sábado, 8 de janeiro de 2011

Vendidos do sistema

Shakira, a roqueira que se rendeu ao pop



Pitty, traidora do sistema





Avril, de acordo com os fãs mais radicais: Rocker que virou patty.




Estou prestes a completar vinte e um anos e estou longe de ser a mesma coisa que era cinco anos atrás. Não tenho medo nem receio em assumir isso. É apenas um fato. Quando envelhecemos, enxergamos as coisas de outro modo. Faz parte do amadurecimento, da compreensão de novas idéias e do novo mundo ao redor.
Eu não sou a mesma. Não me sinto culpada nem um pouco de ter mudado. Foi uma necessidade e estou feliz desse jeito. Estou apenas buscando a minha felicidade e não escondo de ninguém o que já fui. Aquela parte vai viver sempre em mim. A verdade é que ando aprendendo um bocado ultimamente.
Mas para algumas pessoas, eu me vendi. Me deixei me levar pelo sistema que é obsessivo e auto destrutível. Essas pessoas são cegas, pois não enxergam que tudo partiu de mim mesma.
Então, o que seria ser “vendidos pelo sistema”?
Percebi analisando livros, séries, artistas e etc que é tudo aquilo que passa a ser exposto demais e se contradiz.
Mas alguém é culpado, quando alguma opinião foge de seu controle?
De acordo com todas essas pessoas: eu, crepúsculo, shakira, avril Lavigne e Pitty temos muito em comum. Para todas essas pessoas, nós nos vendemos ao sistema. Eu não sou mais a pessoa revoltada, ouço pop e me visto que nem boneca. Crepúsculo virou modinha e é Best seller. Avril Lavigne passou a ser emo, meio Patty e atingiu um público completamente diferente de sua antiga platéia. Pitty não é mais aquela roqueira revoltada e escreve músicas emocionantes e meio emotivas. Já Shakira é uma ex diva rock que se aliou ao pop, o que para muitos abandonou suas raízes.
Todas essas pessoas estão completamente enganadas. Por fora posso ser uma boneca, mas ainda ouço rock pesado. A forma como me visto ou me comporto, não define o meu gosto musical, nem nada do tipo. Crepúsculo virou um livro e filme popular, mas não tem culpa se tomou essa proporção. Isso só confirma o sucesso da série devido a sua credibilidade e valor. Pitty se tornou um artista mais sensível, porque isso faz parte da vida. Como ela mesmo disse, uma vez ao Jornal O Globo, “ninguém pode passar a vida sendo a mesma coisa anos após anos”. Avril amadureceu, cresceu e se tornou mulher com M maiúsculo e está feliz desse jeito. Ela não rejeita o rock e só adicionou mais fãs a sua carreira, o que todo artista deveria buscar a fazer. “Já a minha Shakira, como ela mesma disse em seu DVD “Live & off records”: ela ama rock’n roll mais do que qualquer estilo, só que o Deus pop é um pai flexível, que não exige muitas coisas” – palavras dela. E quando vi o documentário do seu DVD, parecia que estava me vendo no espelho. Shak pensa do mesmo modo que eu e não tenho medo de ser assim tão “livre”. Ela pode fazer dança do ventre, cantar pop e ser mulherzinha; mas por dentro ela é ainda aquela roqueira de cabelos enormes pretos que canta “Estoy aqui”.
Então, se é assim que essas pessoas nos olham? Fazer o que. Nós não temos controle da opinião dos outros. Sinceramente não to nem aí. Descobri que não há necessidade de ser tão radical para esse tipo de coisa. É necessário sim ser radical com algumas questões, como a violência que assola esse mundo, a poluição que toma conta do meio ambiente, de crianças que não possuem acesso a escola, as drogas que se apossam das pessoas cada vez mais, da inveja descontrolada, de coisas ruins, da corrupção, da fome, da AIDS, do câncer, do sistema de saúde público brasileiro e do sistema educacional brasileiro, das favelas, das UPPS, das escolas públicas e tantas outras coisas mais. Quero estar atenta a isso, quero combater isso. Quero ser radical com isso. E se tiver condições irei lutar até o fim. Porque quero me sentir útil, quero que o meu país sinta orgulho de mim.
Não quero perder o meu tempo, dizendo quem é roqueiro ou não. Cansei disso, ou melhor, cresci.

4 comentários:

  1. Olá queria parabenizar você pelo blog e pedir que visita se o meu simples blog: informativofolhetimcultural.blogspot.com será uma honra ter a visita tua lá. Espero que goste...
    Ass: Magno Oliveira
    Folhetim Cultural

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  2. Olá Juliana. Primeiramente gostaria de lhe desejar um feliz 2011, repleto de realizações, felicidade, paz, amor e muito sucesso. Que você realize todos seus sonhos.
    Quanto ao post, concordo plenamente com você. Há muitas pessoas que julgam os outros, que falam que o sistema os corrompeu, mas é tudo bobagem, isso é apenas fruto de mentes fechadas demais para entender que mudar é evoluir.

    Um beijo Ju,
    e parabéns pelo blog que continua sempre lindo e com ótimos textos.

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  3. É verdade que quando crescemos, passamos a ver o mundo de um novo modo, ou passamos a enxergar de verdade algumas coisas.
    Mas, infelizmente, esse é o mundo. Não dá pra dizer que você é anticapitalista, anti tudo o que temos aqui, mas na verdade, acabamos enrolados com a moda, mesmo se for de algum magazine, precisamos de comida, casa, hospital...
    Como é dificil ver isso, não?

    Concordo com você, quando diz que temos que mudar para evoluir.

    Beijos,
    Vanessa Sagossi
    comentandoofilme.blogspot.com

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  4. Nossa, falou tudo hein! odeio essa pessoas pseudo intelectuais que vem com esse papinho de se vendeu ao sistema.. sério... cm vc falou aí, com a idade nós mudamos mesmo, pq começamos a ter mais maturidade e enxergar oq realmente é importante e o que é bobeira de adolescente. Mudei MUITO, e sei que vou continuar mudando, não só de aparências, mas cm de opinião... faz parte da vida.. xD
    bjussss

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