quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Bela e a fera


Porém ela o aconselhou a não se deixar enganar pelas aparências pois a beleza está no interior das pessoas’
(A Bela e a Fera, EUA, 1991)


"Lá estava eu, novamente. Já fazia tanto tempo que não via seu rosto e não fazia ideia de como estava. Te reconheci pelo olhos, os mais brilhantes que já vi. Eu não os tinha esquecido.
Eu imaginei esta cena mil vezes na minha cabeça. A verdade é que eu não sabia como deveria me comportar. A última vez em que nos vimos ... foi tão triste.
Tão novos e arrasados com o coração ferido. A verdade é que meu coração estava acelerado e torcia para que ele se sentisse assim.
Ao me ver, ele estendeu o copo e deu um sorriso. Parecia estar feliz, mas ao mesmo tempo triste. Eu não soube entender. Ele continuava o mesmo, o que me faz sentir mais saudades.
- Olá Júlia!
- Olá Patrick!
Tentei manter minha voz firme. Nenhum detalhe do seu rosto escapou de mim. No momento em que abri a boca para falar com ele, senti aquela dor no peito, que não me abandona nunca. Aquela dor que vem me visitar para me avisar que nunca mais irei funcionar direito. Eu estava com defeito e daqueles, irreversíveis.
Queria passar a minha mão pelo seu rosto como sempre fazia, mas não fiz. As circunstâncias agora eram outras. Estendi minha mão e ele apertou de um jeito que não queria sentir.
- Como você está? - ele parecia mais animado. - Já faz tanto tempo! - ele pareceu triste.
E eu também.
Fazia seis meses que cheguei na casa dele eufórica cheia de saudades. Patrick havia voltado de uma viagem a trabalho, mas o meu Patrick não estava lá. O que voltou era outro e este me tirou da sua vida.
- Ótima, e você como estão as coisas? Passou tão rápido!
Mentira. Minha vida tinha passado muito devagar nos últimos meses. Como eu poderia me despedir de um amor tão grande que era maior que eu?
Olhei para ele do mesmo jeito que antes, era inevitável. Ele me olhava diferente, mas isso não significava que fosse ruim. Era como se ele estivesse me avaliando, tentando decifrar cada coisa que eu fazia.
Dessa vez seria forte. Agiria formalmente e não deixaria cair a minha guarda.
- Estou bem, trabalhando muito. Como estão seus pais? Já faz um tempo que não os vejo. Sua mãe conseguiu convencer seu pai de vender aquele carro velho?
Nós dois rimos. Meus pais eram as maiores figuras e eles se davam muito bem com Patrick e lamentaram muito quando tudo isso aconteceu. Meu pai tinha um carro velho que não funcionava mais, só que ele guardava como recordação. Minha mãe queria que ele vendesse e pedia ajuda de todos para conseguir isso.
No último mês, com muito custo, ele vendeu e comprou outro. Apenas porque estava tomando espaço.
- Ah sim, ela conseguiu. Meu pai não ficou muito feliz com isso, mas ele viu que estávamos sem espaço em casa.
Nós dois rimos e nossos olhos se encontraram. Por um minuto, parecia que não tinha passado todo aquele tempo. Parecíamos estar em câmera lenta, senti que todos nos observavam na festa.
Mas naquele momento, eu não liguei. O meu Patrick estava ali, segurando a minha mão. Não podia deixar isso acontecer, mas era difícil resistir. Eu precisava daquilo e lá estava ele me fazendo relembrar de cada detalhe que partia meu coração a cada segundo.
- Eu sinto muito.
Ele me olhou de um jeito triste, me controlei para não estragar a maquiagem. Nunca me esqueceria de como tudo aconteceu. Há sete meses, Patrick teve que viajar a trabalho. Ele era formando em Geografia e trabalhava como pesquisador. Prometi esperá-lo. Seria apenas um mês, passaria rápido. Só que não passou e quando ele voltou, já não era mais o meu Patrick. Era outro cara que terminou comigo depois de tanto tempo juntos.
Eu estava sozinha, fui abandonada. Tinha todos os motivos do mundo para odiá-lo, mas não fiz. Só o que eu sentia era saudade e olhar dentro de seus olhos, foi como enfiar uma faca em meu coração.
- Não sei porque teve de ir ...
Ele abaixou a cabeça, podia ver o quanto estava triste. Tirei minha mão da dele e disse:
- As coisas mudam, eu já entendi. Espero que seja feliz Bauer. - Bauer era o último sobrenome dele e era sim que o chamava quando estava com raiva.
Se ele não fizesse isso, era melhor eu fazer. Ficar ali estava me fazendo ficar pior.
Sai de perto dele e fui até a sacada. Precisava de ar, não imaginava que vê-lo me faria ficar tão mal.
- Espere Juliaa...
Ele não iria desistir tão fácil assim.
- O que você quer?
Agora estávamos longe do salão e não havia ninguém mais por ali. Apenas nós naquela escuridão sinistra.
- O que é? o que você quer?
- Quero te pedir desculpas. Não queria te fazer sofrer, mas fiz o que era melhor para nós dois.
- E por que ainda está aqui? Por que não foi embora e sumiu da minha vida de vez? Tem noção do quanto é difícil viver para mim com as suas lembranças? É torturador, não posso mais viver assim.
- Me perdoa - seus olhos pareciam verdadeiros. - Nunca quis machucá-la, mas sei que fiz isso. Você é muito importante para mim, não posso te ver mal.
Ele pôs a mão em cima da minha, o que não melhorou muito e então eu disse:
- Agora é tarde, já foi feito. Agora que estou me remendando, você volta para me atormentar. Por quê? Como fez aquilo comigo? Por quê foi embora da minha vida daquele jeito? O que eu fiz com você? Eu te esperei.
Eram muitas perguntas e ele encarou apenas o chão.
- Você não é quem eu pensei que fosse.
Segui em direção a porta e ele me puxou.
- Você não vai entender Julia. Isso é muito maior do que nós dois. Eu só quis salvar a sua vida te afastando de mim.
- Como?
- Sabia que não era mais seguro se você estivesse ao seu lado. Eu te amo e precisava te ver bem.
- Do que está falando Patrick?
- Não sou quem você pensa que eu sou.
Fiquei sem entender, confusa era pouca para dizer.
- Pode me explicar o que está dizendo?
- Eu sou um monstro - sua voz ficou embargada - e não pode ficar ao meu lado. O melhor que tem a fazer é fugir de mim.
- Patrick, o que você está querendo dizer ...
- Mudou muita coisa desde aquela viagem, mas o meu amor por você não. Eu continuo te amando, ainda mais.
Ouvir aquilo era tudo que mais queria na minha vida.
- Não entendo, você me ama, mas me deixou.
- Fiz o melhor para você, um dia vai entender. - Dito isso, ele se jogou da sacada e eu gritei e corri. Ele estava caindo e não podia fazer nada. Até que ele se transformou em um lobo grande e preto. Perdi a força nas minhas pernas, estava despencando, mas alguém me segurou.
Várias pessoas vieram ver o que estava acontecendo. Eu me desvencilhei de todas e desci correndo até onde ele caíra.
Lá fora estava muito escuro, mas mesmo assim continuei a andar. Precisava encontrá-lo. Até que esbarrei em algo e me virei.
Um grande lobo preto me encarava. Poderia sentir medo, mas algo me fez sentir compaixão.
Seus olhos eram brilhantes, o mesmo que o meu Patrick.
- Patrick!
Avancei e ele se afastou de mim. Ignorando seu movimento, fui até ele sem medo e o acariciei. Podia ter muitas perguntas para fazer, mas as deixei de lado, aquele era meu Patrick. Quem eu esperei por tanto tempo.
Ele se deixou levar e deixou fazer carinho nele.
- Não fuja mais de mim Patrick, estou aqui e não vou embora sem você.
Uma lágrima saltou do seu rosto e ele se transformou em homem na minha frente. Era coisa de outro mundo. Ele me encarou, seus olhos tão duros.
- Agora entende o que quis dizer? Agora sabe porque fugi.
- O que houve? - entrelacei sua mão na minha.
- Naquela viagem em que fiz, teve uma noite em que tive que pesquisar em campo. Estava sozinho e acostumado, não sentia medo. Até que um homem se aproximou de mim. Eu tive medo, não havia mais ninguém por lá. De qualquer forma, tentei ser cortês - ele estava distante - Ele falou muito sobre o lugar e quando menos esperava, ele se transformou em lobo e me mordeu.
- Por quê não me contou?
- Porque eu tive medo. Medo de você não acreditar, medo de te perder.
- Você só não me perdeu, porque eu não desisti de você. Poderia ter me contado, teria evitado tanta coisa.
- Eu te amo e é muito perigoso ficar ao meu lado. - ele se afastou.
- Não me importa. É você quem eu amo, quem eu sempre amei e ficarei do seu lado. Não tente mais fugir de mim, vou atrás de você, não importa onde seja. - me aproximei dele e fiquei muito próximo da sua boca. Sentia tanta falta de estar tão perto dele.
- Não diga isso!
- Digo!
- Quando eu me transformo, posso machucar você! Sou um monstro ...
- É o meu monstrinho e confio em você. Sei que não vai me machucar mais e já que você não quer mais fazer isso, deixa eu ficar perto de você. Não se afaste de mim, nunca mais. - as lágrimas desciam com uma velocidade absurda, esperei tanto para dizer aquilo.
- Não tem medo de mim?
- Não.
- Só que por ser lobo, sou imortal...
Ele me encarou e tive uma ideia brilhante.
- Então me morda e serei imortal como você!
- Não - ele gritou - Isso é um absurdo. Para se acostumar, é algo muito perigoso.
- Vamos ser imortais juntos, seremos felizes.
- NÃO - Ele esbravejou.
- Sim, por favor?
Eu estava colada nele e ele me encarava. Sabia que nem ele e nem eu aguentaríamos mais. Ele então se aproximou e me beijou. Era tudo o que eu queria.
- Se eu te morder, você será minha - ele parecia descontraído.
- É tudo o que eu sempre quis.
Ele me puxou e me levou para a escuridão. Eu sorri para ele que me retribuiu de volta. Estavamos caminhando para a nossa felicidade, a nossa imortalidade.
Seremos felizes, para sempre."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não somos mais os mesmos



Para Tamara *_*

Todos nós mudamos. É inevitável continuar a mesma coisa ano após ano, chega uma hora que sentimos necessidade de mudar, seja para melhor ou não.
Uma coisa que aprendi dentro de casa é que apesar de tudo, por mais que queira, de modo algum, aprendi a não negar as minhas origens e muito menos a minha essência. Isso é respeitar a mim mesma e a minha natureza.
Acredito eu que deva ser bem difícil passar por cima da sua personalidade e caráter que construiu ao longo dos anos. Deve ser muito difícil fingir ser o que não é.
Eu sou aquilo que você vê. As pessoas que me conhecem sabem exatamente como eu sou, nunca quis ser popular e sou do tipo que se você me amar ótimo, senão paciência. Nem Jesus agradou a todos, imagine eu uma simples mortal.
Só que eu sempre soube que algumas coisas não seriam para sempre. Talvez seja meio doloroso, quem sabe a dor sare no caminho. O fato é que chega uma hora em que as coisas mudam, as pessoas também e é o momento de aceitar. Aceitar principalmente o rumo do qual a coisa tomou.
Sou nova e a vida me mostra situações diferentes que jamais imaginei presenciar. Sim, o ser humano é uma caixinha de surpresas e a decepção faz parte da vida. Se conformar também.
Não somos obrigadas a aceitar pessoas e opiniões caladas. Se aquilo não lhe faz bem, é hora de deixar de lado. Eu sou o tipo de pessoa que quer acreditar que vai dar certo, mas não insisto quando vejo que o barco está afundando. E também não insisto a partir do momento em que me machuca, me incomoda e vejo que não rende os bons frutos como antigamente.
É neste momento em que vejo que a vida precisa mudar. É necessário deixar algumas pessoas irem, para outras entrarem em sua vida e lhe fazerem feliz.
Depois de algumas decepções, aprendi a aceitar isso muito bem. Sem dúvidas, a idade e o amadurecimento são grandes aliados nesta jornada. Se fosse antes, com o meu coração de uma jovem rebelde, as coisas sairiam de um jeito que hoje não quero, mas como disse, graças a deus eu mudei e para melhor.
Aprendi que tenho que aceitar aquilo que não posso mudar e respeitar as escolhas das outras pessoas, por mais que elas não me agradem.
Só que a vida é isso: é saber ter jogo de cintura, ser esperto e ser feliz com aquele que se importa de verdade com você.
A partir do momento em que surge aquele vazio, silêncio e mágoa, é hora de virar a página, pois outros personagens querem entrar e aí sim a história vai ser diferente.
Apesar de ter mudado, acredito que para melhor, nunca deixei de ser quem eu fui. Então, não me arrependo de nada e faria tudo novamente.
Não somos mais os mesmos, mas não precisamos deixar de ser quem somos. Se você for honesto com você mesmo, não precisará passar a vida inteira sendo um impostor.
E então estará de parabéns. Não há nada mais valioso do que ser autêntico e respeitar a si mesmo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Parabéns para mim *_*



Na foto, Juliana Skwara: aquariana, divertida, amorosa, carinhosa, chatinha, musical, patricinha roqueira, bonita, linda, sexy e feliz
:P




Parabéns para mim, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!
É engraçado como o tempo corre, parece que foi ontem que estava sonhando em completar 22 anos em 22 de Janeiro. Sempre achei que seria uma data mágica, e sem dúvidas é *_*
Quanto mais fico velha, mais tenho a sensação de que sou nova. E sim, estou muito feliz. Alguns se sentem triste ao fazerem aniversário, mas para mim temos que comemorar, pois graças a Deus temos saúde, alegria, paz, amor e pessoas que estão ao nosso lado dispostas a lutar pela gente.
O que eu peço? Só peço saúde pra dar e vender, muuuita paz e alegria. O resto a gente corre atrás kkkk. E que eu continue sendo essa pessoa sincera, feliz, determinada, sonhadora, romântica, engraçada, louca e very very divertida hahahah
Bem, agora tenho que aproveitar, já que vai ser uma semana de comemoração! Meu bolo, minha família, meus amigos e meu amor me esperam ;D
Grandes beijos
YEEEEEEEEEEAH, ROCK'N ROLL AND PARTY!!!!!

P.S: Modéstias a parte, me desculpem, hoje é meu aniversário e posso tudo *_*

sábado, 21 de janeiro de 2012

Entenda- me como quiser


Nunca fui perfeita e nem quero ser. Seria muita pretensão minha querer ser. Acredito que apenas Jesus é perfeito e eu sou apenas uma mortal. Tenho meus defeitos, qualidades e sim, erro também como qualquer outro ser humano.
Só que não posso permitir que me julguem, condenem e muito menos me acusem de algo que não fiz. Sempre fui justa e gosto de ser assim. Não preciso mentir dizendo que fiz algo quando na realidade não fiz.
Sempre assumi o que fiz e não será diferente agora às vésperas dos meus vinte e dois anos. O fato é que de 2011 para 2012 mudou muita coisa na minha vida e principalmente eu, que estou longe de ser a mesma garota que criou este blog em 2008 para poder desabafar e publicar seus "vômitos literários".
Essa garota virou uma mulher e esta mulher, tem o direito de ser quem ela bem entender. Cansei de moralidades, incompreensões e atitudes de criança. Agora oficialmente deixo de lado pessoas e sentimentos. Tenho o direito de experimentar tudo o que tenho direito. Afinal, quem paga as minhas contas sou eu!
Quero agradecer aqueles que estiveram ao meu lado, presentes e em nenhum momento vieram com cinco pedras nas mãos. Posso não ser a melhor pessoa do mundo, mas acho que ao menos merecia não ouvir que a pessoa que tanto me fez mal se tornou uma pessoa melhor para você, meu bem.
Lamento muito se te incomoda que eu não me incomode. Ao contrário, nunca me senti tão bem e resolvida com a minha consciência. Acho que não se pode dizer o mesmo de algumas pessoas, que agiram como se não me conhecesse.
E honestamente estou cansada de tanta criancice e infantilidade. Este texto não é nenhuma indireta, apenas o desabafo de alguém que se fartou de situações e pessoas, e está muito afim de escrever novas histórias.
E não sou obrigada a aturar seus surtos de madrugada. Pense bem antes de vir falar comigo.
Sigam - me os bons.
E o que é verdadeiro fica no final ;D

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oi, eu estou bem e sumi um pouco, porque precisava de vida e diversão. Ou melhor, ainda preciso. Nada melhor do que sumir um pouco e ter um tempo com os livros, as pessoas que amamos, piscina, filmes e ótimas noites.
É, eu precisava.
Sei que estou super devendo a continuação do conto e podem sim, me cobrar. Só acho que vai demorar um pouquinho. Tenho milhões de resenhas para postar aqui, muitas novidades, meu livro que escrevo no momento e o meu aniversário que será no domingo e CLARO terá um post super especial.
Enquanto isso, deixo vocês com grandes beijos e com a seguinte mensagem: aproveitem bem as férias,porque depois que o bicho pega e não dá mais pra fugir.
Prometo, volto logo.
Beijos
Ju