domingo, 3 de julho de 2011

Havia uma pedra no meio do caminho...

As pessoas que me acompanham aqui no blog devem estar sentindo a minha falta e eu também sinto falta de vocês. Estive afastada porque continuo trabalhando enquanto estudo. Então devem imaginar como é difícil carregar as duas coisas. É quase impossível. Meu dia começa de Madureira indo ao Fundão, para depois ir ao Centro da cidade e terminar na minha terra. Passo mais tempo do meu dia no ônibus do que em qualquer outro lugar.
Sem dúvidas, este segundo período foi completamente diferente do primeiro que carreguei sobrecarregada e fui me arrastando até o último dia. Neste, talvez a experiência tenha falado mais alto. Mesmo que o nível de dificuldade esteja aumentando, consegui me sair bem melhor do que como caloura. Estudei no ônibus, pude aproveitar um pouco mais a minha vida (só um pouco) e colei muito.
Troquei de amigos na faculdade e me diverti muito mais do que quando cheguei. Isso pode ter acontecido, porque só agora finalmente me sinto livre com letras maiúsculas e garrafais.
Já no trabalho, a situação é trágica. Eu como já disse anteriormente, trabalho como operadora de telemarketing. Sei que você deve estar se revirando e fazendo cara feia para mim aí da sua cadeira. Só que foi com esse emprego que sustentei a mim, meus livros e as apostilas da faculdade. Foi com ele que aprendi a ter responsabilidade e independência. Mal ou bem, foi este emprego de escravo que me sustentou durante todo esse tempo.
Mas cheguei a um ponto que não agüento mais. Ganho mal, trabalho muito e o emprego não me traz nenhuma melhora profissionalmente. Ou seja, lá dentro não irei crescer. Este é o tipo de emprego que alguém procura para trabalhar durante pouco tempo e não para sempre.
E eu me sinto esgotada, a desorganização é enorme e os meus colegas de trabalho são pessoas acomodadas que não sentem necessidade ou tem medo de crescer na vida.
Eu sou uma das poucas que quer sair de lá para poder enfim conseguir realizar as minhas metas.
E às vezes parece tão difícil! Já expliquei aqui o quanto quero escrever o meu livro, mas preciso de um trabalho de pesquisa bem pesado. Não quero escrever de qualquer jeito, quero me firmar em uma linha científica para respeitar a natureza da minha história.
Eu ainda não desisti, fiz planos e vivo de sonhos. Talvez eu esteja mais perto do que quero, ainda é muito cedo para falar, mas acho que as minhas tão sonhadas férias virão e com elas também virá a tão sonhada viagem que quero fazer para o meu “paraíso particular” onde enfim vou poder cumprir o que eu tanto quero.
Sei que é clichê viver de sonhos e esperanças, mas é isso que me move. Eu tenho fome de sonhos e não desisto fácil assim. Foda-se se ou outros tem inveja de mim, foda-se se ninguém acredita em mim.
Eu acredito em mim, eu sei o que quero e sei aonde quero chegar. E eu sei que vocês ainda vão ouvir muito falar de mim. Isso tudo é uma questão de começos.
E quando eu não aparecer por aqui, me encontre em www.twitter.com/@juxrok.

2 comentários:

  1. ah, eu acho muito legal sonhar ow... pena me dá quem não tem sonho, vive como um robozinho ne...
    eu tbm tenho muitos sonhos.. às vezes n consigo realizar nem metade... mas outras vezes muita coisa da certo.. e assim vou sonhando kd vez mais....
    faz mt bem vc.. ^^
    bjusss

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  2. Minha querida Juliana...
    Eu sinto sua falta aqui. Também estou um pouco ausente do blog, mas sinto sua falta, por isso estou te seguindo no blog a partir de agora, para ter um pouquinho mais de notícias suas, rs.
    Sobre a dificuldade do trabalho... Eu nem imagino, sinceramente, e espero que você encontre algo melhor, que te faça bem, que permita a você um pouco mais de tempo e descanso... Sei que não é fácil conseguir, mas a esperança não pode ser esquecida, não é?

    Seja forte! Um abraço e um sorriso.

    Dani.

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