sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma incrível história de suspense de tirar o fôlego




- O Natal de Poirot -

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira


Sinopse


"Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho...



Para começar esta resenha, vou logo avisando que sou muito suspeita para falar da Agatha Christie. Minha vida se resume em antes e depois que li J.K. Rowling e Agatha Christie. Ao lado da J.K, Agatha é para mim uma das divas da literatura. Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez em que li um livro da “Rainha do crime” como alguns leitores e fãs a chamam. Eu tinha quatorze anos e minha melhor amiga que também é fã, me emprestou “Mansão Hallow” e foi amor a primeira vista.
Para todos aqueles que são apaixonados e se encantam por mistério, suspense e enredos enigmáticos vão devorar os livros e se tornar fã de suas histórias.
Por ser fanática por Agatha, já li muitos livros dela e inclusive assisti um documentário. Sou extremamente apaixonada por sua escrita. Os enredos das suas histórias são bem construídos e acho super mágico, Agatha descrever aquela atmosfera sombria de Londres que há em todos os seus livros – ou em grande parte deles. Agatha era uma mulher muito a frente do seu tempo e tem muitos mistérios sobre a sua vida. Um deles, fiquei extremamente surpresa ao descobrir. Após se separar do marido, que a estava traindo, a autora desapareceu sem deixar rastros. Encontraram o carro de Agatha abandonado em uma estrada. Naquela época, Agatha já era conhecida pela mídia, então policiais e detetives foram atrás dela. Um tempo depois, ela surge como se nada tivesse acontecido. Muito louco não é mesmo? Não é a toa que amo Agatha, ela é especial.
Então foi em um sábado a noite em que encontrei dois boxs da Agatha super baratinhos nas lojas americanas e pensei: é agora ou nunca! Me rendi e comecei a fazer coleção deles Só lamentei uma coisa. Agatha tem uma linha de livros sobrenaturais que não foram lançados aqui no Brasil, sua fama como romance policial é muito famosa e algumas editoras consideram isso empecilho para trazer esses títulos para o país. Mas se você é fã como eu e não vê empecilho nisso, saiba que é possível encontrá-los em inglês. Vou ver se dedico um tempo da minha vida a ler e traduzí-los.
O fato é que noto que em cada livro seu, Agatha possui uma narrativa pessoal e não seria diferente em O Natal de Poirot.
Este livro, como a mesma disse, é um pouco diferente dos demais. Alguns de seus amigos estavam reclamando que o assassinato em suas histórias estavam se tornando requintados demais. Então, ela não pensou duas vezes, em criar uma história onde tivesse muito sangue. Sim, se preparem, há sangue em toda a parte.
E como não poderia deixar de ser, no final do livro me encantei e me surpreendi demais com esse livro. Para começo, este livro é sem dúvidas, um dos melhores de sua carreira.
A história narra a vida da família Lee que se prepara para mais um natal em família. Seria a noite perfeita, senão fosse pelo fato, do chefe da família – o Sr. Lee ser um homem bilionário e tirânico. Um homem que tem o poder nas mãos. Por ter trabalhado com diamantes na África do Sul, ganhou dinheiro e colecionou inimigos durante sua vida. Enredo perfeito não é mesmo? Agatha constrói a história colocando dúvida em todos os personagens, eles são descritos com desconfiança, tanto a sua fisionomia quanto o jeito de se comportar. O que faz com que você duvide de todo mundo.
Como ela mesma diz, a família Lee é vingativa e não se esquece. O velho Lee era um homem muito mulherengo, fez sua mulher morrer de desgosto, pois era extremamente infiel e isso lhe rendeu muitas histórias. Ele possui uma péssima relação com seus filhos. Todos eles se afastaram ou tentaram se aproveitar dele. O fato é que neste natal, ele já velho e debilitado, decide reunir todos para uma ceia em família.
Seria o tipo de cena perfeita, mas o velho na verdade une todos apenas para depreciá-los e tratá-los mal. Logo após isso, inesperadamente, se ouve uma barulheira e gritos no quarto dele, o que indica que aconteceu algo. Alguém morreu.
O velho Lee está morto, cortaram a sua garganta e há muito sangue. Todos se encaram, quem poderá ter sido o autor dessa tragédia?
Graças a uma coincidência do destino, o detetive Hercule Poirot, famoso por descobrir casos enigmáticos se encontra passando férias naquele lugar e é chamado para ajudar nas investigações e junto com ele, há enigmas e revelações surpreendentes.
É um livro que me encantou e não conseguia deixar de ler, enquanto não descobrisse o que estava acontecendo. O leitor acaba desconfiando de todos, mas o final a lá Agatha Christie não deixa nada a desejar e sim, apenas surpreender e pensar: Cargas d’água, essa mulher é demais!
Leitores apaixonados por um verdadeiro suspense de deixá-los sem dormir (sim, eu até sonhei com esse livro), leiam e apreciem. Sem dúvidas, não irão se arrepender!

3 comentários:

  1. Nunca li nada dela, mas ja ouvi falar muito bem dela, acho que vou começar a ler sobre.

    Beijos querida.

    O por ti, pra ti tá de cara nova, visita lá, espero que goste.

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  2. AH com uma resenha dessa, vou procurar!

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  3. CadÊ você menina????

    Beijo, grande abraço!

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