segunda-feira, 1 de abril de 2013

A minha história


Não existe fórmula para escrever. Ao futuro autor que procura regras e profissões que possam ajudá-lo, sinto lhe dizer que as informações que irá encontrar não vão ser as respostas oficiais e universais. Até existem muitos cursos de escritas, só que a pessoa que aqui escreve não acredita nisso.
Não acredito na escrita como algo calculada, cheia de regras, fria e técnica. Comecei a escrever por acaso, quando tinha mil coisas para dizer, ninguém me ouvia e remoía pensamentos e casos. Foi na escrita que eu me libertei, que eu me encontrei. Foi ali que despejei tudo que estava sentindo e não fui eu que escolhi a escrita. Foi a escrita quem me acolheu.
Desde pequena, eu era apaixonada por "agendas" e "diários". Eu achava que quem escrevia neles era importante e torcia muito para que meu dia de ser presenteada chegasse. Doces ilusões de uma criança! Até que a primeira agenda e meu primeiro diário surgiram e foi através deles que comecei a engatinhar na escrita.
Além de ser apaixonada pela escrita desde criança, eu era apaixonada por histórias e na época do BOOM do senhor dos anéis, escrevi a minha primeira história fantástica que se perdeu e foi escrita na minha antiga máquina de escrever que infelizmente foi doada. Esse é um dos arrependimentos da minha vida. Apesar de não ter mais os originais, a história ainda se mantém viva em minha mente. Nós nunca esquecemos nossas primeiras experiências inesquecíveis!
Só que foi na adolescência mesmo que meu contato com a escrita foi mais intenso e revelador. Sim, foi ali que nasceram os primeiros textos, as primeiras crônicas e poesias. O mundo não me compreendia, não tinha ninguém para me ouvir, sem me julgar e foi escrevendo que eu vomitei as minhas feridas e cicatrizei em textos. Quando nada fazia sentido, virou um hábito escrever.
Foi então que percebi a necessidade que eu tinha em escrever. Eu tão jovem, tinha fome de escrever e que não era saciada.Me nomearam escritora e eu não esperava. Eu descobri meio ao acaso que queria ser escritora.
Depois veio o pré - vestibular onde descobri Machado e Clarice. O momento em que escolhi letras acreditando infantilmente que seria essencial para a minha carreira de escritora. E não é, se querem saber.
Como disse no início do texto, não há fórmula para escrever e não sei sinceramente como isso acontece. Acredito que algumas pessoas possuem esse dom e conseguem desenvolvê-lo ao longo da vida. O mundo te influencia, tudo faz sentido e é na escrita que o escritor se sente completo. Muitos podem escrever, mas poucos são escritores.




Meus companheiros de aventura, meus maiores tesouros que morro de ciúmes