sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O fim é só o começo





Para Stephenie Meyer, com carinho


Parece que foi ontem. Era o ano de 2008 e eu descobri a saga "Crepúsculo" que muitos amam e odeiam. Crepúsculo é uma das sagas mais populares entre o público feminino e para falar a verdade, nunca liguei para a crítica. O lance é que assim que li as primeiras linhas de Crepúsculo, minha vida mudou. Me vi completamente envolvida no enredo e obcecada por Forks, seus vampiros e Edward, o homem que todas nós sonhamos. Foi naquele momento em que descobri o meu sonho, o que me moveria pelo restante dos outros anos e até morrer. Foi ali que descobri o que sempre sonhei tanto em ser... uma escritora.
Então não é pouca coisa não...
O que mais me encantou nos livros da minha querida e tão admirada Stephenie Meyer, foi o enredo tão único e inovador. Stephenie começou uma revolução e iniciou o processo de BOOM de romances sobrenaturais. O que antes andava escondido e desconhecido. Charlaine Harris e L. J. Smith tem muito o que agradecer à ela (Por mais que digam que Crepúsculo é cópia de Diários do Vampiro. Isso é papo para outro post e não sou muito fã desta saga).
Me descobri apaixonada pela narrativa da Stephenie que paralisa, prende e é de tirar o fôlego. É uma verdadeira montanha russa e mesmo sendo narrado em primeira pessoa, consegue ser fiel e descritivo com o universo da história. Meyer é amante dos livos e leitora de clássicos como Jane Austen e Shakespeare (Outra coisa legal da série é que possui várias menções a outros clássicos e isso fez com que, vários jovens que nunca leram na vida, tivessem o interesse de lerem obras que jamais leriam: os clássicos. Isto é completamente INOVADOR). Na boa, Stephenie é incrível!
É por essas e outras que me apaixonei por Crepúsculo! A protagonista Bella Swan, desajeitada e anti social que se apaixona pelo rapaz mais cobiçado da escola e Edward, um dos personagens mais contraditórios e ricos da literatura (hey, essa é a minha opinião!). Torci pelo Edward quando quase todo mundo torcia pelo Jacob, mas também chorei e sofri por aquele triângulo amoroso tão complexo e imperfeito! Um dos pontos mais criticados e que não passou em branco por mim, foi o fato da autora inovar no quesito da mitologia dos vampiros. Muitos esbravejaram aos quatro ventos, mas para mim, está mais claro que a água. Crepúsculo não é um livro de vampiros, mas sim um romance de vampiros. Os vampiros do universo de Steph se encaixam na sua licença poética e todo mundo sabe que Meyer é mormón, e sua religião impede que ela pegue pesado. Passado o susto inicialmente, ignorei todos as críticas e prossegui com a leitura, feliz e sem arrependimentos. Foi aí também que me apaixonei terrivelmente por alguém chamado...Robert Pattinson. Ator, músico e rebelde que me ganhou com seu ar despojado e suas músicas inspiradas (o cara arrebenta). Também torci para que ele ficasse com Kristen, sempre achei que eles tinham tudo haver. Sobre as notícias recentes, não irei comentar. Cada um faz o que quer e respeito a decisão deles e digo mais, estou MUITO feliz que Kristen e Rob estejam juntos. Tenho uma intuição sobre eles e acho que o envolvimento dos dois não é marketing. Quem acompanha o Robert, já viu diversas entrevistas e flagras e sabe muito bem do que estou falando ;)
Voltando aos livros, outra coisa que me fascinou e ganhou muitos pontos positivos comigo, foi que Stephenie como boa garota que é, sempre foi influenciada na escrita pela música. Mais especificamente pelo rock'n roll (ah garota!). Na verdade pelo Muse (PIREI), que é uma das bandas que eu e minha diva Pitty mais admiramos. Ou seja, Steph é dessas que escreve ouvindo música bem alta. É ou não é para amar e ficar arrepiada com as coincidências?
Para completar, Stephenie cursou letras e para poder pagar seu curso, já que sua família tinha uma renda modesta e não tinha condição para pagar uma faculdade, a autora se inscreveu em um concurso literário. Ao ganhar com um texto, Meyer utilizou a grana para pagar a sua faculdade. É de arrepiar. É por essas e outras que digo que vale a pena acreditar nos seus sonhos! Stephenie é uma dessas pessoas que inspira a gente! Todos esses dados encontrei na biografia não autorizada da Stephenie que fiz questão de adquirir.
Ontem, foi a estreia de "Amanhecer - parte 2" no Brasil e eu estava lá entre amigos, como fazemos todos os anos e simplesmente foi mágico!
O que eu posso dizer...Que filme! "Amanhecer - parte 2" me deixou com o coração na boca e me fez chorar horrores, mas com a certeza de que foi um dos melhores filmes da saga e que vai ficar pra história. Não, não é um fim. Os livros estão aí para confirmar isso, talvez a ficha não caiu e nem quero que isso aconteça. O que vai ficar é a saudade, os bons momentos, as músicas e os sonhos que a saga me proporcionou. Hoje um ciclo chega ao fim, mas de forma alguma irá diminuir tudo o que eu vivi. Coração pequeno já transborda de saudade!
Infelizmente não se pode voltar no tempo, mas posso dizer com orgulho que tenho carinho por tudo que vivi. Respeito meu passado, que me fez quem sou hoje. Vou sentir falta daquela ansiedade pelos livros, a loucura pelos filmes, a conversa com as amigas (algumas seguiram seus rumos e mesmo distante, ainda torço por elas). Afinal, não podemos esquecer o que vivemos. Queria viver tudo outra vez, mas enfim, me satisfaço com as lembranças.
Termino esse texto, cheia de saudade e com muitas lágrimas. Coisa de fã, de leitora que amou e vibrou tanto com uma história que faz parte eternamente da sua vida.
E só queria dizer a Stephenie, na verdade agradecer por mudar a minha vida, me fazer acreditar em mim e mostrar que nem tudo está perdido. Ainda há livros e motivos para continuar a escrever. E que venham mais livros e que Crepúsculo seja eterno.
A eternidade é só o começo ♥




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma incrível história de suspense de tirar o fôlego




- O Natal de Poirot -

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira


Sinopse


"Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho...



Para começar esta resenha, vou logo avisando que sou muito suspeita para falar da Agatha Christie. Minha vida se resume em antes e depois que li J.K. Rowling e Agatha Christie. Ao lado da J.K, Agatha é para mim uma das divas da literatura. Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez em que li um livro da “Rainha do crime” como alguns leitores e fãs a chamam. Eu tinha quatorze anos e minha melhor amiga que também é fã, me emprestou “Mansão Hallow” e foi amor a primeira vista.
Para todos aqueles que são apaixonados e se encantam por mistério, suspense e enredos enigmáticos vão devorar os livros e se tornar fã de suas histórias.
Por ser fanática por Agatha, já li muitos livros dela e inclusive assisti um documentário. Sou extremamente apaixonada por sua escrita. Os enredos das suas histórias são bem construídos e acho super mágico, Agatha descrever aquela atmosfera sombria de Londres que há em todos os seus livros – ou em grande parte deles. Agatha era uma mulher muito a frente do seu tempo e tem muitos mistérios sobre a sua vida. Um deles, fiquei extremamente surpresa ao descobrir. Após se separar do marido, que a estava traindo, a autora desapareceu sem deixar rastros. Encontraram o carro de Agatha abandonado em uma estrada. Naquela época, Agatha já era conhecida pela mídia, então policiais e detetives foram atrás dela. Um tempo depois, ela surge como se nada tivesse acontecido. Muito louco não é mesmo? Não é a toa que amo Agatha, ela é especial.
Então foi em um sábado a noite em que encontrei dois boxs da Agatha super baratinhos nas lojas americanas e pensei: é agora ou nunca! Me rendi e comecei a fazer coleção deles Só lamentei uma coisa. Agatha tem uma linha de livros sobrenaturais que não foram lançados aqui no Brasil, sua fama como romance policial é muito famosa e algumas editoras consideram isso empecilho para trazer esses títulos para o país. Mas se você é fã como eu e não vê empecilho nisso, saiba que é possível encontrá-los em inglês. Vou ver se dedico um tempo da minha vida a ler e traduzí-los.
O fato é que noto que em cada livro seu, Agatha possui uma narrativa pessoal e não seria diferente em O Natal de Poirot.
Este livro, como a mesma disse, é um pouco diferente dos demais. Alguns de seus amigos estavam reclamando que o assassinato em suas histórias estavam se tornando requintados demais. Então, ela não pensou duas vezes, em criar uma história onde tivesse muito sangue. Sim, se preparem, há sangue em toda a parte.
E como não poderia deixar de ser, no final do livro me encantei e me surpreendi demais com esse livro. Para começo, este livro é sem dúvidas, um dos melhores de sua carreira.
A história narra a vida da família Lee que se prepara para mais um natal em família. Seria a noite perfeita, senão fosse pelo fato, do chefe da família – o Sr. Lee ser um homem bilionário e tirânico. Um homem que tem o poder nas mãos. Por ter trabalhado com diamantes na África do Sul, ganhou dinheiro e colecionou inimigos durante sua vida. Enredo perfeito não é mesmo? Agatha constrói a história colocando dúvida em todos os personagens, eles são descritos com desconfiança, tanto a sua fisionomia quanto o jeito de se comportar. O que faz com que você duvide de todo mundo.
Como ela mesma diz, a família Lee é vingativa e não se esquece. O velho Lee era um homem muito mulherengo, fez sua mulher morrer de desgosto, pois era extremamente infiel e isso lhe rendeu muitas histórias. Ele possui uma péssima relação com seus filhos. Todos eles se afastaram ou tentaram se aproveitar dele. O fato é que neste natal, ele já velho e debilitado, decide reunir todos para uma ceia em família.
Seria o tipo de cena perfeita, mas o velho na verdade une todos apenas para depreciá-los e tratá-los mal. Logo após isso, inesperadamente, se ouve uma barulheira e gritos no quarto dele, o que indica que aconteceu algo. Alguém morreu.
O velho Lee está morto, cortaram a sua garganta e há muito sangue. Todos se encaram, quem poderá ter sido o autor dessa tragédia?
Graças a uma coincidência do destino, o detetive Hercule Poirot, famoso por descobrir casos enigmáticos se encontra passando férias naquele lugar e é chamado para ajudar nas investigações e junto com ele, há enigmas e revelações surpreendentes.
É um livro que me encantou e não conseguia deixar de ler, enquanto não descobrisse o que estava acontecendo. O leitor acaba desconfiando de todos, mas o final a lá Agatha Christie não deixa nada a desejar e sim, apenas surpreender e pensar: Cargas d’água, essa mulher é demais!
Leitores apaixonados por um verdadeiro suspense de deixá-los sem dormir (sim, eu até sonhei com esse livro), leiam e apreciem. Sem dúvidas, não irão se arrepender!