domingo, 30 de dezembro de 2012

Valeu 2012, que venha 2013




Querido 2012, você foi tão bom! Sem dúvidas, um dos melhores anos da minha vida! Confesso a você que não me sinto nem um pouco preparada para "me despedir". 2013 está na porta e sinto frio na barriga, um pouco de medo, receio. Faz parte né? Tudo que é novo, a gente olha mais atento e cheio de cuidado.
Eu só tenho a agradecer por esse ano. 2012 foi um ano muito especial, repleto de conquistas e coisas boas. Fiz amigos, me decepcionei. Aprendi o que é amizade de verdade e me afastei de amizades que não merecem nem um pouco da minha atenção. Só com isso, eu ganhei uns quilos de experiência.
Então, decidi me arriscar em um "sonho" que acabou dando certo. Meu marido Dj criou só por minha causa o projeto Novos Escritores. Por causa do meu sonho, que tanto desejo e tira meu sono. Por causa dele, a literatura nacional entrou em minha vida e acabei conhecendo um mundo novo e muitos escritores geniais que não fazem ideia do quanto mudaram a minha vida para melhor. E eu me sinto tão feliz em fazer parte disso!
Não cumpri algumas coisas e espero ansiosamente poder cumpri-las em 2013. Sei também que não estive tão presente no blog, o que eu não quero repetir em 2013 e não tenham dúvidas, isto será reparado. Vou vir com muitas novidades, cada vez menos sumiços. Esperem só para ver!
Para 2013 eu quero muita saúde, paz, amor, sucesso e felicidade. Só tenho a agradecer a Deus por todos os sonhos realizados e pela família linda e amigos que tenho. Que 2013 seja um ano melhor ainda.
Obrigada a todos! Tenho os melhores amigos do mundo!
Vou parando por aqui, porque já estou emocionada. Mas saibam que, 2012 valeu muito a pena e vai entrar para a história. Um feliz ano novo, feliz e abençoado 2013!
E não se esqueçam: Nunca desistam do sonho de vocês. Eles valem a pena!
Mil beijos

Juliana Skwara
Até 2013 pessoal!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ciranda Cirandinha





Querendo mudar um pouco a cara do blog, decidi "continuar" com a coluna musical que comecei sem pretensões há um tempo chamada "Ciranda Cirandinha". É um espaço onde vou postar minhas músicas preferidas e hits chicletes que não saem da minha cabeça que cantarolo no ônibus e faço de toque de celular - como na de hoje.
O vídeo de hoje é uma canção de Bruno Mars com a participação especial de Damian Marley. Eu sou completamente apaixonada por essa música e é tanto amor que virou toque de celular e escuto umas trezentas vezes por dia.
Para quem não sabe, eu Juliana Skwara, AMO reggae. É um ritmo que me identifico, me contagia e me faz relaxar. Eu simplesmente pirei quando ouvi essa música e instantaneamente virei fã do Bruno e lamento profundamente não ter ido ao show (fazer o quê, vou ter outras oportunidades).
Antes de ouvir Liquor store blues, não curtia Bruno Mars. Na verdade não o suportava só porque tinha ouvido algumas músicas famosas dele que me enjoavam. É, eu tenho disso. Odeio aquelas músicas que tocam sem parar na rádio e meio que te impedem de escolher se ela será sua ou não. Você é meio que obrigado a gostar porque toca na rádio, é tema do casal da novela das nove e eu acho isso um saco. É o tipo de coisa que abstraio. É foi assim que não me apaixonei por ele antes!
Foi um julgamento errado, visto que o cara é muito talentoso. Bruno canta muito, tem estilo e as letras de suas canções são simplesmente incríveis (momento fan girl).
Para completar, sou muito fã do grande Bob Marley e adoro Damian, que inclusive canta uma das minhas músicas preferidas da qual falo outro dia e vou manter mistério rs. Sou fã do filho Marley, do sobrinho Marley, do neto Marley. Enfim, a família "Marley" tem todo o meu respeito. Eles arrasam e essa combinação ficou perfeita, teve aquele encaixe perfeito.
Quando escuto essa música me vem a cabeça bons sentimentos, dias ensolarados, sonhos, felicidade, liberdade, paz e amor.
Enfim, curti aí que o som é dos bons! *_*


Me and my guitar tonight
Singing to the city lights
Tryna live on more than what I got

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Por onde anda a Juliana?






Hey, pessoas! Tudo bem com vocês?
Aqui quem escreve é a Juliana, dona deste blog que escreve com o coração. Primeiramente, gostaria de pedir desculpas a todos. Estive um tempo afastada e para completar não retribuí comentários em muitos blogs. Não se sintam odiados ou excluídos, infelizmente fiz isso porque ultimamente tem me faltado tempo para postar. Estou tentando tomar vergonha na minha cara e postar com frequência, mas as coisas andam bem complicadas.
Para quem não sabe, além de ser universitária de Letras na UFRJ, dou aula para crianças pequenas e faço parte do projeto Novos Escritores do qual sou fundadora, administradora do site, resenhista, repórter e tudo que você imaginar..E ainda escrevo meu livro que comecei em 2010 e não terminei.
Além disso tudo, tem a minha vida pessoal. Vocês devem imaginar que tenho pouco tempo para mim e é verdade. O tempo que me resta, vou viver um pouco. Aproveitar, ficar com os amigos, família e meu amor. E é por isso que apareço cada vez menos por aqui.
Quem me acompanha pelo facebook, twitter está mais ou menos por dentro do que tem acontecido. Por causa do projeto, tenho ido a muitos eventos literários legais, lido muito e entrevistando escritores nacionais super talentosos (e adivinhem? tenho muita coisa pra contar). Se quiser saber mais, acesse http://www.novosescritores.com/. Afinal, posto tudo sobre o projeto por lá e aqui é mais o meu cantinho pessoal onde posso escrever e falar o que eu quiser *_*
Sinto falta daqui, uma falta tremenda, mas a saudade tem dias contados. Em Dezembro, Janeiro e Fevereiro os eventos literários param e voltam só em Março. Então, acredito que vou ter muita história para contar nesse meio tempo e muitas aventuras para dividir com vocês. Esse aqui é mais um post explicativo. Quero muito comentar no blog de cada uma de vocês e saber como estão. As coisas andam meio corridas, mas assim que tiver um tempo vou caçar vocês a procura de notícias e gostaria de agradecer a todo mundo que mandou recadinho pedindo a minha volta.
É simplesmente mágico ter pessoas que se importam com a gente e fazem questão de nos acompanhar. Não quero parar de postar aqui, querendo ou não, aqui é onde me sinto mais eu e adoro postar meus devaneios, minhas músicas. Tem muita novidade pela frente: um livro de fantasia que estou escrevendo, um romance, o projeto, muitas promoções, Bienal
Aiai se 2012 foi bom, imagina 2013?
Fiquem tranquilos, pois eu volto, cheia de história para contar!


Essa semana volto ainda com um post, ISSO É UMA PROMESSA! Ouviu Juliana? Quando abrir seu blog e se deparar com esta mensagem, não vai ter desculpa! RUM (Considerem isso um lembrete para mim)e quem quiser, pode me seguir no twitter e tumblr, os links estão disponíveis no lado direito da tela. E no facebook é só procurar pelo meu nome.

Beijo em cada um de vocês <3 Juliana Skwara

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O fim é só o começo





Para Stephenie Meyer, com carinho


Parece que foi ontem. Era o ano de 2008 e eu descobri a saga "Crepúsculo" que muitos amam e odeiam. Crepúsculo é uma das sagas mais populares entre o público feminino e para falar a verdade, nunca liguei para a crítica. O lance é que assim que li as primeiras linhas de Crepúsculo, minha vida mudou. Me vi completamente envolvida no enredo e obcecada por Forks, seus vampiros e Edward, o homem que todas nós sonhamos. Foi naquele momento em que descobri o meu sonho, o que me moveria pelo restante dos outros anos e até morrer. Foi ali que descobri o que sempre sonhei tanto em ser... uma escritora.
Então não é pouca coisa não...
O que mais me encantou nos livros da minha querida e tão admirada Stephenie Meyer, foi o enredo tão único e inovador. Stephenie começou uma revolução e iniciou o processo de BOOM de romances sobrenaturais. O que antes andava escondido e desconhecido. Charlaine Harris e L. J. Smith tem muito o que agradecer à ela (Por mais que digam que Crepúsculo é cópia de Diários do Vampiro. Isso é papo para outro post e não sou muito fã desta saga).
Me descobri apaixonada pela narrativa da Stephenie que paralisa, prende e é de tirar o fôlego. É uma verdadeira montanha russa e mesmo sendo narrado em primeira pessoa, consegue ser fiel e descritivo com o universo da história. Meyer é amante dos livos e leitora de clássicos como Jane Austen e Shakespeare (Outra coisa legal da série é que possui várias menções a outros clássicos e isso fez com que, vários jovens que nunca leram na vida, tivessem o interesse de lerem obras que jamais leriam: os clássicos. Isto é completamente INOVADOR). Na boa, Stephenie é incrível!
É por essas e outras que me apaixonei por Crepúsculo! A protagonista Bella Swan, desajeitada e anti social que se apaixona pelo rapaz mais cobiçado da escola e Edward, um dos personagens mais contraditórios e ricos da literatura (hey, essa é a minha opinião!). Torci pelo Edward quando quase todo mundo torcia pelo Jacob, mas também chorei e sofri por aquele triângulo amoroso tão complexo e imperfeito! Um dos pontos mais criticados e que não passou em branco por mim, foi o fato da autora inovar no quesito da mitologia dos vampiros. Muitos esbravejaram aos quatro ventos, mas para mim, está mais claro que a água. Crepúsculo não é um livro de vampiros, mas sim um romance de vampiros. Os vampiros do universo de Steph se encaixam na sua licença poética e todo mundo sabe que Meyer é mormón, e sua religião impede que ela pegue pesado. Passado o susto inicialmente, ignorei todos as críticas e prossegui com a leitura, feliz e sem arrependimentos. Foi aí também que me apaixonei terrivelmente por alguém chamado...Robert Pattinson. Ator, músico e rebelde que me ganhou com seu ar despojado e suas músicas inspiradas (o cara arrebenta). Também torci para que ele ficasse com Kristen, sempre achei que eles tinham tudo haver. Sobre as notícias recentes, não irei comentar. Cada um faz o que quer e respeito a decisão deles e digo mais, estou MUITO feliz que Kristen e Rob estejam juntos. Tenho uma intuição sobre eles e acho que o envolvimento dos dois não é marketing. Quem acompanha o Robert, já viu diversas entrevistas e flagras e sabe muito bem do que estou falando ;)
Voltando aos livros, outra coisa que me fascinou e ganhou muitos pontos positivos comigo, foi que Stephenie como boa garota que é, sempre foi influenciada na escrita pela música. Mais especificamente pelo rock'n roll (ah garota!). Na verdade pelo Muse (PIREI), que é uma das bandas que eu e minha diva Pitty mais admiramos. Ou seja, Steph é dessas que escreve ouvindo música bem alta. É ou não é para amar e ficar arrepiada com as coincidências?
Para completar, Stephenie cursou letras e para poder pagar seu curso, já que sua família tinha uma renda modesta e não tinha condição para pagar uma faculdade, a autora se inscreveu em um concurso literário. Ao ganhar com um texto, Meyer utilizou a grana para pagar a sua faculdade. É de arrepiar. É por essas e outras que digo que vale a pena acreditar nos seus sonhos! Stephenie é uma dessas pessoas que inspira a gente! Todos esses dados encontrei na biografia não autorizada da Stephenie que fiz questão de adquirir.
Ontem, foi a estreia de "Amanhecer - parte 2" no Brasil e eu estava lá entre amigos, como fazemos todos os anos e simplesmente foi mágico!
O que eu posso dizer...Que filme! "Amanhecer - parte 2" me deixou com o coração na boca e me fez chorar horrores, mas com a certeza de que foi um dos melhores filmes da saga e que vai ficar pra história. Não, não é um fim. Os livros estão aí para confirmar isso, talvez a ficha não caiu e nem quero que isso aconteça. O que vai ficar é a saudade, os bons momentos, as músicas e os sonhos que a saga me proporcionou. Hoje um ciclo chega ao fim, mas de forma alguma irá diminuir tudo o que eu vivi. Coração pequeno já transborda de saudade!
Infelizmente não se pode voltar no tempo, mas posso dizer com orgulho que tenho carinho por tudo que vivi. Respeito meu passado, que me fez quem sou hoje. Vou sentir falta daquela ansiedade pelos livros, a loucura pelos filmes, a conversa com as amigas (algumas seguiram seus rumos e mesmo distante, ainda torço por elas). Afinal, não podemos esquecer o que vivemos. Queria viver tudo outra vez, mas enfim, me satisfaço com as lembranças.
Termino esse texto, cheia de saudade e com muitas lágrimas. Coisa de fã, de leitora que amou e vibrou tanto com uma história que faz parte eternamente da sua vida.
E só queria dizer a Stephenie, na verdade agradecer por mudar a minha vida, me fazer acreditar em mim e mostrar que nem tudo está perdido. Ainda há livros e motivos para continuar a escrever. E que venham mais livros e que Crepúsculo seja eterno.
A eternidade é só o começo ♥




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma incrível história de suspense de tirar o fôlego




- O Natal de Poirot -

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira


Sinopse


"Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho...



Para começar esta resenha, vou logo avisando que sou muito suspeita para falar da Agatha Christie. Minha vida se resume em antes e depois que li J.K. Rowling e Agatha Christie. Ao lado da J.K, Agatha é para mim uma das divas da literatura. Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez em que li um livro da “Rainha do crime” como alguns leitores e fãs a chamam. Eu tinha quatorze anos e minha melhor amiga que também é fã, me emprestou “Mansão Hallow” e foi amor a primeira vista.
Para todos aqueles que são apaixonados e se encantam por mistério, suspense e enredos enigmáticos vão devorar os livros e se tornar fã de suas histórias.
Por ser fanática por Agatha, já li muitos livros dela e inclusive assisti um documentário. Sou extremamente apaixonada por sua escrita. Os enredos das suas histórias são bem construídos e acho super mágico, Agatha descrever aquela atmosfera sombria de Londres que há em todos os seus livros – ou em grande parte deles. Agatha era uma mulher muito a frente do seu tempo e tem muitos mistérios sobre a sua vida. Um deles, fiquei extremamente surpresa ao descobrir. Após se separar do marido, que a estava traindo, a autora desapareceu sem deixar rastros. Encontraram o carro de Agatha abandonado em uma estrada. Naquela época, Agatha já era conhecida pela mídia, então policiais e detetives foram atrás dela. Um tempo depois, ela surge como se nada tivesse acontecido. Muito louco não é mesmo? Não é a toa que amo Agatha, ela é especial.
Então foi em um sábado a noite em que encontrei dois boxs da Agatha super baratinhos nas lojas americanas e pensei: é agora ou nunca! Me rendi e comecei a fazer coleção deles Só lamentei uma coisa. Agatha tem uma linha de livros sobrenaturais que não foram lançados aqui no Brasil, sua fama como romance policial é muito famosa e algumas editoras consideram isso empecilho para trazer esses títulos para o país. Mas se você é fã como eu e não vê empecilho nisso, saiba que é possível encontrá-los em inglês. Vou ver se dedico um tempo da minha vida a ler e traduzí-los.
O fato é que noto que em cada livro seu, Agatha possui uma narrativa pessoal e não seria diferente em O Natal de Poirot.
Este livro, como a mesma disse, é um pouco diferente dos demais. Alguns de seus amigos estavam reclamando que o assassinato em suas histórias estavam se tornando requintados demais. Então, ela não pensou duas vezes, em criar uma história onde tivesse muito sangue. Sim, se preparem, há sangue em toda a parte.
E como não poderia deixar de ser, no final do livro me encantei e me surpreendi demais com esse livro. Para começo, este livro é sem dúvidas, um dos melhores de sua carreira.
A história narra a vida da família Lee que se prepara para mais um natal em família. Seria a noite perfeita, senão fosse pelo fato, do chefe da família – o Sr. Lee ser um homem bilionário e tirânico. Um homem que tem o poder nas mãos. Por ter trabalhado com diamantes na África do Sul, ganhou dinheiro e colecionou inimigos durante sua vida. Enredo perfeito não é mesmo? Agatha constrói a história colocando dúvida em todos os personagens, eles são descritos com desconfiança, tanto a sua fisionomia quanto o jeito de se comportar. O que faz com que você duvide de todo mundo.
Como ela mesma diz, a família Lee é vingativa e não se esquece. O velho Lee era um homem muito mulherengo, fez sua mulher morrer de desgosto, pois era extremamente infiel e isso lhe rendeu muitas histórias. Ele possui uma péssima relação com seus filhos. Todos eles se afastaram ou tentaram se aproveitar dele. O fato é que neste natal, ele já velho e debilitado, decide reunir todos para uma ceia em família.
Seria o tipo de cena perfeita, mas o velho na verdade une todos apenas para depreciá-los e tratá-los mal. Logo após isso, inesperadamente, se ouve uma barulheira e gritos no quarto dele, o que indica que aconteceu algo. Alguém morreu.
O velho Lee está morto, cortaram a sua garganta e há muito sangue. Todos se encaram, quem poderá ter sido o autor dessa tragédia?
Graças a uma coincidência do destino, o detetive Hercule Poirot, famoso por descobrir casos enigmáticos se encontra passando férias naquele lugar e é chamado para ajudar nas investigações e junto com ele, há enigmas e revelações surpreendentes.
É um livro que me encantou e não conseguia deixar de ler, enquanto não descobrisse o que estava acontecendo. O leitor acaba desconfiando de todos, mas o final a lá Agatha Christie não deixa nada a desejar e sim, apenas surpreender e pensar: Cargas d’água, essa mulher é demais!
Leitores apaixonados por um verdadeiro suspense de deixá-los sem dormir (sim, eu até sonhei com esse livro), leiam e apreciem. Sem dúvidas, não irão se arrepender!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A melhor série de todos os tempos: How I Met your mother ou HIMYM para os íntimos!



Me lembro que era uma noite entendiante, estava sem grana e não tinha nada para fazer e estava sem saco para ler. Reclamei com uma amiga que sabiamente me disse:
- Poxa, estou assistindo uma série muito boa. Baixa também! Tenho certeza de que irá gostar! Minha amiga falava sobre a série "How I met your mother" (em Português: Como conheci a mãe de vocês ou Como conheci a sua mãe) que conta as aventuras de Ted Mosby, um arquiteto fofo e seus amigos.
Esqueça as comparações com Friends e assista. É sério, siga o meu conselho, não vai se arrepender! Se tem uma das coisas que mais me orgulho de ter descoberto neste ano de 2012, é essa série que mudou a minha vida!
Para começar todo episódio sempre começa com a voz de um Ted mais velho dizendo:
- Kids! E na sua frente, há dois adolescentes sentados no sofá que na verdade são seus filhos. A série se passa em flashs e é Ted quem conta a história de como conheceu a mãe deles. Os filhos tem que adivinhar quem é a mãe e é este o grande mistério da série. Inclusive, há milhares de teorias nas redes sociais e pistas falsas ou verdadeiras (QUEM VAI SABER?) dada pelos roteiristas da série durante os episódios que duram certa de vinte e dois minutos. A série já está na oitava temporada e muita coisa já rolou.
Mas vamos lá, tenho que apresentar a vocês esses personagens doidinhos que me encantaram!
Ted Mosby é um jovem arquiteto que divide um apartamento com seu melhor amigo, o certinho estudante de Direito Marshall Eriksen e a namorada dele, a espivetada e professora do jardim de infância Lily Aldrin (Nem me identifiquei, COF COF). Os três são amigos desde a faculdade, onde se conheceram e estudaram. Ted e Marshall eram companheiros de quarto e a cena em que eles se conhecem é hilário (sem spoilers, se acalmem). Foi nesse meio tempo em que Lily conheceu Marshall e os dois se apaixonaram perdidamente. Sem dúvidas, esse é o casal mais fofo e querido da série. É um daqueles que a gente torce e acha fofo. Os dois são uns lindos, namoram há seis anos e não tem medo de serem românticos ou clichês. Com isso, a gente acaba se apaixonando e torcendo por esse casal muito louco! Esses dois já foram motivos de risos e lágrimas. Sim, apesar de ser uma série cômica, é um daqueles seriados cheios de lições e com aquele final com uma frase que faz a gente refletir, sorrir ou chorar. Acaba, que a gente se identifica e é por isso que tenho tanto carinho pela série.
Além deles, Ted tem uma amizade com tan tan tan... Barney Stinson. Um sujeitinho metido, galinha e muito muito engraçado que vive de terno o tempo todo. O personagem não usa outro tipo de roupa, e se ele aparecer, é porque está doente ou qualquer coisa do tipo! Durante a série, nós não sabemos qual a profissão dele e nem onde é a casa onde ele mora. Barney gosta de manter o mistério e estar sempre com uma garota diferente. Ele é o responsável por um dos bordões mais famosos da série. Qualquer coisa que o amigo malandro de Ted veja, gosta e considere digno de se elogiar, ele solta um:
- Legen... Wait... Dary! Que quer dizer, algo legendário, inesquecível! É hilário as desculpas que o personagem dá as garotas quando ele quer cair fora! Outra curiosidade engraçada é que Barney gosta de ser considerado o melhor amigo de Ted. Em vários episódios, Marshall e Barney brigam por causa disso. Barney também não curte nem um pouco o comportamento de Ted. Por quê?
Porque Ted Mosby é um dos personagens mais fofos da série, além de lindo é o típico homem para casar. Ted é um amante a moda antiga, um eterno sonhador e último romântico. Ele fala tudo corretamente e está cansado de ficar com várias garotas. Agora ele quer ficar sério com uma mulher, aquela com que ele possa se casar e a série começa com ele correndo atrás de... Robin Scherbatsky, uma linda Canadense e repórter do Metrô News que deixa Ted louco e vira amiga da galera. Mais uma para o time.
Cada personagem tem uma personalidade diferente e carregam características e casos simples, comuns do dia a dia. Eles são jovens que tem dúvidas, incertezas e alegrias em relação ao futuro, amor, trabalho e vida social. Não tem como não se ver em algumas cenas.
Tenho toda a certeza de que quando assistir, vá dizer pelo menos em uma cena: - Ah, eu já vivi isso!
E como todo jovem, eles gostam de se encontrar depois de um dia difícil ou expediente de trabalho para beber no Bar Maclaren que é um pub no maior estilo americano de ser, ao lado do prédio de Ted e palco das aventuras desse turminha muito louca. Eles tem uma mesa certa onde se sentam para conversar ou competir para ver que bebe mais e são super populares por lá!
O que mais acho legal nessa série é que você se diverte do início ao fim. Todas as vezes que assisto é diversão garantida! Os atores são ótimos e trabalham maravilhosamente bem. E tem aquela tão famosa química. Para quem não sabe, quem interpreta a personagem Lily é a atriz Alyson Hannigan, que fez American Pie e Buffy, a Caça Vampiros. E ah, achei o ator Josh Radnor que interpreta Ted Mosby muito parecido com o Johnny Depp (u.u meninas *_* Ele é um gato mesmo). Outra coisa muito bacana, é que a série é cheia de referências pop e possui aquela genialidade e humor ácido americano.
Então, se seguir meu conselho, você vai se apaixonar pelo casal Lilypad e Marshmallow (apelido carinhoso que dão um ao outro), vai se encantar pelo Ted e lamentar por não existir caras como ele na vida real! Vai rir com Barney e ter um pouco de raiva da Robin.
Essa turma é completamente apaixonante e o seriado é viciante. É um dos meus preferidos e posso dizer que ela se torna a cada episódio e a cada temporada, melhor! Se eu fosse vocês, ah eu não perderia! E claro, não posso esquecer, a série tem uma música que você vai reconhecer em qualquer canto que esteja rs.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Feito pássaros






Eu sempre sonhei em viver de arte. Se tem uma coisa que sempre me instigou, que fazia meus pés levitarem, eram os livros. Então, quando tivemos a ideia para o projeto "Novos Escritores", descobrimos que tínhamos uma missão.
Todo mundo sabe que eu escrevo e sempre me vi cercada por papel e caneta. Me angustiava não ver os escritores nacionais atuais sendo lidos por aí. Quem diria que ao entrar na Bienal do Rio de Janeiro de 2011, com um ideia na cabeça e amor pelos livros no coração, tanta coisa iria mudar. Naquele dia, conheci um escrito nacional atual. Eu, amante dos livros, não conhecia nenhum nome ou editora. Era um bebê engatinhando, meu namorado e também criador do projeto ao meu lado mais ainda.
Depois daquele dia, um novo mundo se abriu para a gente e com cara e coragem, batalhamos pelas redes sociais e convidando de um em um para conhecer e participar do projeto. Completamos nove meses de projeto, quase cinco meses com o site no ar. Ainda não temos as respostas para todas as perguntas, mas frequentamos muitos eventos, conhecemos autores incríveis e editoras muito boas. E é muito bom saber que o mercado literário nacional é rico e está em crescimento. Quem pensa que não existe autores nacionais, está completamente enganado.
Nossos autores estão por aí, para abalar as estruturas e mostrar o quanto são talentosos e que podem marcar a vida de vocês com belas viagens!
No sábado, dia 29/09/2012, a equipe Novos Escritores foi convidada a se apresentar em mais uma edição do "Identidade Cultural & Movimento Culturista" organizado pela escritora Janaína da Cunha (neta do escritor Euclides da Cunha) no Café do Bom e Cachaça da boa, na Carioca (RJ). Esta edição tem como objetivo promover a cultura nacional com microfone aberto, no mesmo estilo da semana moderna de 22. Eu já tinha ido na edição anterior e foi um grande prazer retornar para um lugar que nos recebeu tão bem.
Além do nervosismo habitual, já que não sou muito fã de aparecer e falar em público, - Quem acompanha os Novos Escritores, sabe que sou eu quem faz as entrevistas que estão no ar e em breve, vou postar aqui para vocês verem - fui com a cara e a coragem com o coração a mil. Acabou que o nervosismo ficou para trás, já que são tantas vezes falando do projeto, que tudo acaba fluindo naturalmente. O universo conspira a favor. Depois de apresentar o projeto, fiquei imensamente feliz com a reação e os votos de sucesso. É muito bom sentir a reciprocidade e boas vibrações de colegas que assim como eu, vivem disso, vivem de arte.
E este evento, teve um marco muito especial para mim. Este dia foi mágico. Todas as apresentações, regadas a poesia e muita música me arrepiaram e me deram um injeção de ânimo. Desde a "Uma longa viagem de Jim (Morrison, sem gelo, por favor!) a uma poeta de apenas 16 anos que declama como uma escritora célebre. É tão bonito ver pessoas como você, fazerem arte por prazer, escreverem porque precisam e não só porque tal história dá grana ou tal assunto é sucesso na certa. Eu tenho muita dificuldade em colocar arte e dinheiro na mesma frase. Como a minha grande amiga Dilly disse, deveria ser proibido se viver de arte. Já que algumas pessoas perdem a simplicidade e a magia que rodeia as poesias, livros e quadros por aí fora. Deus me livre disso e me deixe abençoada com o dom que me presenteou no momento em que vim ao mundo!
Eu escrevo porque preciso, porque me dá prazer e não vejo fazendo nada diferente em minha vida. Quero contar aos meus netos e filhos, tudo que pude viver e presenciar. Fico imaginando meus netos no futuro, olhando as fotos dos eventos e pensando:
- Caramba! Vovó, foi uma artista! Ela mudou o País!
Só de pensar, isso me arrepia. Porque sim, eu quero fazer a diferença e se meus netos algum dia disserem isso, vou me sentir feliz, pois cumpri meu dever. Essas coisas me fazem lembrar a semana de 22 e o quanto isso mudou o país em que vivo. Mas é isso que eu quero. Eu quero mais livros nacionais, mais o Brasil nos livros. Eu quero que os livros nacionais sejam lidos e disso eu não desisto, irei até o fim!



Da esquerda para a direita: Djan Skwara (meu marido e fundador dos Novos Escritores junto comigo), Bob Lester que para quem não sabe, é o único integrante vivo da banda de Carmem Miranda e eu, Juliana Skwara. É uma grande honra para os Novos Escritores prestigiar Bob Lester aos 100 anos cantando e dançando tão cheio de vida! Bob, Continue assim, incrível! Sucesso!



O show não pode parar...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Siga o som...







"Ela tem um rebolado
Por demais sensual
Domina os olhos da gente,
Com seu corpo escultural
Na praia é uma delicia, com sua cor de jambo
Deixa muita mulher recalcada,
E tudo que é homem babando

A noite ela é uma estrela
Ofusca o brilho da lua
Não há beleza na Terra,
Que se compare com a sua (...)


Nunca vi fazer tanta exigência
Em fazer o que você me faz
Você não sabe o que é a consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz"


Seu jorge

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Doces travessuras de Zofia e sua turma


O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias

Autora: Kelly Link

Editora: Leya



Sinopse


Um livro maravilhoso, que ultrapassa os limites da imaginação! Que tal encontrar um mundo inteiro numa bolsa? Ou jogar pôquer com parceiros, digamos, apocalípticos? O livro que você possui nas mãos nada mais é do que o fantástico e mágico mundo de Kelly Link, uma das autoras mais consagradas da atualidade. Considerado o melhor livro do ano, "O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias" permeia os limites da imaginação dos que se permitem ser transportados a um mundo fabuloso, cheio de estranhas criaturas, coelhos, jogos muito estranhos, fantasmas, zumbis, feiticeiras, amores e heróis. Deixe-se levar pelas encantadoras histórias deste livro. Afinal, quem precisa de realidade? "O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias" é a prova de que sonhar define o tamanho do poder da criação.


Para começar, desde que vi esse livro, não consegui tirar os olhos dele. Vamos começar pela capa que é simplesmente genial e criativa. Este livro ganhou ainda mais pontos comigo. Quando fui ler a contra capa e vi a indicação do Mestre Neil Gaiman, descobri que é um livro na mesma vibe que Alice no País das Maravilhas, Sandman e Noiva – Cadáver. Bem, eu simplesmente pirei e comprei o livro sem pensar duas vezes.
Caso queria ler este livro, primeiramente saiba que ele não é um livro comum. Mas como assim ele não é um livro comum? Digamos que ele segue a linha do surrealismo fantástico com pintadas de humor negro. Pense em “Os fantasmas se divertem” e “O estranho mundo de Jack” e adicione doses de fantasia, filmes trash, filmes B dos anos 80 e você terá este livro.
O livro começa com o primeiro conto chamado “A bolsa mágica”. Nele, descobrimos quem é Zofia e morremos de rir com ela. Esta personagem tem todas as características que mais amo nos personagens. Zofia é uma avó meio louca e mística que conta histórias sem noção do lugar que ela veio para a neta. Extremamente surpreendente
Outro conto que conseguiu a minha atenção foi “Animais de Pedra”, nele percebemos o quanto o livro Alice no país das maravilhas foi uma grande inspiração para a autora. Diria até que ela quis fazer uma homenagem e foi muito feliz ao fazer isso! Neste conto, coelhos gigantes ameaçam e protegem a família que reside na casa, onde aos poucos seus objetos e eles próprios começam a ficar “assombrados”.
Apesar de ter um enredo extremamente fantástico, Kelly Link compõe os personagens de uma forma simples, ao mesmo tempo de uma forma única e tão comum, que faz com que a gente se identifique, como por exemplo, no conto “Magia para iniciantes” que conta a história de um grupo de amigos apaixonados por um programa de TV pirata no qual a personagem principal é uma raposa e ninguém nunca viu os atores e a cada dia, este programa passa em um canal diferente.
Ao terminar de ler, bateu aquela saudade e senti aquele gostinho de quero mais, por favor. Fazia tempo que não lia algo tão inovador, encantador e único. Faltam escritores que defendam sua história com tanta paixão e uma abordagem moderna como a dela.
Costumo dizer aos meus amigos que este livro é uma viagem do início ao fim. Escrito por Kelly Link, é um livro de contos altamente psicodélicos que não seguem a narrativa comum. Aqui você não vai encontrar mocinho, vilão e o caso que deve ser desvendado. A qui as situações e histórias se desenrolam de forma completamente diferente e... estranha!
Li muitas resenhas e poucas pessoas conseguiram enxergar o espírito da coisa. Acredito que muitos leitores estejam acostumados com histórias que possuam início, meio e fim e mocinhos e vilões. Mas esse não é o caso deste livro. Pense em finais loucos, que não sejam felizes e que te surpreendam. BAH, você vai ter nesse livro (sem spoilers, acalmem-se).
Me identifiquei com a escrita da autora, pois em seus contos, há presença de personagens fantásticos como os zumbis que recheiam as suas histórias. Várias vezes enquanto lia, pensava no Apocalipse Zumbi. Essa sensação ficou mais forte ainda ao ler o segundo conto chamado “O Hortak” que me fez lembrar os filmes dos anos oitenta e os personagens sem noção daquela época. Sem dúvidas, este conto é um dos meus preferidos. Mas não espere, uma história tradicional. Isso você não vai ter nos livros de Kelly Link! E que bom, pois é isto que o torna ainda melhor!
Olha, se você é um leitor que não curte leituras ou histórias inovadoras, vá preparado para ler o livro, ele é extremamente diferente e encantador. Mas se você é um leitor que como eu, não tem medo de se arriscar, que precisa de coisas novas, curte Neil Gaiman, Tim Burton, filmes trash e anos 80. Olha, eu acho que você vai pirar!
O que mais me atraiu nesse livro sem dúvidas é que a autora é dona de uma personalidade e criatividade ímpar. Eu quero ser como Kelly quando crescer, que roubou meu coração e minha alma!
Prestem atenção nesse nome, vocês ainda vão ouvir muito falar dela.
Este livro me presenteou com um surto literário e já estou pensando em ler novamente. Sim, eu sou louca. O mais legal é que quando a gente lê esse livro, a gente não se sente sozinho ♥


Para quem não conhece Kelly Link, saiba que a autora ganhou uma viagem de volta ao mundo respondendo à pergunta "Por que você quer viajar ao redor do mundo?" ("Porque não se pode passar por dentro dele.")

Isso é tudo =)

Kelly Link é uma escritora de contos estadunidense[1]. Suas histórias se enquadram no estilo descrito como slipstream: uma combinação de ficção científica, fantasia, horror, mistério e realismo. Link e seu marido (Gavin Grant editam desde 1997 um fanzine de fantasia semi-anual intitulado Lady Churchill's Rosebud Wristlet (ou LCRW). O casal vive em Northampton, Massachusetts.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ciranda - Cirandinha





      Bem, se você chegou até aqui achando que iria ler um texto super, mega inspirado, sinto desapontar você. Hoje, pelo contrário, resolvi postar o clip de uma das músicas que mais amo e uma das bandas que mais admiro nessa vida. B - 52s é uma banda de rock que descobri no auge da minha adolescência, naquela época em que eu estava descobrindo os shows de rock, as rodinhas punk e os cabelos coloridos. E é claro, que assim que ouvi os primeiros acordes, simplesmente surtei. O som é bom, as letras são incríveis e o mais legal da banda, é que eles são super autênticos.
Este vídeo é recente e vemos que muitos anos se passaram, estão mais velhos, mas ainda assim sem perder "aquele encanto e magia" que só eles conseguem transmitir.
    "Private Idaho" me remete a ótimas recordações. Sempre que escuto, me vem a cabeça, aquela coisa de "vamos nos divertir sendo a gente mesmo". E podem passar anos, mas eu ainda amo essa música e a sinto como se fosse a primeira vez. É, ainda me sinto "incompreendida", "estranha" e com um gosto musical um tanto curioso.
    Enfim, Enjoy meus caros. Aumenta o som e deixa rolar. Afasta o sofá e se joga =)

domingo, 2 de setembro de 2012

Sexta feira 13 - Parte Final



Atendendo a pedidos

...Continuação do conto.


Continuamos andando, estava tagarelando sem parar. Tentava envão não me deixar ser dominada pelo medo. As ruas estavam vazias, desertas e fazia muito frio naquela noite escura e intensa. Era muito perigoso para duas garotas como nós andar sozinhas e indefesas em direção a estrada principal da cidade aquela hora da noite. Estava começando a me arrepender da escolha que havia feito.
Uma ventania nos pegou de surpresa no meio do caminho.
- Falta muito? Eu estou contando os minutos para ir para a casa, não faço idéia de onde estamos. – desesperadamente falei.
- Ah, sim. Estamos bem perto – Suzy falou tranquilamente – Estou acostumada a fazer caminhadas, sempre ando por aqui quando está escuro. Logo, logo iremos chegar.
Ela falava de vez ou outra, mas minha mente estava muito confusa com tudo que estava acontecendo. Como meu melhor amigo poderia ter feito aquilo comigo? Será que eu não havia enxergado os sinais? Que tola eu fui! Perdi uma das minhas melhores amizades por burrice, poderíamos ter conversado e chegado a alguma conclusão. Por mais que não fizesse idéia do que estava sentindo exatamente.
De início, eu e Suzy falávamos muito, mas conforme íamos nos afastando do centro de Caverwood, ela foi ficando mais quieta. Tentei interpretar isso como não sendo um mau sinal. Ora, ela sempre fora assim. Quando a professora chamava seu nome na chamada, suas bochechas ficavam vermelhas e ela não gostava de falar em público. Ela era o que chamávamos de bicho do mato.
Depois de meia hora andando na estrada que estava deserta, eu já estava cansada. Meus pés congelavam e não fazia idéia de onde estávamos. Suzy estava calada e olhava tudo ao redor desconfiada.
- Está tudo bem, Suzy? Faz idéia de onde estamos indo? Tenho impressão de que estamos andando por horas!
- Não, já estamos chegando – ela deu um meio sorriso – Andando até lá, demora mesmo.
Observei que estávamos super afastadas do centro, andávamos sozinha na estrada e não passava nenhum carro. Era muito perturbador.
Próximo da estrada, no outro lado havia a floresta. Podíamos ouvir o barulho de alguns bichos e alguns uivos. Seria muito bom que eu chegasse logo de uma vez em casa.
Foi aí que notei que Suzy estava andando cada vez mais devagar. Quase uma tartaruga.
- Vamos embora Suzy, mais rápido, não podemos perder tempo aqui! Está deserto e muito perigoso!
Olhei para ela e quando fiz isso, senti um arrepio na espinha. No lugar dos seus olhos pretos tão calmos, havia duas bolas de fogo vermelhas. Ela me encarava com um olhar demoníaco. Pensei em gritar, mas minhas pernas não faziam nada.
Ouvi uma rajada de vento e passos. Tudo estava muito escuro e quando me virei, só era possível ver a neblina.
Pensei em fugir, mas estava rodeada.
Ao meu redor, estava Suzy com um olhar que me dava arrepios e um homem muito pálido que surgiu do nada, me olhando esperançoso. Ele era pálido, tinha olheiras e usava roupas antigas. Parecia sair de algum filme de época. Olhar para ele me dava medo.
Pensei em correr, mas minhas pernas não se mexiam.
O homem sorriu e quando fez isso, eu clamei por Deus.
Ele tinha presas, seus lábios eram extremamente arroxeados como se estivesse morto. Mas ele estava morto. Ele era um vampiro e minhas pernas não se mexiam. Eu respondia aos seus comandos. Olhei ao redor e então eu vi. Estávamos parados em uma encruzilhada. Um filme passou pela minha cabeça e a voz em minha mente era muito clara:

- Não ande em encruzilhadas, Lilian Mary Weasley! – Quando não me chamava por criança, era pelo nome todo que minha avó me chamava.
- Okay vovó. – como se algo pudesse me acontecer.


Oh meu deus, mas era possível que minha avó soubesse? Ela sabia, como poderia? Então todas aquelas coisas que vovó dizia, faziam sentido. Não eram simples histórias de sua imaginação ou que ela lia nos livros. Não, era verdade.

- Vó, minha mãe está com receio de me deixar ir ao cinema assistir o filme de vampiro do ano, só porque talvez volte muito tarde.
- Não entendo porque você quer ir ao cinema para ver essas coisas, se podemos nos deparar com elas a qualquer momento.


Mesmo diante de cara com a morte, não poderia notar a ironia. Minha avó era vidente e eu sempre pensei que fosse bobeira. Se eu tivesse ouvido as coisas que ela dizia, nada disso teria acontecido... Ela tentou me avisar e eu ignorei!

- Nem tente – sua voz grossa, meio pesada ordenou rindo. Uma risada fria, cruel, mortal.
- Ah, meu Deus. Suzy, o que está acontecendo? Me ajude! – implorei - Me tire daqui.
Olhei para ela e ela olhava o homem como se o conhecesse.
- Bom trabalho! É bom saber que você cumpriu direitinho o que ordenei.
MAS O QUÊ? – pensei.
Ele não estava falando comigo. Ele falava com Suzy. Para Suzy.
- O que está acontecendo? SOCORRO – gritei. – Suzy, por favor, me ajude!! – meu coração disparava, lágrimas salpicavam do meu rosto e cada movimento do vampiro, me sentia mais próxima da morte.
- Eu não posso! – sua postura agora era diferente. Ela não era mais aquela mocinha frágil que tinha medo de filmes de terror. Seus olhos pegavam fogo e sua pose era mais altiva. Suzy me olhava com uma mistura de desdém, receio e desprezo.
- Por quê? – gritei.
- Oh, ela não sabe – debochou o vampiro – Vá, conte a ela Dragon!
- Dragon? – exclamei.
- É o sobrenome da sua amiga – ele ria. Parecia ser uma piada muito engraçada, minhas mãos estavam presas, cordas imaginárias não permitiam que me mexesse. Eu havia enlouquecido e aquele era um pesadelo, só podia.
- É, esse é o meu sobrenome.
- Não sabia, pensei que seu nome fosse..
- Me chamo Suzanne Lycon Dragon – ela falou com impaciência e nem parecia a menina medrosa que conhecia.
- Por que seus olhos estão pegando fogo? Quem é você? – perguntei com muito medo e ao mesmo tempo completamente descrente que isso estava acontecendo comigo. Sabe uma daquelas situações que você jura nunca passar na vida? Pois é, acho que isso se encaixa perfeitamente nessa descrição. Eu tinha medo dessa pergunta, tinha certeza de que a qualquer minuto iria acordar na minha cama, depois desse terrível pesadelo.
Mas não, eu estava respirando, eu estava assistindo aquilo tudo. Era real, estava com muito medo, estava presa ao que quer que fosse e eu iria morrer. Esta noite.
Suzy me encarava, como se eu fosse uma desconhecida. Queria ligar para alguém, eu precisava sair dali, eu não merecia morrer.
- Ah, ela não te contou? – mais uma vez o vampiro ironizou. Suzy abaixou a cabeça como se estivesse com vergonha. – Sua amiguinha não contou? Ela é filha de um demônio, o que a torna ... Vejamos ... Um demônio também. Não sabia? – ele caiu na gargalhada.
Olhei para ela desesperada, olhei fundo nos olhos dela e ela me encarou. Era verdade.
- O quê? Não, não pode ser. Por que fez isso comigo? O que quer comigo? É mentira, isso é tudo mentira! – exclamei gritando.
- Não, não é. Não vê que está presa? Você não consegue se mexer. Eu tenho sua vida em suas mãos, você pode morrer a qualquer momento – ele deu uma gargalhada fria e cruel. Ah. Não, não poderia ficar assim. – Não vê onde estamos? – ele indicou para um canto – Isso é uma encruzilhada. Você não tem saída, garota! Aqui é o meu comando!
Me lembrei da minha avó. Como eu queria que ela pudesse me ouvir, sentir que eu estava em perigo!
- Quero que saiba Lilly que só fiz isso, porque não tive escolha. – Suzy respirou fundo e continuou - Eu sou um demônio. Minha origem é das trevas. Andamos pela terra e nos passamos por humano entre vocês. Essa sua raça tão vazia e superficial. – Senti tom de escárnio em sua voz.
- Quem é você? O que faz?
- Ah, eu tenho muitos poderes – ela falou em tom condescendente. – Posso hipnotizar você e deixar sob meu comando, fazer com que faça tudo que eu quiser. Ficará sob as minhas ordens. Posso me apossar do seu corpo, provocar acidentes...
- Oh meu deus! Foi você quem provocou todos aqueles acidentes! – acusei
- Oras – o vampiro bateu palmas – Ela acertou, até que para uma humana que vai morrer você é um tanto inteligente. Antes que se esqueça, preciso dar um toque mais sombrio a esta noite. Hoje é sexta feira 13. Quem em sã consciência andaria por aí, sozinha à noite em um dia assim? – ele estava se divertindo. Ele era o melhor ator do seu espetáculo perfeito.
- Meu nome é Lord Stephan e sou um vampiro - Ele pegou a minha mão e pude sentir aquelas garras frias e geladas, de um homem morto. Tive nojo, pavor! Tentei me afastar, mas eu estava sob seu poder. Ele beijou a minha mão e pude sentir seus lábios frios e sua língua em formato de cobra.
- Por favor, eu imploro pela minha vida. Não me mate, não precisa ser agora. Mas por que Suzy fez isso comigo?
Ela parecia sem graça e seus olhos voltaram ao normal, era perturbador e insano:
- Meu pai é um demônio, Lily. Ele vivia entre os homens, se passava por um. Ele fugiu do inferno, ele não queria se associar a nenhum eles e procriou. Só que Stephan o achou e o seqüestrou – ela olhou para o vampiro e continuou a falar - Eu tinha que te trazer até aqui para ter meu pai de volta. Lamento!
- Lamenta? Eu vou morrer! Como alguém que é minha amiga pode fazer isso? Eu confiei em você!
- Oh, minha linda – suas garras alisavam meus braços – Ela é um demônio. Não tem sentimentos como você. Suzy é frio, calculista e cruel. É natural de sua origem.
- Na verdade – ela riu presunçosamente – Foi muito fácil. Essa noite todos estavam muito agitados. Foi muito fácil fazer sua amiga se embolar lá com o outro e aqui estamos.
- Foi você? Foi você que fez aquilo com a minha amiga?
- É claro né? Quando acha que um cara lindo e popular iria olhar para a sem graça da sua amiga?
Eu olhei para ela com ódio e não me importava que Suzy fosse um demônio. Eu era a própria fúria. Ninguém falaria mal da minha amiga na minha frente!
- Quem diria que aquela menina medrosa, com horário para voltar para a casa, fosse um demônio – ironizei. – É, realmente nem todo mundo é o que parece ser. Algumas pessoas constroem máscaras para poder conquistar a confiança dos outros para poderem se dar bem. Tenho nojo de ter sido sua amiga! Como eu me arrependo! – dito isto, cuspi em sua face. Stephan estava se divertindo com aquilo tudo. Eu tinha que aproveitar a sua distração. Suzy gritou, só que de sua boca saiu um rugido gutural.
- Era uma ótima máscara para esconder quem eu sou e vocês caíram direitinho – ela deu um sorriso maligno e balançou os ombros. – Foi muito bom te conhecer, Lily. Uma boa eternidade!
Suzy saiu e eu gritei, tentei me mexer, mas não conseguia. E quando mais tentava me desvencilhar das cordas imaginárias, faíscas caíam sob o meu corpo me queimando, me torturando.
- Ah, tadinha! Continue tentando, você não tem mais escolha! – Stephan sentenciou enquanto Suzy andava sem ao menos olhar para trás.
- Por que eu? Por favor, não me mate. Eu te imploro.
- Ah. Não faça isso! Isso dá um toque ainda mais sedutor as minhas vítimas. - Stephan fez um cara feroz e abriu a boca, com suas garras expostas. Eu só conseguia gritar.
- Por que eu?
Ele pegou meu rosto com suas garras frias e me encarou, parecia não notar.
- Você não sabe? É isso mesmo?
- O quê?
- Você é uma caçadora de sombras e é por isso que vim te matar. Um dia da caça e o outro do caçador.
- O quê? – indaguei. Nada do que ele dizia, fazia sentido.
- Você é nada mais, nada menos do que a caçadora de sombras mais nova da história. Você faz parte de uma das linhagens mais antigas e mais poderosas de caçadores.
- Isso é loucura! Não estou achando graça!
Com isso, ele me balançou, me chacoalhando.
- QUEM DISSE QUE ESTOU BRINCANDO SUA HUMANA IMUNDA. Posso sentir o sangue dos anjos em suas veias e isso me enoja! Sua missão neste mundo, é nada mais nada menos do que caçar todos os seres das trevas. Duendes, demônios, bruxas e vampiros como eu.
- Como Buffy*?
- Sim – ele berrou apertando meu braço. – Como naquele filme idiota. Com estacas, cruzes e tudo que tem direito. Mas antes de você vir a fazer isso, eu já estou fazendo!
- Mas, por favor, eu não sabia. Me liberte, me deixe viva!
- Não posso, você está prestes a completar dezessete anos, a idade quando as crianças caçadoras se tornam oficialmente adultos caçadores e passam a nos matar. Você é um perigo e principalmente para mim! Mas não vai ser mais.
- Por que eu sou perigo? Não vou te machucar! Me deixe ir embora, e eu não faço nada. Nem sabia disso!
- É claro que não, vocês só descobrem aos dezessete anos, mas não posso deixar você ir – o vampiro deu uma gargalhada fria e cruel – Você é muito perigosa para mim!
- Mas por quê?
- Porque eu sou o rei dos vampiros – seu rosto estava colado junto ao meu – Sou o Drácula, só mudei de nome – disse ele não dando muita importância.
Arregalei os olhos, morrendo de medo:
- Na.. Não... Não. Por favor – eu gritava. Eu sabia, a minha hora estava chegando.
- Sim, você vai morrer.
- Mas eu não sabia, não tenho culpa!
- Em partes – ele estava se divertindo – assim que eu terminar, vou atrás da sua avó, aquela velha e louca caçadora e irei matá-la como vou fazer com você – ele estava sedento de sangue, de morte, de vida.
Minha avó!
- Minha avó é uma caçadora? Não, não é possível! Por favor, a deixe em paz – eu gritava, chorava e esperneava.
- Diga adeus a sua miserável vida e diga olá a morte por mim cher – ele passou a mão em meu rosto e me olhou com olhos esfomeados.
Eu chorava, terrivelmente. Mas não havia nada mais do que eu pudesse fazer. Como eu queria viver, mas não tinha escolha. Eu ia morrer e sabia disso. Stephan me olhou como um animal que corre atrás da sua presa e abriu a sua boca revelando sua amaldiçoada presa. Ele esticou minha cabeça deixando meu pescoço à mostra. Fechei meus olhos em direção a morte.


Foi tudo muito rápido. O vampiro rugiu e expôs a sua língua de cobra, queria que Deus tivesse piedade de mim e nos braços da morte, passou um filme em minha cabeça. Minha mãe, minha avó, meus amigos e... Jake.
- NÃOOOOO! – Alguém gritou, conhecia aquela voz. Não, não era possível.
Lord Stephan levanta a cabeça e demonstra estar visivelmente irritado. Ficou curioso em saber quem queria interromper a sua refeição.
Seus olhos demonstraram descrença. Olhei na direção e senti que despencaria. Quem vinha era nada mais, nada menos do que minha avó com outra pessoa que não conseguia discernir devido à neblina.
- Vó, não faça isso! Vá embora, é perigoso. – Meu coração disparava, não queria pensar no que ele faria com a minha vózinha. Eu poderia morrer, mas ela não. Avós são eternas.
- Ora, ora, veja quem chegou para o show!
- Nem pense seu sugador de sangue miserável que irei deixar você fazer isso!
- Ah sim! Sua velhota esclerosada! Quem irá me impedir?
- Nós – eu reconheci aquela voz.
Meu melhor amigo Jake estava ao lado dela, ambos sérios seguravam alguma coisa na mão que não conseguia enxergar. Jake não parecia nem assustado, nem com medo. Okay, acho que todo mundo sabia sobre isso, menos eu!
- Oh Deus, mas você também Jake? Por que não me avisou?
Foi então que ele me encarou. Seus olhos estavam cheios de desespero, insegurança e medo. Meu coração disparou mais ainda.
- Não vamos deixar nada acontecer com você, não se preocupe!
- Ah! Ora vejam, um caçador das sombras adolescente e uma caçadora velhota. Vocês pensam que irão conseguir me impedir. Mas não vão. O futuro de vocês está em minhas mãos – dito isto, ele me puxou e me colocou ao seu lado, de forma que sua presa ficava ao lado do meu pescoço.
- Por favor, vão embora. Ele vai matar vocês, assim como irá fazer comigo. – o que quer que fosse, não adiantava. Minhas lágrimas caíam, não tinha vergonha de chorar.
- Não, não vai! Ah, Stephan! Ele pensou que iria pegar você, pensou que poderia nos enganar. Tudo que está acontecendo na cidade, você nem ao menos tentou esconder. Todos aquelas pessoas feridas. Pensou que poderia nos enganar. – minha avó falou, ela estava irada.
- E ainda por cima, colocou um demônio no meio de nós tentando nos enganar. Que ridículo!
Oh, então Jake sabia da Suzy, aquela maldita. Será que aquilo que aconteceu no cinema entre nós era obra dela também? Senti como se tivessem dado um soco no meu estômago, essa deveria ser a parte boa, mas não fiquei contente em saber isso. Minhas bochechas ficaram vermelhas. Espero que Jake não saiba ler meus pensamentos.
- Sua hora acabou.
- Deixe-me adivinhar sua velhota. Trouxe sal, água benta. Achava realmente que isso iria acabar comigo, não é mesmo? Olha, foi tão fácil enganar vocês. Você, sua velhota imunda, sabia o tempo todo e deixou isso acontecer.
- Mentira – minha avó gritou. Ela tentava chegar perto de mim, mas a cada passo, mais o vampiro se aproximava de mim. Ele estava adorando esse jogo.
- Vó, você sabia? Por que não me contou sobre tudo?
- Meu anjo, é uma longa história. – Pela primeira vez, senti sua voz ficar triste – Nós fazemos parte de uma linhagem muito antiga e secreta. Somos caçadores de sombras, você tem o sangue de anjo nas veias e pode lutar contra as forças do mal. Não te contei, porque é proibido contar antes dos dezessete anos. Mas Stephan chegou antes, ele é um vampiro esperto e muito antigo. Ele tentou a mesma coisa comigo – ela respirou fundo e continuou – mas essa noite não irá conseguir.
- Não, teria tanta certeza assim se fosse você – ele pestanejou. Dito isto, Jake jogou rapidamente água benta e sal grosso. Ouvi Stephan gritar. Ele me soltou e camadas de fumaça saíam do seu corpo onde tinha sido atingido. Eu estava livre das cordas imaginárias que me prendiam a ele.
- Vocês pensam que irão acabar comigo! – Stephan berrava - Mas não vão! Me devolve a garota, verme! – ele falou para Jake que me segurou para não cair.
- Não, não irei entregá-la. – Jake mostrou a mão que continha uma estaca de madeira. – Tudo vai acabar essa noite!
- Não mesmo – Pensei que ele ficaria debilitado com o sal e a água, mas parece que eles não surtiram tanto efeito assim no vampiro.
Lord Stephan sorriu, mostrou a língua e falou para mim:
- Dê adeus a sua avó primeiro. Ela irá primeiro que você.
- Nãooo!!!
Stephan partiu para cima da minha avó muito rapidamente. Meu coração disparou, queria gritar. Minha avó percebeu, levantou a mão para se defender e cravar a estaca que estava escondida em suas vestes, mas era tarde.
Eu havia arrancado a estaca das mãos de Jake e cravado no vampiro. Ele se virou para olhar gritando com fúria, me agarrou pelo pescoço e mesmo morrendo, se preparava pra me morder. Eu estava novamente enfeitiçada, sob seu feitiço. Foi quando Jake se moveu e fez algo. Só que o vampiro, virou pó. Sumiu.
Despertei e caí nos braços de Jake.
- Oh meu deus! Querida você está bem? – minha avó me abraçou desesperada, verificando cada parte do meu corpo para ver se estava no lugar.
- É, estou. E vocês? – perguntei. Minhas pernas tremiam e minhas lágrimas de nervoso despencavam.
- Está tudo bem. – os dois confirmaram.
- Meu Deus, é tão bom que esteja bem! Você não tem idéia do quanto me deixou furioso em sair do cinema naquele momento!
- Você sabia que Suzy era um demônio, Jake? Que história é essa? Alguém pode me explicar?
- Claro que sim! Agora podemos – minha avó respirou fundo e disse daquele seu jeito. – Vamos lhe contar tudo, mas antes vamos embora daqui. Não é nada bom ficar parado em uma encruzilhada de madrugada em uma sexta feira 13.
Caminhamos e entramos no carro do Jake que estava estacionado atrás da estrada.
- Agora contem! Desembuchem!
- Bem – minha avó falou do banco da frente enquanto ajeitava o cinto de segurança. – Como já sabe, sou uma caçadora das sombras. Assim como você é.
- Eu sou?
- Sim, é. Fazemos parte de uma linhagem muito antiga de caçadores, na realidade toda nossa família. Infelizmente pode acontecer de alguém não herdar esse dom ou maldição, tudo depende da forma como você vê e foi isso o que aconteceu com a sua mãe. O fato é que isso sempre acontece com as pessoas mais céticas, que não acreditam. – Ela falou, olhando para mim. Logo eu, uma das pessoas mais céticas do mundo. Quem diria. Nunca pensei viver em um mundo que existisse vampiro, demônios e bruxas a solta – Somos descendentes da relação de anjos caídos com humanos. O sangue de anjo corre em nossas veias, por causa disso temos essa missão. Nossa missão é caçar seres das trevas como vampiros, lobisomens, bruxas e demônios. Você demonstrou total capacidade para isso essa noite.
- E por que, nunca me contaram?
- Porque segundo as nossas leis, nenhum caçador das sombras pode ficar sabendo antes de completar dezessete anos, que é uma idade muito importante em nosso mundo. Só que diante dos fatos de hoje, é necessário lhe contar tudo. – Informou Jake. – Acontece que até o caçador completar dezessete anos, ele passa por muitos ataques e atentados, como aconteceu hoje com você, comigo e com a sua avó quando descobrimos o que somos.
- Você também é um caçador Jake?
- Sim, eu sou – ele riu, com um ar misterioso. – Desculpa esconder isso de você, confesso que foi muito difícil. – ele me encarou com seus olhos azuis e piscou. Talvez não fosse obra daquele demônio.
- Mas vó, se a senhora é vidente, como não previu que tudo isso fosse acontecer comigo?
- Digamos que Stephan foi muito esperto. Nem todos os acontecimentos aparecem nas cartas e às vezes, eles se mostram muitos confusos. Vi sim que algo iria acontecer, mas por conta de todas essas coisas estranhas que tem acontecido na cidade, não foi possível decifrar. Achei que eram esses acidentes, nunca imaginei que isso iria acontecer com você! Se você tivesse morrido, nunca iria me perdoar.
- Me desculpem. Não sabia que Suzy era um demônio, ela foi uma surpresa e tanto.
- Tudo bem, minha linda. Não foi a única a ser enganada, já aconteceu com outras pessoas antes. – Vovó contou.
- Ah, Lily, Ivi lhe pediu desculpas por ter lhe deixado lá – Jake estava rindo ao dizer isso – Ela ficou muito sem graça e se sentiu culpada de ter te deixado ir embora. Assim que foi embora, o encanto entre ela e Thomas se desfez. Os dois não faziam idéia do que tinha levado eles fazerem aquilo, mas já era tarde demais.
- E aí? – perguntei curiosa.
- Já era tarde, mas ambos gostaram. Deu pra perceber que estão caidinhos um pelo outro! – Eu, Jake e vovó rimos. Ivi é uma figura, ela merecia ficar com Thomas. Quem diria que o demônio até que não fez errado?
- Para onde vamos?
- Atrás da Suzy, não podemos deixá-la solta.
- Mas há essa hora ela deve estar longe!
- Que nada. – minha avó comentou – esses demônios deixam rastros. É muito fácil rastreá- los quando são descobertos. Considere isso a sua primeira lição.
Paramos em um lugar deserto, próximo a entrada da cidade. Descemos do carro e vovó disse:
- Esperem aqui. Vou seguir esse rastro e ver até onde termina, fiquem aqui.
- Mas não é perigoso?
- Não, demônios não sentem a nossa presença. Eles são meio cegos em relação a caçadores, por isso Suzy demorou a te notar – Jake comentou.
Minha avó nos deixou sozinhos. Tantas coisas aconteceram àquela noite, queria tantas respostas, mas por enquanto apenas uma iria me deixar satisfeita.
- Jake?
- Sim?
- Aquilo que aconteceu entre nós no cinema foi obra da Suzy?
Ele ficou refletindo durante um tempo, por fim suspirou e disse:
- Não! Mil desculpas por aquele comportamento, não queria lhe perturbar! Só pensei que sentisse o mesmo. Tudo bem se não quiser que sejamos mais amigos.
- Hein, nada disso! Eu queria saber... Na verdade, o que sente por mim – falei com vergonha e torcendo para que minhas bochechas não ficassem vermelhas.
Ele pareceu não acreditar e respondeu:
- Lily, você sempre foi e sempre será a minha melhor amiga, não importa o que aconteça. Só que já faz um tempo, você cresceu e eu também e não te vejo mais só como amiga. Eu estou apaixonado por você Lily. Gosto de você como nunca gostei de ninguém antes. Não consigo parar de pensar em você e o quanto é linda.
Meu coração disparou, borboletas dançavam dentro do meu estômago. Eu ri.
- O que foi?
- Obrigada por salvar a minha vida esta noite! Sou muito grata por isso – agradeci. - Quando tentou me beijar lá dentro, fiquei confusa e tive medo de perder a sua amizade. – ele me ouvia atentamente – Mas eu descobri que não vejo você só como amigo. – Encarei o nos olhos e disse:
- É, eu também estou apaixonada por você, Jake. – eu sorri.
Ele sorriu e se aproximou.
- Mas e agora, o que será de nós? – perguntei.
- Isso!
Ele se aproximou e me beijou, me deixando literalmente nas nuvens. Amei aquela sensação e não, não era nada estranho beijar meu melhor amigo. O garoto de quem eu gostava. Nós dois nos apaixonamos, acontece.
E aquela noite só estava começando. Quem diria que em uma noite, tanta coisa em minha vida fosse mudar. Agora eu era uma caçadora das sombras em treinamento e minha missão é destruir seres da noite. Me desejem sorte e quem sabe um dia, a gente não se esbarra por aí?


* Para quem não sabe, "Buffy" é um filme lançado originalmente em 1992 dirigido por Fran Rubel Kuzui que conta a história de uma líder de torcida do ensino médio que descobre ser uma caçadora de vampiros. O filme é uma paródia de filmes de terror e seus inúmeros clichês, foi também muito influenciado pelos filmes dos anos oitenta. A série da TV com o mesmo nome foi baseada neste filme e ambos foram escritos por Joss Whedon. No elenco, há nomes como Kristy Swanson Buffy), Hilary Swank (Kimberly Hannah), David Arquette (Benny Jacks)e Ben Affleck (jogador de Basquete). E é este filme que me refiro no conto.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

N'est-ce pas la fin


Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmã das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço, ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda:
- mais nada.

(Cecília Meireles)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sexta feira 13

Parte I


Mais um dos meus contos




- Vai ficar muito tarde para você voltar – sentenciou a Sra. Wood. Minha mãe, a senhora mãe perfeita.
- Ah, mãe, deixa! Por favor! – insisti - Vai estar todo mundo lá e vou voltar junto com eles. Tenho dezesseis anos, vai dar tudo certo. Não sou mais nenhuma criança.
- Ah, então quer dizer, que uma menina de dezesseis anos voltar altas horas da noite para a casa não tem nada demais?
- Bem, eu acho que não. Sou adulta e responsável – tentei parecer o mais confiante possível. Só que a Sra. Ellen Wood, minha mãe não iria aceitar assim tão facilmente. Ela trocou minhas fraldas, era óbvio que não deixaria.
- Que falação é essa a essa hora da manhã, tão cedo? – minha avó mal humorada saiu do quarto e falou com a sua voz grave e assustadora.
Isso ao meio dia, quer dizer, muito cedo para ela. Sim, essa é a minha avó Alexandra.
- Vó, minha mãe está com receio de me deixar ir ao cinema assistir o filme de vampiro do ano, só porque talvez volte muito tarde.
- Não entendo porque você quer ir ao cinema para ver essas coisas, se podemos nos deparar com elas a qualquer momento.
Minha mãe revirou os olhos e me segurei para não rir. Minha avó é uma senhora um tanto mística no alto dos seus cinqüenta anos, meio hippie do tipo paz e amor, cheia de ditados populares e sabedorias. Acredita em muitas coisas e não admite que tirem sarro da cara dela. É uma leitora voraz de livros de Agatha Christie e companhia. Acho que vem daí a sua imaginação um tanto fértil.
- Você não acredita em mim, né criança? – minha avó falou decepcionada. É, minha avó adorava me chamar de criança. Lily não existia para ela. – Mas está escrito nas estrelas. Seu momento está chegando e não irá tardar. Depois não diga que avisei.
Senti um arrepio que me deixou assustada. Minha avó adorava soltar essas frases sem noção que confunde a gente.
- O que mãe? – Minha mãe perguntou confusa.
- Ah nada, me esqueço o quanto vocês duas tem a mente um tanto pequena e limitada. Nem parecem minha filha e neta.
- Okay – coloquei a mochila nas costas – Tenho que ir agora, é sério. Peguei meu casaco xadrez e beijei minha mãe. Quando fui me despedir da minha vó, ela gritou:
- Criança, você está tão gelada!
- Só é frio vovó.
- Então coloque o casaco, ora bolas. Tudo bem, você pode ir com seus amigos, mas não quero ver a senhorita voltando sozinha pra casa. Volte de carona com eles, isso é uma ordem – minha mãe falou irritada me fuzilando com os olhos.
Coloquei o casaco, me despedi e parti para a escola que ficava algumas ruas depois da minha, tentando esconder o sorriso evidente em meus olhos.
- Não ande em encruzilhadas Lilian Mary Weasley! – Quando não me chamava por criança, era pelo nome todo que minha avó me chamava.
- Okay vovó. – como se algo pudesse me acontecer.
Eu saí sem olhar o calendário da cozinha que dizia ser sexta feira 13. Um dos dias que minha avó diz ser, uma noite onde tudo pode acontecer. Assim que saí, vovó voltou. Ela viu, perdeu a fala e deixou cair sua caneca de café. Seus olhos ficaram brancos, minha mãe se assustou e minha avó falou:
- É, hoje!
Se eu a menos a tivesse ouvido.

Quando cheguei à escola, estavam todos ansiosos e inquietos. O tal filme era o mais esperado do ano e a pré estréia seria a meia noite no único cinema que tínhamos naquela cidade. Todo mundo que tinha menos de dezoito anos implorou para os pais deixarem. E eu estaria lá, seria uma noite perfeita! Era o tipo de noite que sonhei a minha adolescência inteira e que finalmente iria acontecer.
- E aí, Lilian pronta pro filme de hoje? Mamãe liberou? – o rude e engraçadinho do Peter perguntou.
- Sim, assim como a sua mãe e a mãe de todo mundo fez.
Nosso grupo caiu na gargalhada e todos começaram a zoá-lo.
- Quer dizer, que sua mãe deixou mesmo? – perguntou Ivi, minha melhor amiga desde sempre que eu me lembro. Estudamos juntas desde o jardim de infância, brigamos por causa de outras amizades, livro da Meg Cabot e garotos. Ela conhecia tudo sobre mim e eu tudo sobre ela. Ela tem cabelos enrolados, baixinha e esperta, enquanto eu era alta, cabelos loiros e lerda. Sim, os opostos se atraem.
- Sim, ela deixou. Nem estou acreditando. – Meus olhos deveriam estar brilhando.
- Ah, não acredito. – ela deu um gritinho - Vamos assistir um filme assustador com todos nossos amigos e voltar bem tarde para casa. Vou encharcar a pipoca de ketchup e jogar em quem estiver na minha frente.
Neguei com a cabeça, Ivi estava sempre atrás de bagunça e confusão. O oposto de mim. Encrenca poderia ser o sobrenome dela. Já estava acostumada com as coisas que aconteciam com a gente.
- Ah, okay. Não conte comigo, mas como iremos voltar? – perguntei enquanto caminhávamos em direção ao corredor da aula de história que teríamos.
- Olha, pelo que sei, podemos voltar todos juntos, se quiser pode dormir lá em casa.
- Nem perguntei para a minha mãe.
- Como se precisasse né? – falou em um tom impaciente.
Continuamos a tagalerar e entrei na sala, o mais tranqüila e animada possível. Eu não tinha idéia do que me aguardava aquela noite.


Quando retornei para minha casa, notei que o tempo estava mudando. Ao ir para a escola, fazia sol e tudo indicava que seria uma noite perfeita de verão. Mas agora o tempo estava mudando. Ficou nublado e ventando muito. Não duvidava que a previsão do tempo anunciasse uma tempestade para essa noite.
Seria perfeito! Sempre amei histórias de terror e quando o tempo cooperava parecia ainda mais assustador.
Minha casa parecia vazia. Algo normal, já que minha mãe durante o dia e quando precisam dela, trabalha no hospital da cidade durante o dia. Ela é enfermeira chefe do hospital da cidade, enquanto a minha avó tem uma loja que funciona como uma espécie de floricultura, loja de RPG e livros de fantasia no centro da nossa cidade.
Assim que abri a porta, um cão uivou. Me arrepiei, costumam dizer que isso não é um bom sinal. Entrei em casa, tentando não pensar.
Joguei as chaves em cima da mesa, corri para o meu quarto e tomei um banho quente e demorado. Por causa disso, não ouvi o telefone tocar e muito menos ver meu celular descarregar. Se eu tivesse visto isso pelo menos...
Descongelei a comida que minha mãe deixou para mim e liguei a TV. Depois de meia hora, comecei a ficar um preocupada. Moro em uma cidade pequena chamada Caverwood e uma série de acontecimentos um tanto bizarros tinham acontecido naquela manhã.
Alguns corvos foram vistos voando pelo céu às dez horas da manhã. Uma mulher da cidade vizinha esfaqueou o marido por ciúme ao vê-lo conversando com a vizinha, sorte a dele não ter morrido e um acidente com carros na estrada principal que levou a nossa cidade parar todo o trânsito e bater muitos carros. O número de feridos era enorme, não havia morrido ninguém, mas o estado deles era grave. Seria hoje que mamãe iria trabalhar que nem uma maluca.
Alguma coisa dentro de mim começou a crescer, uma mistura de medo e insegurança. Fui até a cozinha, pois o congelado já estava cheirando e peguei a jarra de suco. Olhei o calendário e quase deixei cair. Era sexta feira 13.
Fiquei arrepiada e aterrorizada, mas resolvi não dar atenção para isso.
- Até parece que isso quer dizer alguma coisa!
Eu sempre amei histórias de fantasia e até mesmo as de terror, mas sempre fui muito cética. Vovó sempre dizia que esse era meu erro, aqueles que andam na linha de lá sempre procuravam pessoas como eu. Eu só não sabia o que isso significava o que quer que fosse.
- Então, você me chamou aqui porque está com medo? – Ivi gargalhava em frente ao meu espelho enquanto se maquiava. Ela estava com uma blusa preta justa, uma saia escura, muito curta e sapatilhas. Ela estava com outras intenções, isso sim.
Eu tinha escolhido uma blusa branca, jeans, tênis confortável e minha jaqueta. Passei uma maquiagem clara para não ficar muito carregado.
- Nossa, você está tão linda Lilian! É uma presa perfeita para os seres da noite.
Ivi caiu na gargalhada, mas eu não. Meu coração disparou e novamente a sensação de medo me invadiu.
- Hahaha engraçadinha é você a presa perfeita do Thomas né? – tentei descontrair, entrando na brincadeira.
- Ah, o queê? – perguntou Ivi meio desentendida. Ela fazia isso sempre, quando não queria admitir algo, ou quando era pega no flagra.
- É isso sim, a senhorita está doida para ficar com o Thomas, é por isso que faz tanta questão de ir hoje. Você não presta mesmo e eu pensando que você queria a minha companhia.
- Oh amor, amigas servem pra isso. É claro que sua companhia é importante, quero ir por sua causa. – ela tentou me enganar, fazendo aquela cara de boa moça.
- Com uma roupa dessas fica difícil dizer. – me ajeitei, guardei as minhas coisas e dei uma olhada no espelho. Tudo okay, era hora de partir.
- Jake vai ficar doido com você.
Lá vem ela de novo com essa história.
- Como? Ah não, lá vem você de novo com isso! - Jake é um dos meus melhores amigos. Desde criança, passamos a vida inteira entre abraços e tapas. Quando ele arrebentava as minhas bonecas e eu destruía os carrinhos dele, começamos a manter uma ligação muito forte.
- Ah não, não estou com paciência para essas suas bobeiras hoje.
- Cara, Lily, só você não vê o clima que há entre vocês.
- Já deu, vamos.
Olhei no espelho pela última vez e pensei: hoje à noite, muita coisa pode acontecer.
- Ah não!
- o que houve?
- Meu celular descarregou e nem percebi. Não dá tempo de carregar, como vou falar com a minha mãe e minha avó? – perguntei desorientada.
- Ah, tem aqui o meu. Qualquer coisa a gente liga daqui – ela sorriu.
Tranquei a casa e achei estranho ninguém ter ligado. Vovó também estava atrasada, já era hora de ter voltado, se bem que do jeito que ela é como em todas as sextas feiras à noite, deveria estar jogando uma partidinha de Magic e RPG com seus amigos nerds bebendo amarula.
Saímos e senti uma atmosfera um tanto diferente. Estava frio, parecia que iria congelar. Ouvi as árvores se balançado. A rua não estava tão cheia quanto nos outros dias. Era lua cheia e a chuva ainda não havia caído.
- Vamos?
Agora não dava mais para voltar atrás.
- Sim.
Enquanto Ivi dirigia, coloquei em uma rádio rock e ia olhando pela estrada. Hoje a noite estava tudo diferente, algo no meu coração dizia isso. Se ao menos eu seguisse o que ele tentava me dizer.
Chegamos ao cinema em menos de meia hora, os meninos estavam agitados e o restante das nossas amigas estava na fila da pipoca. Estava cheio e parecia que todos os adolescentes da cidade tiveram a mesma ideia para a sexta feira à noite.
- Olááá – a Louca da ivi fez aquela festa quando os viu.
- Oi Thomas – ela falou naquela voz sexy e misteriosa que ela faz quando quer ser notada e chamar a atenção. Não consegui não rir, ela me olhou de cara feia e fui falar com o restante dos meninos. Jake, Peter, Kevin e Nick.
- E aí, tudo bem? Preparados para o terror?
- Claro, não vemos a hora de entrar pra assistir o filme – Jake falou com seus olhos azuis intensos.
Eles eram os primeiros da fila e tinham garantido o nosso ao lado deles.
- Vamos pegar pipoca? Eu quero fazer guerra daquelas hoje – Ivi saiu me puxando pra fila da pipoca.
- Oi meninas!
- Olá – responderam Mallerey, Suzy e Rebeca.
- Preparados para o terror e sangue?
- É claro – Mallerey e Rebeca confirmaram, mas Suzy um tanto desanimada falou:
- É né, o que não faço pelas minhas amigas.
Suzy é uma das garotas mais quietas da turma. Todo mundo sabe que ela tem toque de recolher e não vê certos programas porque seus pais não deixam. Não faço ideia de como ela tinha conseguido chegar até aqui hoje. E claro, ela morre de medo de filme de terror e gosta de comédias românticas. Dava para notar em seu rosto, o quanto estava com medo e que estava contando as horas para sair dali.
- O filme não tem nada demais, foi o que ouvi dizer. – Falei tentando quebrar o clima, mesmo sabendo que aquilo era impossível. Tinha ouvido falar que aquele tinha sido um dos filmes mais terríveis de vampiros filmado nos últimos anos.
- Ahan, eu vi a crítica dizer. – Suzy não se deixou levar assim tão fácil.
Todas nós rimos, compramos nossa pipoca e partimos para os nossos lugares com os meninos. Em menos de meia hora, entramos na sala e o pessoal fazia algazarra, falava alto. Sem dúvidas, aquele era o evento do ano em Caverwood. Entraria para a história.

Em menos de Meira hora, eu estava irritada e completamente atraída pelo filme. Primeiro, não esperava que Ivi me trocasse assim tão fácil por Thomas. Mas pelo visto, ela não pensou duas vezes.
Então, sem saber explicar, ela se sentou ao lado dele e quando apagou as luzes, os dois estavam se beijando. É. Difícil de acreditar, visto que Ivi é minha melhor amiga e Thomas, capitão do time da escola e popular. São duas categorias que não se encaixam, chocada é pouco.
Eu estava sentada entre Mallerey e Jake. Suzy estava agarrada ao braço da Mallerey e desde que Ivi comentou sobre Jake, fiquei um tanto sem graça. Vi Jake me olhar com expectativa várias vezes, mas não soube bem entender o que ele estava tentando dizer.
- Mallerey?
- Sim? – ela estava comendo uma pipoca atrás da outra. Não sabia explicar como ela conseguia comer com tanto sangue na tela.
- Quanto tempo falta pra acabar o filme?
- Ah não sei, uma hora talvez. Por quê?
- Nada não. – tentei ignorar as misturas de sensações que tomavam conta de mim.
Tomei a coca cola e tentei ignorar Jake. Mas era um tanto difícil, uma hora ou outra, pegava ele me observando. E era muito estranho.
Ele era meu amigo desde sempre. A gente conversava sobre tudo e queria entender porque ele tanto me olhava. Será que a Ivi estava com razão? Será que fui tão boba e ingênua e não percebi?
Tentando cortar o clima me virei para falar com ele, mas esse foi o meu erro.
Jake me olhou com seus lindos olhos azuis, pegou a minha mão com carinho e disse:
- Você está tão linda hoje, Lily!
Ah não, isso não pode estar acontecendo! Ele é o meu melhor amigo. Desde que meu dente de leite caiu. Eu converso com ele sobre garotos, dou dicas para ele sobre garotas e o quanto a minha mãe é chata. Ah não!
Ele estava se aproximando, muito rápido. Muito perto de mim. E eu não fazia idéia do que estava sentindo. Aqueles olhos estavam me hipnotizando.
- Mallerey, vou embora! - falei um tanto alto, eu confesso.
- Mas o quê? – ela falou sem entender largando a pipoca.
Não foi só ela que ficou sem entender.
- É, não estou me sentindo bem, vou para a casa.
- Por quê vai embora agora? Fiz alguma coisa errada Lily? – Jake perguntou confuso e sem graça.
- Não, não é isso. Tenho que ir – falei tentando me afastar de Jake.
Olhei na direção da Ivi, ela estava na fila de cadeira atrás de mim, mais envolvida beijando Thomas do que qualquer outra coisa. Se bem que naquela altura eu até arriscaria alguma coisa a mais.
- Ivi – falei baixinho. Repeti mais três vezes, sem obter sucesso, falei mais alto. Jake tentava chamar a minha atenção e Mallerey falava mil coisas que não ouvia direito sobre o filme estar bom e ela não arredar o pé dali.
- IVI!
- Oi, que é? – Jurei ter visto a boca dela roxa.
- Vamos embora? Não estou me sentindo bem.
- Ah não, eu não vou. – ela falou sem se importar.
- Como é?
- É, não vou. Estou com Thomas - ela olhou com expectativa. Ele ria presunçosamente, podia jurar que ele estava mordendo o lábio, tentando soar sexy – Não vai dar Lily.
- Aé? E como eu vou embora? Não posso ir sozinha, está tarde. Por favor Ivi, você prometeu. – supliquei.
- Não dá, amanhã a gente se fala. – Virou e continuou a beijar Thomas.
Olhei para ela chocada, sem entender.
- Pode deixar, eu te levo em casa.
- Não, não precisa Jake. É sério. – falei com medo.
- Eu vou com você. – a voz de Suzy era um sussurro.
- É sério mesmo? Vocês tem que ir? Poxa vida, não acredito. Espera que a gente vai junto.
- Não esquenta, Mallerey. Eu e Suzy vamos sozinha, a gente dá um jeito.
- Vão embora como? Está tudo fechado e deserto a essa hora!
- Mas moramos perto uma da outra. - completou Suzy.
- Fechado. Beijos, a gente se fala depois – falei, indo embora sem dar atenção a Jake que ficou sem entender e veio atrás de mim enquanto íamos embora.
- Hey, Lily, espera. Não vai embora – ele me pegou pelo braço.
- Não, Jake. Eu preciso ir, amanhã a gente se fala. Respeita meu espaço. – finalizei.
Dito isso, ele entendeu e me deixou ir embora com Suzy que parecia muito amedrontada.

Se eu soubesse que nem tudo é o que parece ser.

Enquanto caminhávamos em direção a nossa casa, Suzy ia reclamando:
- Eu juro, nunca mais assisto um filme desses. É uma coisa tão nojenta, não é mesmo?
Se ela soubesse que isso foi o que menos me impressionou.
- Claro, demais.
As ruas realmente estavam desertas, nenhum táxi, nenhum carro rondando e fazia frio demais.
- Nossa, como está frio por aqui! - reclamei.
- É mesmo! Não vejo a hora de chegar em casa!
- Mas andando, vamos levar quanto tempo?
- Olha, cerca de meia hora – Suzy deu um sorriso triste – mas fazendo um caminho mais curto, conseguimos chegar em menos de quinze minutos.
- É sério? Então que caminho é esse? Não vejo a hora de chegar em casa, vou morrer congelada.
- Tudo bem, só tem um problema – ela me olhou enigmática.
- Qual?
- Teremos que ir pela estrada principal de Caverwood.

Duas garotas sozinhas, sexta feira 13 à noite, de madrugada, andando por aí. Eu deveria saber que não daria certo.


Continua...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Todos os motivos do mundo para amar



Para Djan, meu amor

Como é bom ter um amor para chamar de "seu". Alguém em que possa confiar e contar seus medos sem julgamentos. Uma pessoa que possa confiar e que te faça feliz nos finais de semanas e durante a semana também, quando te mandar aquele SMS fofo que te faça sorrir de orelha a orelha.
Alguém que sabe exatamente o que você está pensando, que faz a melhor massagem do mundo e que quando compra algo, pode ser o objeto mais simples possível, mas que representa você e diz: "- Lembrei de você amor e comprei para você".
Alguém com quem você briga e cinco minutos depois, as mãos dos dois estão coçando para segurar uma a outra. Com ele, é aquele olhar que dá vontade de rir, do tipo que lê a alma e desvenda todos os seus segredos e mistérios.
Um amor que arranca um sorriso seu quando você é só tempestade, mau humor e estresse. Um amor que te diga o quanto é linda, a mulher mais bonita do mundo ao acordar, quando está sem maquiagem, com o rosto amassado e cabelo bagunçado. Alguém com quem você não tenha medo de ser brega, que você possa amar sem medo, possa se entregar, alguém que te contagie, te inspire e domine seus dias.
Aquela pessoa que toma conta dos seus pensamentos, faz do seu mundo um lugar melhor e que faz você acreditar na humanidade. Um amor que conheça todos os seus sonhos e faça o impossível para transformá-lo em realidade.
Alguém que te guie na escuridão, alguém enviado por Deus para iluminar o seu caminho e cuidar do seu coração. Um amor com quem você possa envelhecer alegremente juntos.
Aquela pessoa que cuide de você, te dê a mão quando mais ninguém estiver lá. Uma pessoa que possa te amar de coração e te chamar de "minha ema, linda, minha princesa" várias vezes ao dia, como se fosse a primeira vez.
Meu amor, você me faz uma das pessoas mais felizes do planeta. Eu te amo, feliz dia dos namorados e feliz seis anos e cinco meses juntos <3

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A felicidade é relativa



Para todo mundo que quer ser feliz

Todo mundo já ouviu essa frase em algum momento na vida vindo de alguém ou leu em algum lugar. É, a felicidade é relativa. Todos aqueles que tentam entender o que é a felicidade ou procuram uma receita de como ser feliz, dificilmente a encontraram. Vão passar grande parte da vida batendo com a cabeça na parede e entediados com a sua não felicidade.
Observe, há sempre uma pessoa que irá questionar nossa forma de ser feliz. Conheço pessoas de todos os tipos que são felizes de diferentes formas. Há aqueles que montam um cenário lindo, quando na realidade ele não existe e há outros que são felizes de verdade com o pouco que tem.
Entenda que vão sempre questionar a sua felicidade, se você quiser ser feliz solteiro, se quiser usar roupas diferentes, escolher uma profissão ousada ou quiser ser mãe solteira, ...
Não tem como agradar a todo mundo e as pessoas que nos incriminam podem ser pessoas invejosas, exigentes ou infelizes que não tiveram capacidade ou coragem para se arriscar como muitos de nós. É por isso que a felicidade é relativa, o que é doce pra você, pode ser amargo para mim. Mas não escute quem se opor ao que você quer, escute o que a voz dentro de você te diz.
Eu já exigi tanto do meu destino, das pessoas ao meu redor, mas me cansei e resolvi deixar rolar ...
Isso significa que prefiro ser feliz de uma forma louca do que não ser. Prefiro me arriscar, dar a cara a tapa do que ficar sentado vendo a vida passar e envelhecer sem ter histórias para contar.
A vida é um eterno perde e ganha, montanha russa de emoções e há quem queira se aventurar por aí. Quando se é feliz, você sente, você vive e o universo conspira ao redor. Ela pode não ser um mar de rosas, mas a gente pode chegar muito perto de ser feliz. Mesmo sem grana no bolso, mesmo com uma bicicleta na garagem, mas com um amor dentro do peito e saúde para dar e vender.
Acredito que as pessoas só precisam se permitir e a felicidade não é algo que se deve "cobrar". Ela tem que acontecer, te envolver e quando menos esperar, você vai estar sorrindo por aí se achando o cara ou a mina mais sortuda do planeta.
Já ouvi dizer que a felicidade é um estado momentâneo e olha, pode até ser. Mas felicidade para mim é você se amar muito, amar as pessoas ao seu redor e poder olhar para o céu e agradecer por tudo que Deus te deu.

domingo, 27 de maio de 2012

Vamos falar sobre a série The Secret Circle ♥








Me chamo Juliana e me considero culpada. Sim, eu sou extremamente viciada na série "The Secret Circle" baseada nos livros da diva L. J. Smith que passava pela CW e infelizmente foi cancelada. No meio disso tudo, muitas perguntas e muitos fãs desorientados. A série começou com baixa audiência e um dos pontos negativos, foi o fato de haver um hiato muito grande entre um episódio e outro (demorava meses para passar um novo episódio) - leia-se, esta é a versão da maldita emissora que queimará no inferno. Mas na minha humilde opinião, isto não comprometeu nem um pouco o desenvolvimento da série. Ao contrário, acredito que isso deu mais fôlego. Novos personagens entraram, a série se tornou mais dark e ficou muito mais interessante recheada de acontecimentos.
A série é apenas baseada nos livros e como em "Diários de Vampiro", não espere ver uma série fiel ao livro. Honestamente, esta diferença não diminui nem um pouco o amor pela série e pela história. A série é mais rápida, intensa e acontece muito mais coisa que no livro. O livro "A iniciação" - parte 1 é mais sombrio e também sou completamente apaixonada por ele (em breve, resenha).
A série The Secret Circle conta a história de Cassie Blaker, uma adolescente que perde a mãe em um acidente e tem que ir morar com a avó em Chance Habor. Quando chega no local, ela se confronta com uma realidade completamente diferente e as consequências, pois sua mãe fugiu da cidade há dezesseis anos em circunstâncias misteriosas.
Então, Cassie começa a ser notada por um grupo de adolescentes que fazem parte do grupo local. Ela então descobre que bruxos existem e ela é uma também. E o tal grupo é o coven de bruxos da cidade. Aí a bruxaria começa com direito a fantasmas, demônios, mortos vivos e caçadores de bruxos.
Recentemente, descobri por meio de vários fã clubes e amigos que a série pode retornar, mas em outro canal. MTV, ABCFAMILY e outras já demonstraram interesse, mas podem dar o sinal só quando as temporadas de suas séries chegarem ao fim. Uma coisa que me deixou intrigada, foi o fato da MTV lançar uma campanha chamada "Faça/ salve um desejo do bruxo", no qual tem como função arrecadar fundos para caridade em nome de The Secret Circle. Curiosamente, a MTV é uma das emissoras que possui menos orçamento para séries. Seria muita coincidência? Não, eu acho que não.
Acredito que isso seja só o começo. Sim, a minha série vai voltar com muita magia, bruxaria, rock'n roll e o meu querido círculo unido. Não, isto não é o fim para The Secret circle ♥!
Só sei que não consigo mais viver sem a série. Sinto muita saudade das músicas iradas (bandas indies) que tocavam nos episódios. O conflito entre a vilã mimada Faye e o círculo, as terríveis aventuras de John Blackwell e o triângulo Adam (lindos cílios) - Jake - Cassie.
# BringBackTheSecretCircle! Deixo vocês com uma das cenas que mais amei na série!

domingo, 20 de maio de 2012

Recordar é viver



Para Tia Mary e Naná que viveram esse momento

 
Eu nasci da década de 90, mais conhecida como a década perdida. Época de É o Tchan, Programa do Gugu e Nirvana (é tudo uma questão de gosto, nada pessoal). Então, sempre senti uma certa raiva por ter nascido em uma época em que não trouxe absolutamente nada de bom. Todo mundo sabe o quanto sou apaixonada pela década de 80, o que ela representou e o que trouxe de bom para as gerações futuras. Ver meu pai falando de músicas, seriados e livros não tem preço.
Mas lunática como sou, tinha me esquecido de algo, uma lembrança tão incrível que não imagino como pude esquecer tão fácil assim. Quando eu tinha mais ou menos seis anos de idade, a Dance Music estava no auge - ou "Euromusic". Tive a oportunidade de ouvir, graças as minhas tias, fãs assíduas dessas músicas várias dessas músicas que tocavam em baladas e festas de casamento. Era a época da discoteca, ace of age, Double you, Shakira e seus pés descalços. Que saudade aguda tenho dessa época!
Uma época que não tinha preocupações. Queria aprender espanhol, ser como a Shakira com seus cabelos soltos e estilo hippie, dançar as músicas que minhas tias ouviam e poder sair a noite como elas, de salto alto e lindos vestidos. Me lembro que queria ser como elas, independente e cativante. Parecia ser um mundo tão incrível e encantador, eu queria mergulhar nele!
Sou cria da dance music e sinto falta, pois naquela época as pessoas se divertiam de verdade. Frequentavam boate sem se preocupar em arrumar confusão. A cada noitada, uma história diferente.
Minhas tias chegavam tarde da noite, desarrumadas, mas rindo feito loucas cheias de histórias para contar. Sim, a década de 90 me trouxe muitas alegrias e agora que redescobri, só quero relembrar uma época tão gostosa que vivi.
A música acima era hit naquela época e me remete sentimentos gostosos, sensação de liberdade e boas lembranças. Então ouçam, acredito que todos vocês, da mesma faixa etária que eu, tenham boas histórias para contar.
Aproveite enquanto é tempo, viva o agora. Não se pode voltar no tempo e tenha boas lembranças do que viveu.