sexta-feira, 24 de maio de 2013

Paraíso do mundo.





Havia uma casa no meio do nada e ela era linda. Não me recordo muito bem da sua localização, mas me lembro perfeitamente daquele dia. Havia tido um dia cansativo e estava triste. Às vezes, tenho aquela cruel sensação de que meu próximo, tão humano quanto eu, jamais irá me compreender. E nesse momento que recorro a música e aos livros, os meus maiores amigos. Meus maiores confidentes.
 Naquele dia, estava correndo pela estrada em direção a lugar algum. A coisa que eu menos queria era pensar. O volume da música estava um tanto alto e parecia competir com a velocidade das lágrimas que despencavam do meu rosto. Era um fim de tarde e eu me perguntava, por quê raios a vida precisa ser tão difícil?
 Várias paisagens passavam por mim e eu viajava. E era lindo de se ver, a natureza, a paisagem. É tão bom não ver pessoas durante um tempo, nem trânsito, nem cidade e ter contato com a natureza. É bom parar, diminuir o ritmo. A vida passa por mim, mas eu não passo por ela. Parece que a natureza ainda é a única que continua autêntica, não importa o que aconteça.
 O cantor berrava sob meus ouvidos e eu cantava alto junto com ele. Naquele momento, só ele me entenderia. Eu me sentia velha, fora do eixo. Eu me sentia só, mas me sentia bem. Uma solidão plenitude. Vá entender.
 Ao mesmo tempo, sentia uma tristeza e uma sensação de que não pertencia a lugar nenhum. Ainda acumulado a tudo que tinha acontecido naquela tarde e foi então que cheguei naquele lugar.
 Eu sempre fui apaixonada por crepúsculos e fins de tarde. Um momento tão simples e mágico da natureza que ficava feliz só por assistir. Freei bruscamente, pois tinha medo de que meus olhos estivessem me traindo.
 Pensei ter chegado ao paraíso. Será que eu morri? Desci do carro com cuidado para não desviar o olhar. Havia uma casa simples no meio do nada e ao redor dela, um festival de crepúsculo dos deuses. Em todos os tons e cores. Eu estava maravilhada com tudo aquilo, um espetáculo lindo demais. Ali, tudo parecia fazer sentido outra vez. Foi então que uma série de visões caiu sobre mim. E então eu vi...
 Havia uma casa simples no meio do nada e ao seu redor, uma paisagem digna dos deuses. Aquela casa era misteriosa demais e parecia guardar um segredo. As coisas mais incríveis e que ninguém imagina acontece por lá. Não era qualquer um que poderia morar ali. Apenas os iluminados. Fui tomado pela vontade súbita de me juntar aquele lugar, era tão incrivelmente belo...Foi então que eu vi. Ali, naquele lugar, acontecia as tempestades mais violentas e mais loucas que pode se imaginar. Raios, trovões e quem entrava, jamais saía. Terror? Sinistro? Talvez sim, talvez não. Mas eu acredito que não. Acredito que aquela casa guardava algo muito mágico incompreensíveis aos olhos humanos. Era iluminado, bom. Por isso, não seria qualquer um que entraria ali.
Eu queria entrar, não queria voltar. Moraria naquela casa longe de tudo feliz para sempre. Por pouco fiquei, pude sentir meus pés grudando naquele lugar. Era realmente algo mágico. Eu podia sentir a magia açoitando sobre mim. Eu sorria como nunca sorri na vida. Só que eu sabia que tinha que voltar, enfrentar meus problemas e buscar soluções. Mas não tem problema, um dia voltarei para lá e não retornarei jamais. Descobri meu paraíso no mundo, meu esconderijo, meu conto de fadas. Não vou desistir dos meus sonhos.




segunda-feira, 1 de abril de 2013

A minha história


Não existe fórmula para escrever. Ao futuro autor que procura regras e profissões que possam ajudá-lo, sinto lhe dizer que as informações que irá encontrar não vão ser as respostas oficiais e universais. Até existem muitos cursos de escritas, só que a pessoa que aqui escreve não acredita nisso.
Não acredito na escrita como algo calculada, cheia de regras, fria e técnica. Comecei a escrever por acaso, quando tinha mil coisas para dizer, ninguém me ouvia e remoía pensamentos e casos. Foi na escrita que eu me libertei, que eu me encontrei. Foi ali que despejei tudo que estava sentindo e não fui eu que escolhi a escrita. Foi a escrita quem me acolheu.
Desde pequena, eu era apaixonada por "agendas" e "diários". Eu achava que quem escrevia neles era importante e torcia muito para que meu dia de ser presenteada chegasse. Doces ilusões de uma criança! Até que a primeira agenda e meu primeiro diário surgiram e foi através deles que comecei a engatinhar na escrita.
Além de ser apaixonada pela escrita desde criança, eu era apaixonada por histórias e na época do BOOM do senhor dos anéis, escrevi a minha primeira história fantástica que se perdeu e foi escrita na minha antiga máquina de escrever que infelizmente foi doada. Esse é um dos arrependimentos da minha vida. Apesar de não ter mais os originais, a história ainda se mantém viva em minha mente. Nós nunca esquecemos nossas primeiras experiências inesquecíveis!
Só que foi na adolescência mesmo que meu contato com a escrita foi mais intenso e revelador. Sim, foi ali que nasceram os primeiros textos, as primeiras crônicas e poesias. O mundo não me compreendia, não tinha ninguém para me ouvir, sem me julgar e foi escrevendo que eu vomitei as minhas feridas e cicatrizei em textos. Quando nada fazia sentido, virou um hábito escrever.
Foi então que percebi a necessidade que eu tinha em escrever. Eu tão jovem, tinha fome de escrever e que não era saciada.Me nomearam escritora e eu não esperava. Eu descobri meio ao acaso que queria ser escritora.
Depois veio o pré - vestibular onde descobri Machado e Clarice. O momento em que escolhi letras acreditando infantilmente que seria essencial para a minha carreira de escritora. E não é, se querem saber.
Como disse no início do texto, não há fórmula para escrever e não sei sinceramente como isso acontece. Acredito que algumas pessoas possuem esse dom e conseguem desenvolvê-lo ao longo da vida. O mundo te influencia, tudo faz sentido e é na escrita que o escritor se sente completo. Muitos podem escrever, mas poucos são escritores.




Meus companheiros de aventura, meus maiores tesouros que morro de ciúmes

sexta-feira, 22 de março de 2013

Love Will Tear Us Apart





Sou uma velha em um corpo de mulher. Meu coração é vintage e cada batimento dele transpira saudade. Não sou poeta, não sou perfeita e nem quero ser. Sempre tive aquela sensação de que que quem é perfeito demais não tem nada a dizer. São os nossos erros que nos compõem. Graças a eles, aprendemos a viver. Se não fosse por eles..quem seríamos agora?
É um lindo fim de tarde, o sol está se pondo e o céu está mesclado em cores lindas: laranja, roxo, azul e rosa. Tudo que eu queria agora é estar com os meus amigos. Sorrir, falar bobeiras, comentar nossas referências literárias e musicais que tiram nossos pés do chão. Deixar aquela brisa gelada nos tocar e arrepiar nossos cabelos. Tirar muitos fotos e guardar para quando formos mais velhos, olharmos e chorar de saudade. E quando penso nisso, é nessas horas que a saudade bate e é isso que ela quer, dominar seu coração.
Está tocando Joy Division e são tantos sentimentos ao mesmo tempo. Lembranças, ironias, melancolia e saudade de coisas que poderíamos viver, mas não vivemos. Cada um seguiu seu rumo, mas ainda assim, isso não é um final. Nunca é tarde para recomeçar e se divertir em um fim de tarde. Eu sei que tempos não voltam, sei que momentos só acontecem uma vez. Sou saudosista, nostálgica e vivo com o déja vu dentro do peito. Não me recrimine por isso. Eu sou assim e não será agora que irei mudar.
É possível morrer de saudade? Alguém me avisa por favor! Acho que estou morrendo aos poucos e só vai restar de mim lembranças...

domingo, 3 de março de 2013

Conversa de boteco





Procuro canções que me entendam e livros que façam sentido em minha vida. Fujo de pessoas vazias, fúteis e falsas. Minha cota de caridade já acabou faz tempo. O tempo mudou, caiu um temporal e estava frio. Estava adorando. Sabe como é, nunca é tarde para mudar! Pintei minhas unhas de preto, coisa que não fazia há mais de um ano. Será que isso é algum sinal? Voltei para os livros clássicos, porque só eles me entendem. Admirável mundo novo virou meu refúgio e tenho certeza de que no fim desta leitura, vou ter muitas histórias para contar. Aumento o volume da canção ao máximo, sinto que só Morrissey me entende. Ele é o único homem na face da terra que me compreenderia.
Seria isso o tédio? Será que existe alguma vacina anti monotonia, Cazuza? Me tornei reclusa, anti social e vejo graça em poucas pessoas. Passei a ler o caderno de políticas e a criticar mais do que elogiar. Não sei o que aconteceu comigo, mas acho que cresci. Ou em outras palavras, adulteci. Enxergo tudo cinza e acho que só questão de tempo para começar o apocalipse zumbi.Bem vinda versão da Juliana mais velha.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A árvore de sonhar





Era uma vez uma árvore de sonhar. Localizada em um dos lugares mais lindos que seus olhos possam imaginar, a árvore era toda pomposa e repleta dos frutos mais deliciosos que possa existir na terra. Qualquer um que a visse, entraria em perdição por causa daquela árvore. Tão poderosa e linda aos olhos humanos.
A tal árvore criada por Deus foi feita para as pessoas sem esperanças, que caminham dia após dia carregando a tristeza no coração e não veem sentido em viver. Deus queria mostrar que é possível sim acreditar, é possível sonhar.
Os humanos enlouqueceram pela árvore, entraram em perdição por causa dela, mas as palavras de Deus eram claras: só os merecedores seriam capazes de desfrutar da sombra debaixo daquela árvore e se deliciar com os frutos.
Muitos tentaram, mas não conseguiram. Todas as pessoas que tentavam se aproximar e não eram merecedoras de chegar perto, eram atacados por uma ventania surreal que lhes confundia e mudava o rumo dos seus caminhos. Passaram-se anos, décadas, séculos e nenhuma pessoa conseguiu chegar perto da árvore de sonhar.
Até que um dia, tudo mudou. Um menino usando roupas gastas e todo sujo se aproximou dela encantado. Ele tinha a cor da noite e seus olhos brilhavam esperança. Seu nome era João e ele era um sonhador, pois por mais que a vida tivesse lhe colocado em situações ruins, ele ainda acreditava que no final tudo daria certo. João não sabia quem era seu pai e sua mãe além de pobre, não tinha a cabeça no lugar. João não tinha o que comer em casa e vivia largado nas ruas. Ele viu coisas boas e ruins, João era apenas uma criança.
João ficou com medo de se aproximar da árvore. Ela era tão linda e ele estava todo sujo. Só que alguma coisa dentro do seu coração lhe dizia para avançar. João queria tanto que as coisas mudassem em sua vida. Queria que sua mãe olhasse pra ele e queria descobrir quem era seu pai. Queria ter o que comer em casa e poder ter alguém para amá-lo. Cheio de esperança, ele se aproximou e chegou perto da árvore de sonhar que reluziu quando sentiu sua presença. O menino amaravilhado sentou aos pés dela e Deus chorou feliz, seu filho estava sendo recompensado. João foi tomado por imensa alegria e com a sensação de que as coisas podiam mudar para melhor. Ele comeu do fruto e ficou chocado com tamanha gostosura. O fruto era delicioso e saciava sua fome de dias completamente. Para João, aquela árvore era abençoada por Deus.
O menino ficou ali o dia inteiro. Sorriu, dormiu, sonhou e brincou com os animais que circulavam a árvore. Foi um dos dias mais lindos da sua vida e quando estava escurecendo, João agradeceu Deus por isso.
Ele já estava indo embora, quando uma moça muito bonita o avistou. Ela tinha cabelos loiros e parecia uma estrela de cinema. Quando os olhos dos dois se encontraram, surgiu um amor maior que tudo nessa vida. Um amor maternal, coisa que só Deus explica.
A moça viu o estado do menino e se aproximou dele.
- Olá, você está sozinho?
Mal sabia João que aquela seria a frase que mudaria a sua vida. Deus lá em cima contemplava a cena feliz. João era merecedor da Árvore de sonhar.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Blogosfera 08



Tenho saudades da blogosfera da época em que eu era adolescente. Quando comecei com o blog em meados de 2008, não tinha outro objetivo a não ser desabafar e usar como diário. Eu só não imaginava que criaria textos e de uma hora para outra, o blog se transformou em um lugar onde poderia ter meus surtos poéticos. Funcionou do jeito que eu queria.
Escrevi muito, tive muitas inspirações e o blog acompanhou fases diversas da minha vida e por incrível que pareça me ajudou a lidar com muita coisa. Tive a oportunidade de conhecer blogueiros maravilhosos e na nossa época, a blogosfera era completamente diferente. Na minha época, tinha de tudo. Desde estudante a poeta e toda essa mistura contribuiu e muito para nosso crescimento. Tive a oportunidade de ter acesso a um material vasto e enriquecedor que me transformou como pessoa. Conheci trabalhos maravilhosos e de uns tempos para cá, sinto falta de encontrar blogs iguais aos daquela época. Tenho a sensação de que todos os blogs atuais são repetitivos e chatos. São sempre o mesmo assunto, a mesma notícia, o mesmo pensamento.
Observei que o gênero "blog" virou mercado. Algumas blogueiras famosas como Bruna Vieira e Isabela Freitas até conseguiram contrato com editoras para publicarem seus livros graças a intensa publicidade que conseguem com seus sites. Maneiro! mas na minha época não era desse forma. Ultimamente ao visitar uns blogs, me deparo com tutoriais de moda, resenhas de livros e muitos sorteios. E confesso, me sinto um peixe fora d'água. Onde foi parar a arte?
Eu não sei!
Todas essas resenhas e dicas de moda me dão agonia. Olha, eu até gosto de ficar por dentro das novidades e acompanhar as tendências, só que não tenho saco para seguir 987462628 zilhões de blogs com a mesma informação e com aquele layout pesado. Eu não tenho nada contra esses blogs, longe de mim. Só que definitivamente não é a minha praia.
Até postei umas resenhas sobre livros, filmes e séries por aqui e pretendo continuar com elas, mas com um caráter mais pessoal e com menos cara de resenha. A palavra resenha é tão quadrada, rotulada e não é isso o que eu quero com o meu blog.
Sempre quis escrever o que me desse na telha por aqui. Contar sobre os meus dias, postar meus textos e crônicas, dividir minhas bandas, livros, filmes e séries favoritas. Continuem esperando isso, mas não contem com um visual marqueteiro neste blog, porque não tem e nem vai ter. Ele é só um blog que não se rendeu a essa loucura que é o mundo virtual atualmente.
Sinto falta da época em que comecei, pois foi a época mais intensa que vivi. Foi ali que descobri que queria escrever e era a única coisa que queria fazer da vida. Descobri as minhas influências, comecei a escrever meu primeiro livro e troquei papos interessantíssimos com outros blogueiros. Tenho a sensação de que já não se fazem blogueiros como antigamente. A arte pela arte, produzir e criar acabou-se, poucos blogs mantém aquele ar autêntico e fiel a sua personalidade. A maioria que começou junto comigo nessa parada de blog, hoje em dia está casado, se formando, com filhos, lançando livro e não teve como continuar com o blog. Me sinto meio sozinha e abandonada. Eles que pensavam como eu não voltaram para o mundo dos blogs. Seria isso um sinal? Acho que não.
Um dos tratos que fiz quando criei o blog, era de forma alguma acabar com ele. O Momento Lala não vai ter fim. Quero sempre postar alguma coisa - qualquer coisa - nele. De alguma forma, este site é uma ponte que me uni ao meu passado, presente e futuro. É maravilhoso acessar o blog, ler os textos antigos e ver como evoluí (é por isso que não apago os textos, gosto de ver as mudanças que são sempre bem vindas), ler os comentários e ver tudo que vivi. São tempos que não voltam, mas estão gravados e guardados aqui e posso acessar quando eu quiser.
Gostaria muito que a blogosfera atual seguisse o comportamento da galera antiga, mas sei que isso é impossível. Sou uma eterna saudosista, meio velha que sente falta dessa época tão boa. Toda essa reflexão me fez pensar em outras coisas e acima de tudo, de que estou me despedindo da minha versão "adolescente" para deixar a adulta ficar. Mudar é estranho e confuso, mas estou deixando rolar e fluir para ver no que dá. Agora eu quero fazer acontecer.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sobre os não amigos





Todo mundo gosta de ter amigos. De saber que existe alguém em algum canto por aí que te compreende, está na mesma sintonia que a sua e entende o universo que é a sua vida. É tão bom ter amigos com quem possamos compartilhar momentos bons, contar que passamos naquela prova, que o tal carinha ligou, que está triste porque o cachorro morreu e que amanhã começo a fazer dieta.
Ter amigo é a sensação mais única que existe. E a sensação de se sentir realizado não tem preço. Quem não tem amigos é solitário, quem não tem amigos não sabe o que está perdendo. Só que além dos amigos, existem aqueles "Não amigos". E eu aposto que você tem um deles.
Os não amigos são aqueles que tentamos ser amigos, que em um determinado momento até acreditamos. Até podemos chamá-lo de amigo, mas lá no fundo sabemos que não, eles não são amigos. Comecei a refletir sobre isso quando percebi a utilidade de algumas pessoas em minha vida. E esse sentimento é bom e ruim, porque alivia, porém ao mesmo tempo ficamos sem saber como lidar.
Aquele não amigo é aquela pessoa que você não tem nada em comum e ainda assim não tem assunto. Às vezes um assunto da faculdade, perguntar como vai Joãozinho - outro amigo em comum, mas vocês não dividem nada: nem frases, dias ruins e momentos. Não tem jeito, essa pessoa vai ser seu "não amigo". Vocês devem estar pensando "ah, mas isso tem um nome: colega". Acho que não. O termo colega soa artificial, está claro que não existe nada ali. O "não amigo" é aquele que você tentou ter amizade, mas não deu certo. E quantas vezes me peguei fazendo isso! Tentando manter amizade com pessoas que a minha intuição deixou claro que não ia dar certo. Quantas vezes mandei e-mail e não fui respondida, quantas vezes chamei para sair e não apareceu. E quantas vezes me vi pegando fazendo a mesma coisa. Não sei o que move um não amigo a pensar que pode existir amizade. Às vezes amigos em comum, faculdade, trabalho ou algum interesse em particular que não sustenta a amizade. Só que esses status, lugares e pessoas não são garantias de amizade.
Amizade vai muito além disso. Costumo dizer que é coisa de alma e que só Deus explica. São pessoas que são colocadas em nosso caminho para nos ajudar, amar e crescer junto com a gente. E infelizmente, o não amigo não se encaixa em nenhuma opção. É triste, mas é a verdade.
Vi isso acontecer quando observei o rumo que certas amizades na minha vida estavam tomando e notei, que nunca foram amizades. Por não saber como classificar, no impulso achamos que era amizade. Mas nunca foi e nem vai ser.
Desconfie de pessoas que não fazem questão da sua presença, porque em uma amizade de verdade não existe competição. Só há espaço para a admiração, respeito e carinho. Vale sinceridade e estar junto em dias bons ou ruins. E uma não amizade tem espaço para apatia profunda, um silêncio sufocador e não interesse das duas partes.
Agora que aprendi a reconhecer essa nova categoria, meu coração fica mais aliviado e assim, eu posso seguir em frente com os meus amigos de verdade.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Tudo que eu queria te dizer e não disse




Já vai fazer um ano que tudo aconteceu. Parece que o tempo não perdoa mesmo. Sem dúvidas, eu era outra pessoa. Que bom que o tempo passa não é mesmo? Sei que hoje somos pessoas completamente diferentes e estamos muito felizes com isso. Você deve estar se perguntando porque eu resolvi escrever este texto. Não pense que foi para você, não foi. Mas agora que tudo passou, contar tudo que aconteceu não vai doer. Vai parecer que aconteceu com outra pessoa e não comigo.
 Nossa amizade se foi no último dia do mês e por causa de um programa fútil e ridículo. Cabeça quente e opiniões fortes demais fizeram com que a gente discordasse e começasse uma guerra que teve fim e pergunto, quem foi o vencedor mesmo?
 Eu não voltaria no tempo. Sei que se eu voltasse poderia ter a sua amizade de volta, mas não é isso que eu quero. Não me entenda mal. Só que todas as pedras no caminho que encontrei foi o que fizeram crescer e me tornar ser quem eu sou hoje. Se todas aquelas coisas não tivesse acontecido, talvez eu não fosse quem eu sou hoje.
 De formas diferentes, crescemos e nos tornamos novas pessoas. Que bom! É para isso que servem as dores e as alegrias, para tornar as pessoas melhores do que elas podem ser.
 Eu quis muito que desse certo, me doei muito. Uma hora chega o momento de apagar as fotos, queimar as cartas e deixar o passado para trás. Você foi uma amizade que me fez bem e que nunca poderei esquecer. O amigo que se torna inimigo também se torna inesquecível. E desse eu não sinto falta. Lá dentro, vão ficar gravadas as minhas memórias. As risadas, os bilhetinhos, as conversas sem hora para acabar. É, eu vivi tudo intensamente e você também viveu.
 Sei que onde estiver, você está feliz e eu também estou. Se eu vou sentir falta? Difícil responder quando você nem conhece mais a pessoa. Crepúsculo, sonhos, nossas composições e escrever. Disso eu vou sentir falta, nossas coisas que deixamos para trás.




No entiendo de política
Soy fan del rock and roll
Se que me critican por ser como yo soy
No vivo en el mañana yo vivo el dia de hoy
Que digan lo que quieran
Yo soy como soy







quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Máquina do tempo





Está tarde e parece que vai chover. O céu está nublado, anuncia uma grande tempestade. Aqui no meu quarto rodeada dos meus livros velhos e canções indies que ninguém entende. E nunca vai entender, eu me recordo. Fecho os meus olhos, minha memória está cheia de lembranças. Posso sentir o cheiro e perfume de olhos fechados, como se estivesse presenciando a cena. Lembranças agudas que despertam os fantasmas em mim.
São sombras, momentos e laços que se foram, mas não vou me esquecer. Não, eu não me permito!
Ao mesmo tempo, são cenas e frases que mexem com a parte que jurei estar congelada. Uma nostalgia que sinto justamente no lugar que menos deveria sentir: no lado esquerdo do peito.
Que esse sentimento vá embora e me deixe em paz onde estou. Feche a porta, guarde as fotos e esqueça as memórias.
Então, meio que de repente, toca aquela música, vejo rapidamente aquela série e um livro que são marcantes na minha vida e sou inundada por reminiscências. E eu me faço um monte de perguntas: por que as coisas têm que ser assim?
São tempos, idades e pensamentos que não voltam. Só vão ficar gravados na minha memória...



"Oh, we set our dreams to carry us in the middle where we were one"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Vampiros me mordam ou não.


Insaciável - Livro 01
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record


Cansado de ouvir falar de vampiros? Meena Harper também. Mas seus patrões estão fazendo ela escrever sobre eles de qualquer maneira, mesmo que Meena não acredite neles. Não que Meena não esteja familiarizada com o sobrenatural. Veja, Meena Harper sabe como vamos morrer. (Não que você vá acreditar nela. Ninguém nunca acredita). Mas nem mesmo o dom da premonição de Meena pode prepará-la para o que vai acontecer quando ela conhece – e comete o erro de se apaixonar - Lucien-Antonescu, um príncipe moderno com um lado sombrio. É um lado negro que muitas pessoas, como uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiria vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez por isso ele é o primeiro cara que Meena já conheceu com quem ela poderia ter um futuro. Entenda, enquanto Meena sempre foi capaz de ver o futuro de todo mundo, ela nunca foi capaz olhar para o dela própria. E quando Lucien é o que Meena jamais sonhou como namorado, de repente ele pode vir a ser tornar o seu pesadelo. Agora pode ser uma boa hora para Meena começar a aprender a prever seu próprio futuro. . . Se ela ainda tiver um.



Vocês já devem estar de saco cheio em ouvir falar em vampiros não é mesmo? Pois é, Meena Harper também!
Meena é uma jovem roteirista que vive em Nova York junto com o irmão Jon, cética em relação a seres sobrenaturais e que pode prever quando alguém vai morrer. Ninguém nunca acredita nela e se só isso não bastasse – a protagonista não consegue arrumar um pretendente sem saber como ele vai morrer, o que a torna um tanto solitária. Seus chefes decidem mudar o enredo do programa para o qual ela escreve, Insaciável, por conta da audiência. Sendo que o programa que Meena escreve não tam nada haver com essa onda vampiresca que ando tomando conta dos livros e da TV. O programa concorrente Luxúria está fazendo sucesso, e tudo é culpa dos sugadores de sangue, é claro. E adivinha? Sim, Meena terá que escrever histórias de vampiros.

Para Meena, esse pode ser o fim do mundo. Só que sua vizinha fofoqueira Mary Lou – acho que todo mundo conhece alguém assim, pelo menos eu tenho algumas vizinhas assim – decide apresentá-la a um príncipe Lucien Antonesco. O que Meena não esperava é que Lucien fosse o príncipe das trevas, o filho do empalador, Vlad. Sugador de sangue e vampiro. Vish ...
E então é aí que as coisas começam a complicar e Meena se mete em várias confusões por conta do seu amor vampiro (que clichê). Os dois acabam se apaixonando perdidamente, mas no meio disso tudo, tem a Guarda Palatina que está atrás do criminoso que anda tirando a vida de jovens inocentes e jogando os corpos em parques e a céu aberto. E para complicar a vida de Meena, entra Alaric Wulf, um caça vampiros lindo, só que um tanto intrometido e idiota. OMG, não sei como ele consegue ser um caça vampiro!

Esse é mais um livro da nossa diva Meg Cabot – sim sou muito fã dela, tiete seria mais apropriado. Sei que você deve estar torcendo o nariz para o livro, mas muita calma nessa hora. Quem é fã da Meg, notou tanto quanto eu que durante toda a leitura do livro, há muitas críticas sobre essa onda vampiresca. Acredito eu que insaciável não seja só mais um livro de arrepiar. É um livro onde você vai rir, sofrer, se assustar e amar. Tipicamente Meg <3
Narrado em terceira pessoa, o que foi uma grande surpresa para mim, o livro possui uma leitura envolvente e muito gostosa. Me apeguei ao livro e quando vi já estava no fim com direito a um final épico e uma continuação, Mordida.
O que posso dizer é que não vejo a hora de ler a continuação, preciso saber o que vai acontecer com Meena. Quem será que ela vai escolher, Lucien ou Alaric? (Espero que seja o Lucien).
Enfim, se vocês não lerem insaciável, vão se arrepender!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A melhor banda dos últimos tempos: The Asteroids Galaxy Tour




Eu estava para postar há muito tempo sobre uma das melhores bandas dos últimos tempos, os The Asteroids Galaxy Tour. Parece que foi ontem que os escutei pela primeira vez e achei que fosse a Cindy Lauper - de quem sou muito fã cantando. Mas não, não era ela. A vocalista tinha a voz muito parecida, mas as coincidências param por aí.
The Asteroids Galaxy Tour é uma banda de pop formada em Copenhagem, Dinamarca em 2008. A banda é composta pela vocalista Mette Lindberg que é para mim, uma cantora extraordinária e muito estilosa. Mette parece uma Barbie de tão linda e além disso, é muito simpática nas entrevistas. Sou super fã do estilo dela meio futurista, meio vintage, suas roupas encantadoras e seus anéis coloridos que me deixam maluca. Vou dedicar um dia um post só para ela, tamanha a minha admiração. Anotem aí, um dia ainda serei como Mette. Além dela, a banda também é composta pelo produtor e gênio Lars Iversen. Ao vivo, a banda conta com seis integrantes com naipe de metais, contando com Miloud Carl Sabri no trompete, Sven Meinild no saxofone, Mads Nielsen na guitarra e Rasmus Valldor na bateria. 
A banda se tornou famosa depois que participou do comercial "The entrance" produzido pela Heineken em 2011 com o musicão "The Golden Age". Eu até poderia postar o comercial aqui, mas como não sou fã de apologias e não gostei muito do comercial - o comercial não capturou o estilo da banda e eles estão bem diferentes do que nós fãs estamos acostumados a ver - não disponibilizei aqui, mas é muito fácil encontrar no youtube. Os The Asteroids Galaxy Tour tem dois discos lançados: Fruit de 2009 e Out of frequency de 2012. 
Os dois são ótimos discos, porém confesso que sou muito apegada ao primeiro que para mim é um dos melhores discos que já ouvi em toda a minha vida e foi com por causa dele, que me tornei fã da banda. 
Além das letras maravilhosas, a banda tem áurea especial que faz sentir em casa. Para quem não sabe, eles são uma banda de pop claramente influenciada pelo rock, música antiga dos anos 70 e 80 e pelo universo futurista (Alguém vê Doctor Who? esse vício vou deixar para outro dia). 




Minhas músicas preferidas são "The Sun Ain't Shining No More", "Around the Bend", "The Golden Age", "Bad fever" e "Push the envelope". Os clipes dos The Asteroids Galaxy Tour são super loucos, muito futuristas e psicodélicos como nos livros do Neil Gailman e os episódios de Doctor Who. Para quem não sabe, a própria capa do cd da banda tem uma menção ao universo, na verdade, todas as logos relacionadas que vi a banda tinham como tema  "Universe" que virou moda de uns tempos para cá. O próprio nome da banda é uma menção a isso, algo como "O tour dos asteróides galácticos" 
E eu que sou apaixonada por ficção científica, fantasia urbana, coisas loucas, pessoas estilosas, década de 70 e 80 me encantei com o jeito "outsider" da banda. No maior estilo "tô nem aí". Isso é tão Juliana *_*
Os The Asteroids Galaxy Tour trouxeram uma exclusividade e postura autêntica que não vejo muito hoje em dia. O som deles é algo completamente inovador e muito contagiante. Há músicas de todos os tipos, mas a maioria são divertidas e animadas. Você vai logo ver uma dose de B-52' ali. Aquele clima de "Vamos nos divertir fazendo música".
Desde então, eles me acompanham até como toque de celular e se eu fosse vocês daria uma chance a essa banda e ouviria as incríveis canções deles. Vamos aguardar que eles apareçam  aqui no Brasil, senão me engano eles já fizeram apresentações em terras tupiniquins, mas sempre abrindo para alguma outra banda mais famosa. Quem sabe um dia eles não fazem um show só deles por aqui? Não custa nada sonhar não é mesmo? Então dá play, deixa o som rolar e se joga nessa vibe incrível e tão gostosa. Depois vou querer saber o que vocês acharam da banda.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Fim da história





"Ela já não acreditava mais em contos de fada. Vivia a realidade com gosto de cigarro e cimento fresco. Enxergava em tons branco e preto, o efeito era pesado.
Podia sentir a dor adentrar pelo seu íntimo, até tomar conta de seu âmago. Sentia como se fosse a segunda opção, o que restou.
Era um papel jogado fora, uma reprise de novela, uma atriz decadente e o primeiro amor esquecido. Ela era aquele objeto empoeirado esquecido atrás da estante.
Mesmo assim, a todo instante ela o esperava, aguardava pelos seus beijos, pelos carinhos e brincadeiras que só os dois conheciam.
Olhava a todo instante na esperança de vê-lo chegar. Seus olhos pequenos, mas tão imensos que enxergavam o mundo de um jeito que só ele sabia ver. Suas mãos macias e acolhedoras. Seu abraço quente e reconfortante.
Mas não, ele não veio. Era tudo obra de sua imaginação.
E viveria assim para a sempre, imaginando o sempre. Vivendo de lembranças, recordações que só ela fazia questão de não esquecer.
Para ficar guardado. Para ficar na memória."

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[Resenha] Então faça acontecer....





Charlotte Street - O amor pelas ruas de Londres

Autor: Danny Wallace


"Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam..."

Quando amamos um livro, fica muito difícil de dizer em uma resenha tudo que sentimos. Talvez não consiga colocar todos os meus sentimentos aqui, mas que fique claro que eu tentei.
Desde que descobri Charlotte Street, fui tomada por uma vontade incontrolável de lê-lo.
Curiosa que sou, saí correndo atrás da sinopse e o que mais me atraiu foi o fato de ser uma comédia romântica escrita por um homem.
E eu adoro escritores homens (não me leve a mal, nada tenho contra as mulheres e muito menos preconceito. É apenas um gosto pessoal), a escrita deles é tão simples e o fato de ser uma história de amor escrita por um homem fez com que eu comprasse o livro sem pensar duas vezes. Alguns amam, outros odeiam.
O importante é que esse livro se tornou um dos meus preferidos e é um daqueles que quando a gente termina de ler, a gente quer reler, quer falar dele para todo mundo e termina com aquele brilho no olhar e uma saudade que não cabe no peito.
Fora que este livro tem vários quotes. Daqueles bem incríveis, é tão lindo!


Charlotte Street conta a história de Jason Priestley, um ex professor, ex escritor e fã de Hall & Oates que quer se dedicar a seu sonho de ser um renomado editor. Ele faz parte do jornal London News e mora com seu amigo Dev em cima loja de video games que Dev trabalha e é proprietário, em um apartamento ao lado do que todo mundo pensa que é um bordel, mas não é. Só estou repetindo o que todo mundo diz. (O Jason fica enfurecido quando comentam essas coisas do lugar que ele mora)
A história se passa em Londres, cidade em que quase morei e os apaixonados por Londres como eu, podem conhecer mais desta cidade que mistura tantas coisas e tantos sentimentos.

"Eu amo Londres. Amo tudo aqui. Amo os lugares, os museus e as galerias. Mas também amo a sujeita, a umidade e o mau cheiro. Ok, bem, eu não quero dizer amor exatamente. Mas não me importo. Não mais. Não agora que estou acostumado com isso. Você não se importa mais com nada quando já está acostumado."

Página 17

Jason e Dev são amigos de longa data e têm aquele tipo de amizade, que um sabe o que está acontecendo com o outro. E bem, Jason largou seu emprego para poder dedicar a sua arte. Ele quer ser um crítico famoso e escrever sobre o que bem entender. Um sonhador? É claro!
Jason é um personagem prático demais e não tão lunático, um personagem comum das ruas, do dia a dia. Seu amigo Dev é dono da tal loja de vídeo games que não tem tanto sucesso, é bem parada e quer revolucionar o mercado, trabalhando nisso com o dinheiro que seu pai – que é milionário – lhe dá.
O fato é que as coisas não andam muito bem para Jason, ele acaba de levar um pé na bunda de sua namorada Sarah, com quem ficou durante anos e a mesma fica atualizando o tempo todo seu status no facebook de quanto está feliz com o chato e sem graça do Gary. E ele não sabe como agüenta assistir toda essa felicidade sentado passando por maus bocados.
O tal famoso sonho não rolou como ele planejava, mas ainda assim Jason persiste. Ou desiste, como você achar melhor. Ao lado de seus colegas de trabalho, Clem e sua amiga e chefe Zoe, Jason tenta se sobressair em seu trabalho no Jornal.
Ele só não esperava que um belo dia fosse esbarrar em Charlotte Street com A garota. Aquela que mudaria sua vida, seus sonhos e planos. Só pra ficar claro, antes de conhecê-la, ele vivia bêbado, largado e deprimido por causa do pé na bunda que tomou. Não agüentava ter que aturar todos os seus amigos e sua família lhe observando com aquele olhar de piedade, ou pobre coitadinho. Até conhecê-la, pois tudo muda quando os dois se esbarram..
Jason e A garota têm uma troca de olhares, mas ele a deixa ir. O que é um erro. A máquina descartável dela caí no chão e Jason a pega.
E assim, Jason começa uma nova fase em sua vida. Uma série de encontros e desencontros que me deixou ansiosa, sem unhas e dando vários gritinhos no meu quarto de quanto aquele livro era maravilhoso. Jason fica muito tentado, mas com a ajuda de seu amigo acaba revelando o filme da máquina dA garota. Ele só não esperava que aquilo fosse mudar sua vida por completo...
A garota representa a esperança, um futuro, novas coisas.
Talvez Jason tenha depositado muita coisa naquele momento, mas quem nunca passou por isso? Em um momento difícil depositar expectativas em pequenos atos ou sentimentos? Isso é tão real, tão possível de acontecer e essa realidade é tão apaixonante!
E logo depois disso, uma série de coisas acontece. Jason ocupa o cargo de seu colega como editor do London News. Ele não vê mais a garota, mas digamos que as coisas começam a andar. Ele passa a agir de modo maduro em relação ao noivado de sua ex e conhece o The Kinks e Abbey que trazem uma alta dose de humor para a história. Charlotte Street sem Abbey, não é Charlotte Street *_*
Abbey era o ingrediente que faltava na história. Doce, arco íris e garota do rock dos cabelos coloridos. Ah, o enigma furacão Abbey!
Além deles, há a bonitona Pamela que deixa Dev louco e apaixonado, o esperto Matt e o misterioso Damien.
Narrado em primeira pessoa, a história tem uma narrativa simples, viciante, cativante e é um livro extremamente genial e bem escrito.
Com personagens tão ricos e tão reais que fica muito fácil se identificar. Charlotte Street é uma daquelas histórias que você já pode ter visto acontecer e quem sabe, pode ter feito parte dela.
Eu tive momentos de riso, histeria e tristeza, porque sim Jason passa por extremos de humor e situações de todos os tipos. Mas eu amei o final que sem dúvidas, foi inesperado e posso dizer que Danny Wallace se tornou um dos meus escritores favoritos. Porque simplesmente ele me ensinou a acreditar no "Fazer acontecer" (só quem já leu vai entender *_*)
Não vejo a hora de reler e ler outros livros de sua autoria. Por mais livros como Charlotte Street. Histórias encantadoras e enredos tão fascinantes. Sinto falta de autores tão espirituosos como ele! A literatura precisa de autores como Danny Wallace, seu lindo ♥

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

[Pipocando] Um beijo roubado



Este post contém altas doses de sentimentalismo


Quotes do filme:

"Adeus nem sempre significa o fim. Às vezes, significa um novo começo"

"Afinal não foi tão difícil de atravessar aquela rua. Tudo depende de quem a está esperando do outro lado."



Já faz um tempo em que estava pensando em fazer uns posts bem legais sobre os meus maiores amores. Fiz isso com os livros, músicas, séries e estava faltando uma coisa: filmes.
 Eu sou apaixonada por filmes, sou viciada em cinema e adoro ficar em casa de "gordice" e assistir meus filmes prediletos.
Eu estava pensando algum tempo em criar uma coluna só para eles, eis que surge o momento. "Pipocando" vai ser uma coluna de filmes, onde darei dicas e falarei sobre os meus preferidos. Então, se você tiver algum pedido ou alguma dica de filme, pode me enviar nos comentários, vou adorar a participação de vocês!
Chega de enrolação e vamos ao que interessa! Minha relação de amor com os filmes começou com o menos óbvio, com os filmes de ação. Depois passei a curtir filmes de aventuras, comédias românticas até que cheguei aos meus preferidos: os filmes intimistas. Costumo dizer que este tipo de filme, que é o que eu mais curto, são aqueles filmes que possuem um enredo fascinante, uma história incrível com passagens muito reais.
Foi procurando filmes desse tipo que conheci os meus preferidos: "Encontros e Desencontros" de Sofia Coppola e o fofo "O fabuloso destino de Amélie Poulain". O lado ruim de gostar de filmes assim é que esse tipo de filme costuma passar em poucas salas no cinema, sendo mais fácil encontrá-lo na internet ou comprando diretamente no DVD.
Meu caso de amor com "Um beijo roubado" começou quando vi a foto acima na divulgação do Jornal e descobri que o elenco era composto por Norah Jones (de quem sou muito fã), o lindo e talentoso Jude Law e a fofíssima Natalie Portman. Só isso chamou muito a minha atenção.
Só que Um beijo roubado é muito mais que isso.
Dirigido por Wong Kar Wai, o mesmo cineasta de "Amor à flor da pele" e "2046", este é um filme sobre o amor, desilusões, recomeços e relacionamentos.
É difícil falar desse filme, porque ele tem muito de mim e eu trouxe muitas coisas dele para a minha vida. Quando assisti me emocionei em várias cenas, porque os personagens e dramas são tão reais, tão comuns que não tem como não se identificar. E quando você vê, se envolveu completamente com o filme.
  Todo mundo já sofreu por amor, já sofreu uma desilusão e teve o coração partido. Aquela dor imensurável que parece não ter fim, onde tudo é uma grande drama queen. Até que chega a hora de recomeçar e passamos a enxergar coisas que não víamos antes. É um filme sensível que reproduz a realidade com delicadeza e doçura.
Um beijo roubado conta a história de Jeremy (Jude Law), um rapaz solitário e dono de um charmoso café que coleciona chaves esquecidas pelos clientes em um pote. Jeremy gosta de guardar as chaves, pois ali há histórias, sentimentos que não podem ser esquecidos. Sua vida muda radicalmente ao conhecer Elizabeth (Norah Jones), uma jovem perdida e com o coração partido.
Na noite em que tudo acontece e na qual eles se conhecem, Elizabeth surge em seu café transtornada. Os dois ficam amigos e Jeremy oferece a ela a única sobremesa que restou no final da noite, aquela que foi rejeitada. Imediatamente Elizabeth se identifica e experimenta a famosa torta de Blueberry que dá nome ao título do filme em inglês: My Blueberry Nights
 Imagine um lindo relacionamento, que você não imagina terminar e parece que vai ser eterno. Imaginou? Agora imagina o mesmo relacionamento vir a baixo, ter o coração partido e ainda terminar da pior maneira possível? É, é isso que acontece Elizabeth.
 Assim que vemos Elizabeth e Jeremy juntos na tela, vemos que os dois são pessoas que sofreram muito por amor e estão desiludidos. E que combinam perfeitamente um com o outro e essa combinação chega a irritar, porque a gente quer gritar para Elizabeth abrir os olhos e ver além do que se vê (Citação Los Hermanos), só que ela não pode.
Já dizia o velho ditado, algumas dores precisam ser sentidas e esse é o caso da personagem de Norah Jones. Ela sabe que precisa recomeçar, que precisa se reencontrar, se redescobrir.
Muitas vezes, quando terminamos um relacionamento de muito tempo temos a sensação de que perdemos a nossa identidade. Essa sensação é normal e acontece, pois passamos tanto tempo junto com aquela determinada pessoa que adquirimos os traços e os gostos dela. Isso é o amor, compartilhar e ceder. Mas é preciso recomeçar e Elizabeth sabe disso.
Ela resolvi ir viajar sem destino, deixando Jeremy louco.
Eu juro para vocês que não acreditei quando ela fez isso, logo com o Jude Law? Mas enfim, não fiquem tristes, vocês não vão se arrepender em assistir o filme.
O filme conta com a participação também da linda e encantadora cantora Cat Power que é um cantora indie alternativa muito conhecida e que por sinal, sou fã (mas isso é assunto para outro post).  Sua participação é muito importante e uma das suas músicas faz parte da trilha sonora do filme. Eu simplesmente amo essa música, me derreto ouvindo e toda vez que a escuto lembro de Elizabeth e Jeremy ♥  Para ouvir, clique aqui.
Durante todo o filme, vemos muitos personagens entrarem e saírem, sempre com uma história que deixa alguma lição para a gente. Lições sobre amor, dores e perdas. Mais real impossível.
Quando terminei o filme, depois de ter derramado muitas lágrimas, tive a sensação de que esse foi um dos melhores filmes da minha vida. Agora eu quero que seja o de vocês. Assistam o trailer e se gostarem, vejam o filme. Depois vou querer saber o que acharam. Não se esqueçam de me contar!





sábado, 5 de janeiro de 2013

A primeira vez como repórter a gente não esquece


Meu 2012 foi tão corrido que infelizmente nem tive tempo de compartilhar com vocês as coisas boas que aconteceram comigo. Para quem não sabe ou ainda não me conhece, faço parte de um projeto - site chamado Novos Escritores que foi criado por mim e meu namorido Djan Skwara. Todo mundo sabe que sonho um dia em terminar de escrever o meu livro e publicá-lo. Então criamos esta rede social com o intuito de unir os escritores, blogueiros e leitores e tornar a literatura nacional acessível a todos. Foi assim que conheci vários escritores, me tornei fã de alguns livros e fiz muitos amigos especiais. O site acabou virando meu segundo trabalho e exigiu muito de mim. Sinceramente, não tenho do que reclamar. Ficaram ótimas lembranças de 2012 e aguardo ansiosamente as de 2013. Vem muita coisa boa por aí.
Então, este vídeo que segue abaixo é a minha primeira entrevista como repórter. Foi a primeira vez que entrevistei autores. Então ignorem a minha cara, meu nervosismo, as minhas gagueiras e coisas do tipo. Não sou Jornalista e não faço ideia de como se faz uma entrevista, apesar de sonhar em ser uma jornalista e trabalhar na redação de algum jornal ou revista.
Fiz tudo isso com todo carinho por causa de vocês, leitores. Eu quero que o mundo conheça esses autores incríveis e esses livros geniais que temos por aqui e que lutam pelo seu lugar ao sol.
Esta foi a minha primeira entrevista, eu estava SUPER nervosa e só recentemente mudei algumas coisas que fiz de errado: como não olhar para a câmera, não parar quieta, ficar nervosa e mexer no cabelo e por aí vai.
Compreendam, não nasci para ficar na frente das câmeras, mas sim atrás delas. Escritores são pessoas muito reservadas rs
Eu queria que as entrevistas tivessem um ar informal, como um bate papo e que todos gostassem de assistir. Se a minha memória não estiver ruim, esta entrevista foi realizada no dia 1º de Setembro de 212 na livraria Nobel do norte shopping (que infelizmente não está mais aberta. Minha livraria preferida fechou as portas =/ Sad) no lançamento do livro Reencontros da autora Rafaela Guimarães.
O primeiro entrevistado é o escritor Edson Gomes, autor de Psíquico lançado pela editora Dracaena e deu ótimas dicas para quem um dia deseja ser publicado. Caso queira saber mais sobre o autor, é só visitar o Site do autor.Tenho esse livro, mas ainda não tive a oportunidade de ler, mas ele está na fila dos serem lidos rs. Depois entrevistei a fofa da Rafaela Guimarães, que é autora de Cordas Rompidas e Reencontros que já li, amei e fiz resenha no site Novos Escritores. Para conhecer mais sobre a Rafa, entre em Página da autora.
Enfim, espero sinceramente que gostem da entrevista e perdoem meus erros de iniciante. Há muitos outros vídeos que se vocês quiserem posso compartilhar com vocês.
Digam também o que acharam e se curtirem, é só dar joinha.
Enjoy!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Outsider








Definição de outsider:


"A figura do outsider. Do cara que não se enquadra. Do sujeito que não faz questão de pertencer a nenhuma turma. O cara que no colégio sentava na última carteira, não falava com ninguém e ia embora sozinho. Havia algo de muito maneiro em figuras desse naipe."

Fonte


Eu vou ser eternamente uma outsider. Esse termo de uns tempos para cá que veio com força total tomou conta do vocabulário dos jovens e até mesmo das redes sociais. Mas o que é isso, afinal? A tradução de outsider é estranho, já li e vi todos os tipos de definições, mas para mim é: quando você não pertence a nenhum grupo, nenhuma tribo e se veste e age do seu próprio jeito. Ou seja, quando você não segue a moda, quando você não escuta as mesmas músicas que o pessoal que tem a sua idade, quando você não usa as mesmas roupas que suas amigas, quando você pensa diferente... Isso quer dizer que você é uma outsider.
Não vejo como alguém forever alone, mas alguém que gosta de ser diferente, tem personalidade e sabe defender seu estilo com atitude. Sem se importar com opiniões, regras ou sociais. Uma frase resume tudo: o outsider quer ser do jeito que é.
E eu sempre me senti uma outsider e esse seja talvez o termo que me defina melhor. E além disso, eu sou vintage. Ou ou. Que coisa hein? Para quem não sabe, vintage é aquela pessoa que curte desde músicas até a moda de décadas antigas. Eu tenho vinte e dois anos, quase vinte e três e me sinto velha em determinados momentos.
 Amo músicas que fazem parte da década de 80, uma época que não vivi e meus amigos nem fazem ideia quem eram os cantores famosos dessa época. Pelo menos a maioria. No meu armário, tem roupas da minha geração, mas também muitos artefatos dos anos 60 e até 70 e ainda assim, me sinto uma patricinha. Sou completamente apaixonada pela indústria cinematográfica dos anos 80, um dos meus sonhos é colecionar os filmes que se tornaram clássicos. Sou fã declarada de escritores que possuem uma narrativa simples e que escrevam livros psicodélicos, do tipo bem louco, sem pé nem cabeça, como Kelly Link e Neil Gaiman. Sou uma grande fã de desenhos, zumbis, psicodelismo e não consigo me encaixar como uma coisa só. Com tantas contradições e gostos diferentes, sou uma pessoa feliz. São essas coisas que fazem parte de quem eu sou. Acho que ser outsider também é ser livre, seguir seus instintos e viver da forma que você quiser, desde que esteja bem com você mesmo.
Ser outsider não é só ser diferente, mas também ousado. O outsider é definitivamente bem resolvido. 
Uma das bandas que mais gosto, tem uma música que diz muito sobre isso. Eles são os maiores outsiders que conheço *_* Escutem e acompanhem a letra. Vai fazer todo o sentido para vocês que ainda não entenderam e para aqueles que como eu, são outsiders. 

Estranhos 
Nós vimos alguma mudanças
Mas nós continuamos "estranhos"
Se todo mundo está aqui
Então sabe se lá por quê
Andamos sozinhos

Eu já vi alguns anos
Mas você continua sendo meu César
Com tudo que eu sinto
Eu sinto que você já esteve aqui

A única diferença é que tudo que eu vejo,
agora é tudo que eu já vi

É iluminado lá fora
O amor iluminado e o lado sombrio
Eu sei que é óbvio
Mas às vezes
Você tem que dizê-lo
Assim você não se sente tão fraco
Por ser tão estranho
Ou sozinho

Em dezessete anos
Você continua Camille
Lee Miller, Gala ou o que seja
Você sabe o que quero dizer

O amor morrerá
Amantes desaparecerão
Mas você continuará lá
Espremendo em seus dedos
O que significa para mim ser

A única diferença é que o que pode ser já foi

Quando você me viu dormindo
Você pensou que eu estava sonhando com você
Eu não te contei
Que o único sonho
É Valium para mim
a única diferença é essa

O que pode ser é agora



Tradução de Outsiders - Franz Ferdinand







quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

[Resenha] Uma história sobre destino, amor e esperança



Feita de Fumaça e Osso - Livro 1

Autora: Laini Taylor

Editora: Intrínseca


Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito


“E não era mesmo sua imaginação que era louca. Era sua vida – o cabelo azul, Brimstone e tudo o mais”

Minha relação com esse livro é de amor. Sabe quando você se apaixona por uma história e quando termina, não consegue ler mais nada porque está com ressaca literária? Então, foi isso que aconteceu comigo quando terminei de ler "Feita de fumaça e osso". Eu não li, praticamente devorei e enrolei para terminar, porque eu não queria que a história acabasse! Pois bem,“Feita de fumaça e osso” é uma dessas histórias inacreditáveis que faz a gente torcer, se identificar e pirar com cada acontecimento.
A história escrita por Laini Taylor é narrada em terceira pessoa e conta a história de Karou, uma garota de dezessete anos, estudante de artes em praga que tem cabelo azul e várias tatuagens pelo corpo. Karou tem um caderno cheio de desenhos estranhos e fantasiosos, anda por vários lugares e pode sumir misteriosamente de alguns deles sem ninguém perceber e aparecer em outro lugar como em um passe de mágica. Who is the girl?, você deve estar se perguntando!
Karou vive em um covil de demônios, precisamente quimeras como Brimstone, Yasri, Twiga e Issa dizem ser. A personagem é órfã, não faz ideia de quem são seus pais, desconhece a sua origem. Sua própria vida é um mistério. Isso faz com que ela estabeleça uma relação de amor com essa sua estranha família.
Eles moram em uma loja, onde trabalham e em toda a sua vida, Karou sabe pouca coisa sobre a sua família adotiva. Uma das poucas coisas que sabe é que Brimstone é um negociador de desejos, ela o chama de Mercador de desejos e se não bastasse isso, Karou faz um trabalho muito estranho para Brimstone. Ela é enviada por ele para buscar ao redor do mundo dentes. Ela obedece Brimstone e toda a sua vida gira ao redor disso. Isso faz com que Karou perca aulas e deixe sua melhor amiga Zuzana irada. Já que muitas vezes enquanto as duas estão lanchando em seu bar preferido chamado Veneno, Karou tem que interromper sua diversão para ir buscar dentes em Paris ou na Índia e acaba a deixando sozinha e sem poder contar o que se passa em sua vida. A relação das duas é um barato e me diverti a beça com o comportamento hilário de Zuzana.
Mas a própria Karou não faz ideia do porquê Brimstone quer aqueles dentes, tudo dentro daquela loja é um grande mistério do qual ela pouco sabe.
E quando Karou menos espera, ela conhece Akiva. Um anjo, inimigo da raça quimera que foi criada e ele foi enviado para guerrear. Só que isso não impede que os dois tenham uma sensação estranha ao se verem.
Isso acaba mexendo com Karou que foge dele e Akiva sente uma necessidade surreal de descobrir o que é aquela menina. Os dois se apaixonam e descobrem que este amor nasceu muito antes dali. Muitos mistérios vão ser revelados e juntos, eles partem para descobrir a origem e os mistérios de Karou.
Achei o universo da trama cativante e a autora é extremamente criativa. Me vi em um mundo fantástico nunca narrado antes que gerou curiosidade e muito interesse. A autora tem uma imaginação sem limites e me prendeu de uma tal forma que consegui ler o livro tão rapidamente e chegar no final sem ao menos perceber.
A escrita é simplesmente maravilhosa, a trama é rica, os personagens são geniais e o enredo bem amarrado. Além de tudo, é uma história que nos faz refletir sobre amor, família, esperança e destino. Até onde você iria pelo amor?
Feita de fumaça e osso entrou para a lista dos meus livros preferidos. Fiquei completamente estarrecida com o final e ansiosa pela continuação. Como sou o tipo de leitora que não aguenta ficar sem saber o que acontece, pesquisei em tudo que é canto e encontrei informações super valiosas no twitter da Laini Taylor, a autora.
Lá fora, a continuação já foi lançada e de acordo com o que vi, parece que vai se chamar "Dias de sangue e estrela" e tem uma capa tão linda quanto de FFO.
Já estou roendo as unhas, uma história tão incrível como essa, o mundo precisa ler *_*

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Renovação do contrato




Um ano ano se inicia. Cheia de pensamentos positivos, sonhos renovados e com a corda toda. Janeiro é o meu mês preferido. É o mês em que completo 23 primaveras, faço sete anos juntos com o DJ e ainda tem o aniversário dele, no dia de reis. Janeiro é um mês tão agitado, corrido e .... lindo! Janeiro é o mês dos sonhos, dos aquarianos...
É o mês em que me permito sonhar, me divertir e aproveitar. Pela primeira vez na vida, vou passar boa parte dele estudando por conta da greve que tomou conta da UFRJ no meio do ano passado, mas nem isso me desanima. Janeiro é meu e estou feliz, mesmo com as "mini férias". Nunca fui o tipo de garota que deixa de viver por causa da faculdade, porque tem que estudar para as provas e etc...
Sou assumidamente lunática, outsider e sonhadora. E sou bem resolvida com isso. Esse ano promete tantas coisas: Bienal, estágio, conclusão de um dos milhões de livros que escrevo e não termino. Quem sabe? Não custa nada sonhar não é mesmo?
Então, este blog está renovado oficialmente. Voltei com as atividades e com força total! Seja bem vindo 2013!

"Nesta reconstituição dos fatos, eu disse coisas que não devem ser ditas. Se eu tivesse bom senso, queimaria estas páginas todas. Porém, como meu amigo me ensinou, até cinzas podem revelar segredos"


Página 43, Coisas frágeis 1
Conto: Um estudo sobre esmeralda de Neil Gaiman ♥