sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre milhas e fortaleza

Olho a estrada, falta muito para terminar. Há algumas pedras pelo caminho, sujeiras, galhos. Meus pés estão cansados, minhas pernas doem e de vez ou outra machuco meu pé com as coisas que encontro no meio do caminho.
Enxugo o suor da testa, respiro fundo e continuo a andar. Tento não pensar nas pessoas que não precisaram passar por isso ou que têm a vida boa. As pessoas são diferentes, a vida é assim e não tem jeito.
Penso que tudo isso faz parte. Durante o meu caminho, vejo muitas pessoas caminhando ao meu lado. Algumas desistem, outras caem, algumas seguem caminhos muito fáceis, outras partem. E eu ainda me mantenho firme.
Sinto a aura e a sensação de que alguém lá em cima está me guiando. Posso escutar a voz dele em meu ouvido "aguente firme, você vai conseguir. É minha filha, vai saber passar por isso"
Tem dias que paro, vejo os carros passarem, me entrego ao desespero, caio e choro. Em outros, só preciso de caneta e papel para escrever tudo que está aqui dentro.
Durmo e tenho sonhos. Sei que todos são obras de meu pai. É assim que a gente conversa. Meu pai me ouve, é paciente e carinhoso comigo. Me dá uma lição de moral e me mostra que é fácil desistir, difícil é continuar.
Então eu acordo, lavo o rosto e continuo a andar. Posso ver o fim da estrada e um pôr do sol maravilhoso. Faltam muitas milhas para se chegar até lá, mas tenho fé, tenho coragem e garra. Acredito em mim e sei que vou chegar lá.
Dizem que cada um é aquilo que suporta, então eu sou muito forte.
E não vou desistir. Jamais.
Obrigada Deus, por me mostrar que há escolha mesmo quando o mundo não me mostre.
Esse é o só começo, vocês vão ouvir muito falar de mim.



segunda-feira, 12 de março de 2012

A caminho




Já parou para pensar quantas coisas você começou e não terminou? Ou então, como a sua vida poderia ter sido? É, me peguei pensando nessas coisas um dia desses e elas me fizeram um bem danado.
Sempre admirei a capacidade de algumas pessoas fazerem planos e conseguirem concretizá-los. Durante muito tempo na minha vida - apesar de tudo - fiz muitos planos.
Grande parte deles não deu certo, alguns deu a calhar de dar. O importante nisso tudo é que descobri que já não me importo tanto com isso. Porque na verdade, sei que as coisas tomam o rumo que devem tomar.
Aos dezessete anos, planejava morar no Brasil. Só que conheci uma pessoa e tudo mudou. Planejava ser acadêmica e ser uma professora respeitada no meio, hoje percebo que estou longe de ser. Queria ter certos amigos, os quais nem vejo mais.
"Se não deu certo, é porque não era para ser". Essa frase é muito clichê, mas ela resume bem as voltas que a vida dá. E me sinto tão bem em pensar dessa forma. Mesmo que algumas pessoas me recriminem por isso, me sinto aliviada, em paz comigo mesma.
A gente envelhece, se torna adulto e descobre que a vida é um eterno ciclo. Por ora, alguns abrindo e outros se fechando. Houve uma época em que não os aceitei e não queria respeitá-los.
Só que hoje compreendo isso sendo algo comum. Não podemos lutar contra isso, isso é a vida. Estas são as lições que ela nos dá.
De uma certa forma, estamos todos nós, todos os dias nascendo, crescendo e morrendo. Não nada anormal isso. Isso é a natureza seguindo seu fluxo.
Os anos passam, as pessoas mudam. Eu mudei e me orgulho demais por isso. Isso me dá um gás a mais para cumprir minhas metas, meus sonhos. Um gás a mais para começar a semana.
Aquilo que vai embora, as deixo ir sem melancolia, já que sinto a sensação de dever cumprido.
Sou muito nova e sei que tudo só está começando. Mas agradeço a Deus por viver tudo isso e me mostrar o quanto o nosso dia a dia pode ser rico.
Eu não tenho todas as respostas para as perguntas que quero, mas tenho a leveza e esperteza de tentar desvendá-las.
Não sei porquê, mas esses últimos dias tem sido revigorantes. E saio disso tudo renovada.

terça-feira, 6 de março de 2012

"Somos quem podemos ser"



"Eu também era uma garota que gostava de um desafio. Ou pelo menos gostava de pensar de mim desse jeito"

"Quando não se sabe para onde se vai, talvez não seja tão ruim ter mais do que se precisa"

Livro A caminho do verão de Sarah Dessen

Passamos a vida inteira desejando sermos aceitos. Quem negar esta afirmação, está mentindo. Todo mundo já passou por essa situação pelo menos uma vez na vida. E chega a ser engraçado um livro te fazer refletir sobre certas coisas que você jamais havia pensado.
Desde pequena, sempre tive o hábito de ler. Eu lia os livros extra classes que a professora nos indicava antes de toda a turma e naquela época tirava notas altas. Isso logo gerou uma confusão que me perseguiu durante um tempo.
Só pelo simples fato de ser alguém que amava ler, eles me viam como nerd. O que jamais cheguei perto de ser.
Uma pessoa pode simplesmente gostar de ler, mas isso não signifique que seja acadêmica.
Durante um tempo da minha vida escolar, fui vista como estudiosa, a menina centrada. O que era não era verdade, mas minha família adorava e contava a isso aos quatro ventos com um orgulho fora do comum. Só que nunca me dei com números, sistemas, relevo e etc... Eu gostava de ler histórias e viajar com elas (entenda-se como todos os tipos de livros, menos os teóricos). Um dia, eu presenciaria as mesmas coisas em minha vida.
Me lembro de quando contei que queria fazer letras. Tenho certeza que minha família esperava que eu fosse advogada, médica, administradora. Foi um baque, mas minha decisão foi respeitada.
Na minha adolescência, me rebelei e minha família tentou ao máximo ignorar minhas mochilas pichadas e as músicas de rebelião que ouvia trancada em meu quarto.
Nunca dei para matemática, sempre fui muito ruim e não me envergonho disso. O mundo dos números não é para mim. Toda aquela frieza, aquela exatidão. Eu sempre gostei de coisas mais profundas, imaginar e criar. Eu sempre amei o mundo artístico e quando contei que ia fazer letras, foi aquele momento em que minha família estampou o melhor sorriso amarelo no rosto e fingiu engolir. Sorte minha que nunca gostei de ouvir ninguém.
E infelizmente, sempre fui comparada a minha melhor amiga e isso é de deixar qualquer um maluco. Por quê?
Porque somos pessoas completamente diferentes. Minha melhor amiga é representante de classe, tem o CR super alto na faculdade e não desgruda de seus livros teóricos.
Eu sou aquela garota que está sempre grudadas nos livros que não são os da faculdade, passo em algumas matérias raspando e outras tenho tanto interesse que se reflete em nota boa. Sou a garota que está sempre com uma novidade, querendo sair e conhecendo muitas pessoas, mesmo que não me ligue a elas.
As pessoas são diferentes, isso é fato. Não tem como compará-las. Não é da minha natureza me preocupar com coisas que a minha amiga pensa. Funcionamos de forma diferente e sempre deu certo.
Vivo atrás de experiências, estudo em véspera de prova e chego a estudar ouvindo música. Sou impulsiva, falo besteira, não sou muito fã de teorias e sou mais prática.
Meu sonho é pegar um carro, sair por uma estrada em pleno verão com cabelos ao ventos e parar em algum lugar em que possa apreciar a vista perfeita.
Eu não vivo sem amor, música, livros. Meu mundo é hippie e sou a personalização do paz e amor.
Só que ao invés de muitas pessoas que se afastam de experiências e se entregam as teorias, eu prefiro vivê-las.
Sei que estou perdendo algumas coisas com isso, mas eu sou assim. E sei que quando estiver mais velha, terei histórias e fotos para mostrar aos meus netos. A vida é uma só e cada um sabe como vivê-la.
Não estou aqui desrespeitando o estilo de vida da minha amiga, ao contrário. Acho que tanto eu quanto ela, devemos ter nossos estilos de vida respeitados. Cada pessoa tem o direito de viver como quer.
E por mais que eu seja dessa forma, não significa que tenha que me julgar como alguém relaxado ou que não quer nada. Faço faculdade e pretendo me formar para ter um futuro. Só que não tenho dúvidas de que sou uma narradora de sensações e preciso vivenciá-las para escrever.
Eu quero sol, vida, amor, verão, experiências, um mundo colorido onde reine paz e amor. Músicas, livros, amores dos quais a gente nunca se arrependa. Olhar para trás e saber que valeu a pena ter vivido tudo isso.
Obrigada Sarah Dessen por isso!


* Somos Quem Podemos Ser é uma música da banda Engenheiros do Hawaii

sexta-feira, 2 de março de 2012

A minha história



As histórias que mais amamos vivem dentro de nós para sempre (J. K. Rowling) ♥

Há dois anos, em um dia muito chuvoso e frio, eu estava em casa entediada e cansada. O Rio de Janeiro estava em estado de emergência, por conta das chuvas, estava trancada em casa sem nada para fazer.
Nunca fui apreciadora de programas de tv aberta que toda minha família insistia em ver, minha prima escrevia em sua agenda na minha frente e foi então que tudo surgiu na minha mente.
Foi ali que nasceu a história do meu primeiro livro que se tornou uma grande obsessão da minha vida. No primeiro momento, um pensamento surgiu como uma explosão e desde então ela não saiu mais da minha cabeça.
Dois anos depois e dezesseis capítulos escritos, falta ainda bastante para terminar. Primeiro, porque este meu livro exige um estudo, dedicação e muita vontade de escrever e pretendo que ele esteja altura do que sonhei. Não me importo que demore, contanto que no fim das contas ele seja aquilo que eu tanto sonhei.
Desde que a história surgiu em minha cabeça, passei por muitos problemas, bloqueios criativos e a história mudou muito desde que tive a primeira ideia.
Eu sonho com os personagens, tenho os sonhos mais psicodélicos e bizarros que possam imaginar. Uma caminhada na rua já é o suficiente para pensar no ponto em que parei.
Influenciada por Agatha Christie e Edgar Allan Poe e muitas músicas que ajudam a minha mente a se soltar. A maioria sendo rock e música alternativa copiadas em meu celular para ajudar a minha mente a viajar.
Meu livro está longe de ser um romance fofo, está mais para uma aventura que beira o aterrorizante. O horário que mais trabalho é de madrugada e é quando rendo mais.
É engraçado que ao me olharem, as pessoas jamais poderiam imaginar que escrevo tais coisas. Mas esta história vive em mim e me sinto no dever de contar.
A história e os personagens ganharam vida e criaram pernas. Meu livro é meu filho que cuido com todo carinho. Peço desculpas por não poder escrever nada sobre ele, mas meu medo de ser plagiado, me impede isso. Assim que registrá-lo, faço questão de gritar ao mundo aquilo que eu mais quero.
Meu livro é para pessoas fortes, com imaginação fértil e que compreendam que a vida não é só isso que se vê.
Mistério, terror, ação, aventura e até mesmo romance. É uma história que já faz parte de mim e não vou desistir até chegar ao fim.