sábado, 6 de agosto de 2011

O Fim

"Aprende que o tempo não é algo que possa voltar pra trás. Portanto plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que lhe tragam flores."


(Shakespeare)


É, foi bom enquanto durou! Já se passou um mês desde que fui demitida do meu trabalho de telemarketing. Sem ressentimento, sem dor, sem traumas. Ao contrário, com alívio sinto que uma nova fase da minha vida começa.
Não sei o que virá pela frente, mas foi melhor assim. Eu já estava farta dessa vida de carregar as duas coisas (faculdade pública + trabalho escravo) sem fôlego algum. Sentia que precisava descansar, ver meus amigos, escrever, ler, desenhar, estudar, namorar, estar com a minha família e conhecer outros lugares.
Fiquei por lá durante um ano e meio. Sentia a vida passar rapidamente, sem ao menos aproveitar nada. Eu me sentia incomodada quando via amigos meus que já tinham se livrado do tal emprego em boas condições.
Não me arrependo de nada. Ter ido trabalhar foi bom, porque não fiquei á toa, aprendi a me virar, amadureci, aprendi muita coisa além de ter ganho uma grana legal.
Telemarketing está longe de ser um ótimo emprego. É um emprego escravo, no qual você se sacrifica muito por pouca coisa. Eu sentia falta de viver e sentia que me sacrificava por porra nenhuma. Foi aí que não vi mais sentido algum e quando começou a atrapalhar na faculdade percebi que era hora de correr dali. Precisava crescer e ali dentro, não tinha oportunidade.
Nesse ramo, eles visam lucro e por mais que você seja o melhor operador, só por faltas e atrasos você perde todo o seu rendimento. Não indico como emprego para ninguém, mas para quem quer aprender, talvez como primeiro emprego vela a pena.
Depois dali passei a dar um puta valor para as pessoas, minha liberdade e a educação com o próximo. Fui muito xingada, maltratada e mal recebida. Por mais que seja profissional, tinha dias que não estava bem e era complicado não levar para o lado pessoal.
Lá, eles não motivavam seus funcionários e faziam de tudo para ferrar com a gente. No fim das contas: fiz poucos e bons amigos. A maioria tinha interesse ou inveja, porque era novinha, a mascote e tinha um futuro promissor na faculdade pública e eles não. Só que essa sou eu e não sinto nem um pouco se isso incomodavam a eles.
Mesmo sendo difícil foi uma experiência que valeu a pena pela bagagem, pelo amadurecimento e aprendi lá o tipo de profissional que NÃO pretendo ser. Realmente foi uma experiência muito intensa.
Ônibus cheio, inveja, papos interessantes, papo maluco, samba, amor, centro da cidade, carnaval. Vou sentir falta de algumas coisas.
Quando recebi a notícia, saí de lá chorando feito bebê, principalmente porque conheci pessoas tão interessantes nas últimas semanas e que quase me fizeram mudar de idéia.
Agora começa uma nova fase. Adeus ATENTO, adeus COMPRA FÁCIL. Sim, eu trabalhava terceirizada no atendimento do Compra Fácil. E nunca, comprem por lá. Okay?
Bem, nunca vou me esquecer da tarde de sábado com nossos lanches maravilhosos, conselhos tão preciosos, histórias de vida e pessoas que amo: Pâmella, Fernando, Gabriella, Eduardo, Fábio, Dirceu, Sílvia, Irene, Adriana, Bya, Bruno, Amanda, Wilson, João, Bê, Priscilla’s, Leandro, Thábata, Luís Vallim, Luana, Raphiusky, Rafael, Edileuza, Letícia, Jô, Natasha, Bruna, Vítor, Bob, Alzira, Juuuuuuuu , Leo, Patrícias, Lorenas, Jocilene, Gleyciane, Lílian, Tati, Tay e tantas outras pessoas que fizeram valer a pena. Obrigada pelos ensinamentos e agora começa uma nova era. Assim eu espero RS.
Enquanto isso, o Momento Lala volta a todo vapor. O que posso dizer é que em posts futuros vocês verão novos textos, crônicas, contos, tudo o que a literatura pode proporcionar. Espero que gostem e não estranhem, mas quero muito que conheço uma nova Juliana que ainda não tive a oportunidade de apresentá-los. Garanto que não irei desapontá-los.
E agora nas férias vou vivendo, me divertindo, amando, vendo filmes, lendo, escrevendo, observando. Tudo o que tenho direto para ser feliz *_*

Nenhum comentário:

Postar um comentário