sábado, 18 de junho de 2011

Eu + o outro

As pessoas nunca são completas. Sempre temos a sensação de que falta algo.
Muitas vezes essa lacuna pode ser preenchida com o que somos ou com o que queremos ser.
Não existe felicidade. A vida não é um mar de rosas e não existem pessoas perfeitas. Existem momentos felizes, isso é o máximo que podemos chegar perto.
Durante a aula de Teoria Literária II, a professora Flávia Tricoli destacou o fato de que às vezes o ser humano tenta ser o que o outro deseja que sejamos.
E eu sei bem o que é isso. Eu passei a vida inteira tentando ser o que a minha família queria, o que meus amigos desejavam e o que os meus exs sonhavam.
Até que um dia percebi que não poderia ser o que o outro queria.
Eu descobri que queria ser quem eu quisesse. Queria me bastar do jeito que eu era. Foi uma decisão tomada meio tarde, porém feita.
Não posso fazer nada se não agrado aos outros. Eu sou feliz dessa forma: eu sou aquariana, loirinha, olhos verdes, universitária de Letras da UFRJ, trabalho como operadora de telemarketing, amo literatura comercial, deixei de ser roqueira e virei uma patricinha de mão cheia.
E falamos na aula também que quando alguém quer tanto ser o que o outro quer – ao passar do limite- corre o risco de se tornar esquizofrênico.
Aquela eterna obsessão de ser o desejo do outro.
E eu prefiro ser do meu jeito: saudável e feliz. Como eu quero.


* Texto baseado no conto “A imitação da Rosa” de Clarice Lispector que pertence ao livro Laços de Família.

domingo, 12 de junho de 2011

Acreditar

Eu sempre fui uma pessoa muito sonhadora. Há pessoas que me criticam e falam mal de mim por isso. Honestamente não ligo.
Aprendi que os sonhos podem não ser tudo, mas quando se sonha se tem força de vontade, fé, auto-estima e independência muito grande para conseguir o que se quer.
É claro que também temos que lutar, fazer propaganda e estudar, mas os sonhos em si já são o começo. Eu não tenho medo de fracassos, isso é algo muito comum no dia a dia.
Sei que às vezes algo se põe muito distante da nossa realidade, mas com trabalho e perseverança a gente consegue.
Eu lutei muito para conseguir entrar na faculdade e estudar o que queria. Agora, não irei descansar enquanto não terminar de escrever o meu livro. Para isso, estou estudando muito e lendo livros de todos os tipos para me ajudar a aperfeiçoar. Como dizem meus professores da UFRJ, um bom escritor é um bom leitor.
Mesmo que nada dê certo, valeu a pena ter vivido isso. Pelo menos, vou tentar. Quero ter uma história para contar quando for bem velhinha.
Não sei por que, mas algo me diz que estou no caminho certo. A estrada vai ser longa, terá algumas pedras no caminho, mas nada que me faça desistir.
Aprendi a ser dura na queda, a não ligar para críticas e não ouvir gente invejosa e ferrada na vida. Isso é lutar.
Todo esse texto foi escrito só com um objetivo: acredite em você e lembre-se para Deus nada é impossível.

sábado, 11 de junho de 2011

"A casa vazia"

O que fazer quando se procura alguém e ele não está mais lá?
É quando o tempo passa, a vida muda e perdemos a inocência de que seremos para sempre felizes.
Não ver ninguém que fez parte do seu passado, sentir o vazio, os móveis fantasmas, as lembranças que nunca serão esquecidas e sobreviverão na memória e a dor de ter perdido alguém que se foi e nunca mais voltará.
O que é se sentir sozinho?
Saber que nunca mais ouvirá o som da sua voz, a gargalhada e as broncas. É tão estranho pensar que uma hora você existe e outra não está mais lá. Como se apaga alguém assim, tão de repente? Impossível.
A existência é algo tão rápido e intenso, deixa marcas inesquecíveis.
Sem você, é como se eu estivesse em um quarto sozinha sem os móveis, sem cama e sem armário. Só estaria eu em pé sentada no meio do cômodo esperando por alguém que não me encontrará.
Quando alguém vai embora, as coisas perdem sentido e fica a sensação de que nada será como antes. Ter de aprender a conviver com a falta, a carência que a partir daquele determinado momento será eterna.
É dolorosa a estrada do amadurecimento, aquela que descobrimos que a vida é um tanto amarga e deveras infeliz.
E nos meus olhos estarão gravados para sempre a última vez que lhe vi, para quando sentir saudade e você não estiver mais aqui, não me sentir tão só.

- Texto escrito inspirado no livro “Rumo ao farol” de Virginia Woolf.

sábado, 4 de junho de 2011

"The toxic guy"

Eu sempre soube que era você.
Desde o momento em que te vi pela primeira vez, soube que seria você que me tiraria da minha órbita.
Agora vivo assombrada com a possibilidade de encontrar com você por aí.
Foi você que teve coragem de olhar no fundo dos meus olhos e me conhecer como realmente sou.
Não importa se é crime, pecado ou está fora dos padrões, eu sempre desejei você.
Não interessa aonde vá, vejo os seus sorrisos, suas lembranças, alguma marca sua que indique que está no meu caminho.
Parece loucura, mentira ou invenção, mas não é. Você é de carne e osso.
É por isso que não consigo parar de pensar em seus olhos, seu sorriso, sua boca e seu corpo. Eu vejo seu fantasma, desejo te ver e perco o sono.
Perdi a linha que me conduz e diz que este caminho é errado. Dane-se, é aí mesmo que quero embarcar.
Eu quero você, mesmo que não seja convencional.

- Ao som de “Senhor das moscas” do Dr. Cascadura.