando a gente vai se encontrar de novo?”. Só que não disseram.
Dois corações partidos ficaram. Um até logo que significava nunca mais. Nenhum dos dois sabia exatamente o porquê, mas aconteceu.
Ela voltou, era outra pessoa. Ele também. Nunca mais se viram, se esbarraram ou procuraram um ao outro. Foi um daqueles amores de verão que só o carnaval pode proporcionar.
Só que os dois sabem muito bem que aquilo foi uma experiência muito maior que aconteceu para mudar a vida de cada um deles. Eles precisavam se redescobrir e foi através de um com o outro que isso aconteceu.

sábado, 27 de agosto de 2011

Terra das Maravilhas

- Quero sair dessa cidade. Ir para um lugar mais calmo, menos barulhento e mais ensolarado. Ir para um lugar que me aceite como sou e onde possa ser chamada por um codinome, que eu invente se cansar do meu nome. Não há mais nada que me atraia aqui.
Quero ir para a estrada, dirigir sem destino, sentir o vento tocar o meu rosto e ficar maravilhada com a paisagem que passa por mim.
Queria um lugar onde as únicas estações que existam são o verão, outono e a primavera. Quero um lugar onde possa ser verão o ano inteiro e possa andar de pés descalços. Onde possa tomar vários cappuccinos e ler livros sem ter que olhar o relógio.
Quero ir para um lugar onde usar all star, moletom e ter o rosto amarrotado às oito horas da manhã seja considerado sexy. Um lugar onde os homens priorizem mulheres com conteúdo e sejam verdadeiros príncipes para elas.
Quero ir para um lugar onde meus ídolos sejam incríveis e que sejam populares por lá
Desejo um lugar onde seja proibido falar mal dos The Smiths, minha banda favorita e no lanche das cinco seja servido cupcake. Um lugar onde ser fã de rock dos anos oitenta é incrível e que todos que morem por lá me achem estilosa por gostar de moda vintage tipo dos anos cinqüenta e sessenta. Quero um lugar onde seja sempre sexta e sábado, onde não existam domingos e segundas. Um lugar onde possamos ser livres e discutir sobre vida acadêmica. Um lugar que não exista violência, inveja, impunidade, doença, tristeza, depressão, mortes, ataques terroristas, corrupção e impunidade.
Quero um lugar onde o amor more e usar rosa não seja visto como brega. Onde Harry Potter, Pequeno príncipe e Alice nos País das maravilhas seja obrigatório a leitura para todas as crianças. Quero ir para um lugar onde ser fofo não signifique ser otário, ridículo ou piegas.
Um lugar onde as pessoas se amem de verdade e onde os casais de namorados curtam pôr do sol. Um lugar onde tenha a praia mais linda e as pessoas mais bonitas. Um lugar onde todos se respeitem e não exista a idéia de um passar por cima do outro.
Um lugar onde não exista preconceito e liberdade musical e literária seja respeitada. Um lugar onde os sonhos se transformem em realidade, um lugar onde seremos felizes.
É, procuro um lugar assim para mim.







quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Wherever.

" Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem"

Caio Fernando Abreu, divo


Eu queria poder olhar para trás sem medo, sem ressentimento, sem sentir o meu coração ficar menor. Só que continuarei caminhando com todos esses sentimentos ao meu redor. Aconteceram coisas comigo que me fizeram mudar muito. Uma parte de mim disse adeus e sei que nunca mais voltar. Um novo eu se instalou disposto a ficar.
Estou aprendendo aos poucos como um bebê que aprende a andar a perdoar.
Aprender a perdoar é um caminho difícil e às vezes cruel. Para isso, é necessário amadurecer. Só que a estrada para o amadurecimento nem sempre é fácil e convidativa.
Às vezes para amadurecer, passamos por situações desconfortáveis, somos humilhados, sofremos, caímos, levantamos e recomeçamos. Em alguns casos, temos que aprender na marra.
Quantas vezes isso aconteceu em um relacionamento? Com amigos, família, trabalho e professores? São várias as vezes que nos deparamos com situações que não nos fazem bem, mas transitamos para sairmos fortalecidos.
Para perdoar é preciso jogar fora várias coisas que nos fazem mal e não nos acrescenta como o ódio, a raiva, o rancor, a tristeza e a inveja. É preciso reaprender a confiar, ser aberta a novas situações, não ter medo de se jogar e não julgar. Muitas vezes, as pessoas falam como se perdoar fosse algo muito fácil de fazer. Como se de um dia para o outro, se perdoasse alguém.
Dizem que perdoar alivia, mas quem disse que esquecemos? Podemos perdoar, mas isso não significa que iremos esquecer. Não esquecemos tão fácil uma decepção.
Eu que sou uma pessoa muito orgulhosa, do tipo que não consegue passar por cima de certas coisas - como se estivesse em uma estrada andando, uma pedra estivesse em meu caminho e não conseguisse desviar – sei bem como é isso. Sou do tipo que não esquece o que aconteceu e vive com aquela lembrança como um órgão que pertence ao meu corpo.
E para alguém como eu, para perdoar é necessário dar um passo de cada vez, bem devagar. Casa passo bem estudado e cada conquistada comemorada. Tenho que admitir os meus erros também, o que parece mais impossível ainda, como disse anteriormente o orgulho é um dos meus maiores defeitos. Só que orgulho não é bom, não faz bem, atrasa e só piora o relacionamento entre as pessoas. Então, é preciso desapegar.
O medo sempre vai existir, a insegurança também. Uma vez que um parece ser o melhor amigo do outro, mas cabe a nós saber lidar com esses sentimentos e passar por cima deles com classe e atitude.
Se queremos evoluir, temos que deixar para trás tudo o que nos atrasa. O que nos retém e não faz bem. Chega uma hora em que é preciso escolher que caminho percorrer - porque por mais que se decepcione - isso não significa que deverá mudar seu caráter por isso. Ao contrário, isso é só uma prova para nos mostrar o quanto devemos nos fortalecer e sair dessa com um escudo, o maior e melhor a prova de balas.
Eu sou o tipo de pessoa que dá mais uma chance, mas se vejo que será desperdiçada, prefiro me recolher e esquecer tudo o que infelizmente tive de presenciar. Também sou do tipo que já espero determinadas ações vindas de determinadas pessoas, nem é porque quero vê-la errar, mas prefiro já estar preparada para não me decepcionar.
Ver alguém em que tanto confiou e acreditou lhe machucar sem pensar duas vezes é dolorido demais e quando isso acontece, não importa que o que ela tenha feito tenha sido pequeno ou uma barbaridade. O histórico dela vai ficar sujo para sempre, não adianta mudar ou fazer promessas. Nada mais será igual como antes.
Falo isso como alguém que já se machucou muito com amigos, família e amores. Nada é certo nessa vida, mas temos que saber escolher o que realmente queremos. Assumir todo o pacote de dor de cabeça que vem junto e continuar.
Além do mais, sou muito desconfiada. Por mais que diga que acredite, meus pés estarão lá atrás esperando o próximo erro a ser cometido. Acho que seja talvez, apenas uma questão de preservação. De mim, dos meus sentimentos e de todas as conseqüências que tudo pode ter.
Sei que posso parecer bobinha e certinha, mas fiz a minha escolha. Espero não entrar novamente em um círculo vicioso, pois quem erra corre o risco de cometer o mesmo erro mais de uma vez e reviver a situação mais de uma vez. Acredito que quando se erra, aprende e não se comete mais o erro. A dor pode ser uma grande escola.
Deus nos deu livre arbítrio e fiz a minha escolha. Quero ser feliz, colher o bem e sem desrespeitar o limite do próximo. Você tem o poder de escolher, mas tem que assumir o peso da responsabilidade.
Espero que compreendam, no mundo em que vivemos acredito que o perdão é algo essencial e achei interessante abordá-lo, já que é algo com que convivemos diariamente. Fui sincera o máximo que pude e espero que este texto lhe ajude aonde estiver e com quem estiver.